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Polícia

Rotam apreende mais de 100 porções de entorpecentes e prende mulher por tráfico

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Polícia

Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) apreenderam, nesta segunda-feira (6.7), 105 porções de substância análoga à maconha e prenderam uma mulher, de 23 anos, suspeita por tráfico de drogas, em Cuiabá. A denunciada já tem passagem criminal por furto. 

Os policiais realizavam patrulhamento tático no bairro Jardim União quando avistaram a suspeita caminhando com uma sacola amarela, em atitude suspeita. Ao perceber a aproximação da equipe, ela dispensou o objeto e correu para uma residência. 

Ao ser abordada, as equipes encontraram três porções de substância análoga à maconha e uma balança de precisão. Ela confessou ser responsável pela comercialização de entorpecentes na região e informou que havia mais drogas armazenadas em seu quarto.

Os policiais realizaram buscas no local e localizaram um pote de vidro contendo outras porções de maconha, R$ 207 em espécie e outra balança. A suspeita foi conduzida à delegacia, juntamente com todo o material apreendido, para o registro da ocorrência.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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