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Melissa Vinck participa do Lucas em Debate e fala sobre trajetória no jiu-jÍtsu

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A atleta Melissa da Silva Vinck, de 12 anos, foi a entrevistada do podcast Lucas em Debate desta quarta-feira (8). Aluna da Escolinha Viva Lucas, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Lucas do Rio Verde, ela compartilhou sua trajetória no jiu-jítsu, modalidade na qual vem conquistando títulos estaduais e nacionais desde que iniciou os treinamentos.

Durante a entrevista, Melissa contou que começou no esporte por incentivo da mãe, Roseli Vinck, que buscava uma atividade voltada à defesa pessoal para a filha. Antes disso, ela praticava ballet, por cerca de cinco anos, e também natação. No entanto, foi no jiu-jítsu que encontrou sua verdadeira paixão. Desde então, deixou as outras modalidades para se dedicar exclusivamente aos treinos, conciliando a rotina esportiva com os estudos escolares.

Mesmo com a intensa rotina de treinamentos, Melissa mantém bom desempenho na escola e é reconhecida pela dedicação, disciplina e bom relacionamento com colegas e professores. “Eu treino diariamente e auxilio nas aulas com os alunos mais novos. Em dezembro de 2024, conquistei a graduação para a faixa cinza”, detalhou.

Ainda no primeiro ano de competições, Melissa venceu as quatro etapas do Campeonato Estadual da Federação de Jiu-Jítsu de Mato Grosso em sua categoria e também conquistou o primeiro lugar em um campeonato realizado em São Paulo. O desempenho abriu portas para desafios cada vez maiores no cenário nacional.

O currículo da jovem atleta reúne conquistas expressivas, como o título do Mundial Kids CBJJ de 2024, além de primeiros lugares em etapas estaduais, na Copa Pódio 2025 e participações em importantes competições nacionais, como o Brasileiro da CBJJ e o Curitiba Open Kids. “Quero disputar campeonatos de nível internacional, entre eles o Sul-Americano, Pan-Americano e Europeu Kids da IBJJF, além de novas edições dos campeonatos brasileiros e estaduais”, declarou.

Na entrevista, Melissa destacou que o jiu-jítsu vai além das medalhas. Para ela, a modalidade ensina disciplina, respeito, perseverança e superação, valores que leva para dentro e fora dos tatames. A atleta também ressaltou a importância do apoio da família, dos treinadores e da Escolinha Viva Lucas, para seguir representando o município nas competições.

O episódio completo do Lucas em Debate está disponível na Rádio Câmara e nas plataformas digitais da Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde. 

Ouça a Rádio Câmara
Para ouvir a Rádio Câmara Lucas do Rio Verde, acesse o site oficial da  Câmara Municipal  ou baixe o aplicativo para  iOS  e  Android . Os episódios do podcast estão disponíveis nas principais plataformas digitais.



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PL de Gisela que reconhece a Festança de Vila Bela avança e fica a um passo de virar patrimônio cultural do Brasil

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A tradicional Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade, uma das mais antigas manifestações populares do Centro-Oeste brasileiro, está mais próxima de receber o reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O Projeto de Lei nº 5.810/2023, de autoria de Gisela Simona, foi aprovado agora em julho, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados e agora segue para análise do Senado Federal.

A proposta foi apresentada logo no início do mandato parlamentar de Gisela e reconhece a Festança realizada há mais de dois séculos na antiga capital de Mato Grosso, como uma das maiores e mais tradicionais celebrações religiosas do Estado. Além de ser observada como uma importante manifestação afro-brasileira entrelaçada à memória histórica. assim, uma das expressões culturais mais emblemáticas do país.

Durante participação na Festança esta semana, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a dirigente do União Brasil em Cuiabá afirmou que o reconhecimento representa mais do que a valorização de um evento religioso.

“Estamos falando de uma manifestação que preserva parte importante da memória do povo negro brasileiro. A Festança reúne fé, cultura, identidade e resistência. É um patrimônio vivo construído ao longo de gerações e que merece reconhecimento nacional.”

Na justificativa do projeto, Gisela destaca que a celebração reúne o tradicional tríduo dedicado ao Divino Espírito Santo, a São Benedito e à Santíssima Trindade, preservando expressões culturais centenárias como as Danças do Congo e do Chorado, manifestações que carregam marcas profundas da herança africana na formação cultural brasileira.

Mais do que uma festa religiosa, a Festança de Vila Bela tornou-se um símbolo da permanência das tradições afro-brasileiras em Mato Grosso. Realizada na primeira capital do Estado, a celebração atravessou mais de 200 anos preservando costumes, música, dança e religiosidade que sobreviveram às transformações sociais e políticas do país.

O município também ocupa lugar de destaque na história nacional por abrigar o Quilombo do Quariterê, liderado por Tereza de Benguela, personagem reconhecida como símbolo da resistência negra e cuja trajetória inspira, até hoje, políticas de valorização da igualdade racial e da participação feminina.

Para Gisela, o reconhecimento da Festança como patrimônio imaterial fortalece não apenas a preservação da cultura mato-grossense, mas também amplia a visibilidade da contribuição dos povos negros para a construção da identidade brasileira.

“A cultura também produz cidadania. Quando o Estado reconhece manifestações como esta, reconhece igualmente a história de um povo que ajudou a construir o Brasil.”

Realizada entre os dias 15 e 27 de julho, a Festança reúne milhares de visitantes todos os anos e mantém vivas tradições transmitidas entre gerações, consolidando Vila Bela da Santíssima Trindade como um dos mais importantes centros da cultura afro-brasileira no país.

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