Polícia
Polícia Militar apreende armas de fogo e 47 porções de drogas em Sorriso
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Policiais militares do 12º Batalhão apreenderam, neste domingo (5.7), 47 porções de entorpecentes, um revólver e uma espingarda, durante abordagens, no município de Sorriso. Nas ações, três homens foram presos em flagrante.
Uma equipe da Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) flagrou um casal, em uma motocicleta, no bairro São José, em atitude suspeita. Ao serem abordados, os militares encontraram três porções de substância análoga à maconha com o piloto. O suspeito já possui três passagens criminais por tráfico.
À PM, ele confessou que havia mais entorpecentes em sua residência. No local, os militares mais 43 do mesmo ilícito e uma porção de de substância análoga à cocaína, uma balança de precisão e diversas embalagens do tipo zip lock. O suspeito foi conduzido à delegacia junto do material apreendido.
Militares apreendem armas de fogo
Em seguida, os policiais militares receberam denúncia de que havia um homem armado, em um posto de combustível, localizado no Setor Industrial, no município. No local, um homem relatou aos policiais que, após um desentendimento, o suspeito sacou um revólver e passou a persegui-la entre os caminhões estacionados.
O suspeito foi identificado e localizado tentando fugir em um caminhão. Durante a vistoria no veículo, os policiais localizaram um revólver calibre .38 carregado com seis munições no interior da cabine. O denunciado foi encaminhado à delegacia.
Durante o patrulhamento tático no bairro Jardim Primavera, os policiais militares receberam denúncia de violência doméstica. No local, foram informados que uma mulher, de 46 anos e o filho, de 22 anos, foram agredidos pelo denunciado, que chegou embriagado.
Em um certo momento, o homem passou a danificar diversos objetos da residência. Após entrar em luta corporal com o jovem, o homem saiu e retornou armado com uma espingarda. O suspeito proferiu ameaças e efetuou disparo em uma televisão.
Os policiais militares realizaram buscas na região e receberam novas informações de que o homem havia retornado ao imóvel, sendo localizado e detido. O suspeito foi levado à delegacia.
Polícia
Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia
Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.
A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.
O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.
A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.
O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.
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