Polícia
Polícia Militar prende cinco pessoas por tráfico de drogas em Campo Novo do Parecis
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A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu três homens e duas mulheres por tráfico ilícito de drogas e porte ilegal de arma de fogo, na noite desta segunda-feira (6.7), em Campo Novo do Parecis. Nas ações, foram apreendidas mais de 100 porções de diversos tipos de entorpecentes, um revólver e 130 munições.
O primeiro suspeito, de 25 anos, foi encontrado após denúncias sobre um ponto de venda de drogas, em uma quitinete nas proximidades de uma escola. A equipe da Força Tática do 7º Comando Regional foi ao endereço e sentiu forte odor de droga. Ao entrarem na área da casa, flagraram o criminoso manipulando porções de entorpecentes.
Ele foi abordado e detido rapidamente. Nas buscas pela quitinete, os militares encontraram 93 porções de cocaína, 10 porções de pasta base de cocaína e 11 porções de maconha, além de uma balança de precisão. O suspeito recebeu voz de prisão e foi levado para a delegacia da cidade.
Os demais suspeitos foram presos em uma ação da Cavalaria, que realizava patrulhamento no bairro Jardim das Palmeiras e identificou dois homens em suspeita, dentro de um Gol prata. Os suspeitos, de 25 e 19 anos, foram abordados e, em verificação ao carro, a PM encontrou porções de pasta base e cocaína.
Um dos homens afirmou que morava em uma residência próxima, onde havia mais materiais ilícitos guardados. Os policiais seguiram ao endereço e encontraram dentro da casa as duas suspeitas, de 22 e 20 anos, que seriam esposas dos criminosos detidos.
Com a chegada da PM, as mulheres tentaram fugir e derrubaram objetos pela casa, revelando a presença de um revólver de calibre .357 e munições. Também foram encontrados e apreendidas mais porções de drogas. As suspeitas também foram detidas após a tentativa de fuga.
Os quatro suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados para a delegacia de Tangará da Serra para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Polícia
Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia
Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.
A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.
O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.
A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.
O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.
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