Mato Grosso
Nova série da TV Brasil, Afiadas aborda com humor desafios femininos
Mato Grosso
Série de humor que debate temas fundamentais do universo feminino. Essa é a proposta da Afiadas , que estreia nesta sexta-feira (26), a partir das 23h, na TV Brasil .
A produção conta a história de Adrielly (Pretha Sousa), uma jovem manicure que vive em Brasília e que trabalha no salão de Dona Márcia (Heloisa Perissé). No Local, também trabalham Samantha (Carol Portes) e Jéssika (Veronica Debom).
É nesse cenário que a trama se desenrola. Enquanto tenta sobreviver financeiramente e conciliar a faculdade de sociologia, Adrielly registra em vídeo a rotina do seu local de trabalho, que recebe mulheres potentes do Brasil.
Dentro do salão, Dona Márcia conversa sobre temas do cotidiano das mulheres, como política e cuidados dos filhos. “São conversas profundas e muito engraçadas”, explicou Mayra Cotta, uma das produtoras da série.
“O humor ajuda a gente a encostar em temas que, de alguma outra forma, não se conseguiria chegar por ser muito dolorido ou porque ficaria muito chato de falar. O humor é então uma ferramenta muito potente.”
São oito episódios de 26 minutos. A cada um, uma convidada especial surge como cliente do salão. “O projeto é interessante porque, ao mesmo tempo que tem dramaturgia, também tem o lado sério da coisa, já que recebemos personagens reais para falar de assuntos reais”, explicou a atriz Heloisa Perissé.
“Chico Anísio sempre falou: ‘o humor entra em lugares que ninguém consegue’. O humor deixa a pessoa mais leve, a pessoa não se sente julgada ou agredida. Ao contrário, ela entra de uma forma suave. Como são assuntos delicados, assim fica mais fácil da gente levar essa mensagem.”
Uma das convidadas do salão é a atleta brasileira Daiane dos Santos, primeira ginasta do Brasil a conquistar uma medalha de ouro em um Campeonato Mundial. “É muito bacana ver o protagonismo feminino e falar de assuntos tão relevantes para todo mundo de um jeito bem-humorado”, acrescentou Daiane.
A trama também terá outras participações como a fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME), Ana Fontes, e a jornalista e escritora Milly Lacombe.
Assuntos
Entre os temas trabalhados pela série estão o machismo, o empreendedorismo, a violência, as relações afetivas, a economia do cuidado, o meio ambiente e a participação política das mulheres.
A proposta de Afiadas é deslocar o ambiente tradicional das entrevistas para o espaço cotidiano e informal do salão, aproximando o público das histórias e perspectivas dessas mulheres que pensam e transformam o Brasil. A direção é de Paulinho Caruso.
Segundo ele, o programa pretende não só atingir as mulheres, mas também servir como um instrumento de transformação para os homens. “Como homens dentro da equipe e assistindo a esses conteúdos, a gente aprendeu muito.”
O diretor conta que há assuntos óbvios para o meio feminino, mas que passam despercebido pelo universo masculino. Ele cita como exemplo um episódio em que a jornalista Milly Lacombe diz ter sido proibida de jogar futebol quando criança, porque isso era proibido às mulheres, na época.
“Achei que era exagero, uma figura de linguagem, mas é um fato [no Brasil, mulheres foram proibidas de jogar futebol de 1941 e 1979]. Com isso, a gente vai também aprendendo muito sobre esses temas.”
TV pública
A série será exibida semanalmente pela TV Brasil e também poderá ser acompanhada pelo YouTube (https://www.youtube.com/tvbrasil).
Durante o lançamento da série, nessa terça-feira (23) no Espaço Petrobras de Cinema, em São Paulo, a deputada federal Sâmia Bomfim reforçou a importância de se discutir temas relacionados ao universo das mulheres dentro de uma TV pública.
“[O programa] coloca a mulher em um lugar de não submissão em relação ao homem, mas a mulher por ela mesma, com seus direitos e por sua posição na sociedade. E será um programa com amplo alcance já que, em TV aberta, qualquer pessoa poderá assisti-lo.”
Para a presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, um dos papéis da TV pública é fomentar o debate sobre temas que atravessam o universo feminino.
“É importante que a TV pública apresente séries sobre gênero e que elas possam ter uma linguagem pop, divertida, sem, com isso, deixar de ser inteligente e de provocar debates relevantes. Acho que esta é maior importância da série a linguagem.”
Episódios
A temporada de Afiadas contará com oito episódios de 26 minutos cada. Os temas e entrevistadas de cada edição são:
- Episódio 1: Empreendedorismo feminino, com Raquel Virgínia, cantora, empreendedora e fundadora da Agência Nhaí; e Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME.
- Episódio 2: Esporte e infância das meninas, com Daiane dos Santos, ícone da ginástica brasileira e embaixadora da ONU Mulheres; e Milly Lacombe, jornalista, escritora, roteirista e colunista.
- Episódio 3: Relações tóxicas – de casa ao trabalho –, com Maíra Recchia, advogada especialista em gênero e presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB/SP.
- Episódio 4: Economia do cuidado, com Ana Carolina Querino, representante adjunta da ONU Mulheres Brasil.
- Episódio 5: Vida além do trabalho, com Veronica Oliveira, palestrante.
- Episódio 6: Meio ambiente e soberania alimentar, com Ana Carolina Amaral, jornalista ambiental e fundadora do The Next Question.
- Episódio 7: Misoginia nas redes, com participação especial de uma personagem de videogame.
- Episódio 8: Sexualidade e consentimento, com Lázara Carvalho, advogada e professora especialista em educação em relações étnico-raciais.
Exibição multiplataforma
Afiadas será exibida na TV Brasil e também nas plataformas digitais da emissora, como YouTube e o aplicativo TV Brasil Play , ampliando o acesso do público ao conteúdo.
Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar .
Mato Grosso
ALMT inicia debate da LDO 2027 com previsão de orçamento de R$ 42,1 bilhões
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso iniciou, nesta terça-feira (7), a discussão do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias ( PLDO-692/2026 ) de 2027 durante audiência pública promovida pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). A proposta prevê um orçamento de R$ 42,135 bilhões. A concessão da Revisão Geral Anual será 4,2%.
Em relação a Revisão Geral Anual (RGA), o secretário-adjunto de Orçamento da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Ricardo Capistrano, afirmou que a previsão é de o Estado conceder um reajuste de 4,2% para os servidores públicos. Esse percentual, segundo ele, vai gerar um impacto orçamentário da ordem de R$ 862,6 milhões ao ano para o estado.
“Qualquer novo incremento obrigatório de despesas dependerá estritamente da melhoria do cenário das receitas estaduais, reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal”, explicou Capistrano.
A proposta da LDO-2027 estabelece os objetivos, metas, indicadores e dados orçamentários que irão orientar a política fiscal do Estado no próximo exercício. O projeto faz a ligação entre o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 e a Lei Orçamentária Anual (LOA), definindo as prioridades da administração pública, as metas fiscais e os critérios para a alocação dos recursos entre os órgãos, secretarias, Poderes e instituições autônomas.
Durante a apresentação, foi destacado que a LDO é um dos principais instrumentos da política fiscal, ao garantir o equilíbrio entre receitas e despesas e assegurar o cumprimento das metas de resultado primário e nominal previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. O texto também fixa os parâmetros macroeconômicos que nortearão a elaboração do orçamento de 2027.
De acordo com Ricardo Capistrano, o PLDO inclui as diretrizes para a gestão das finanças públicas e da dívida estadual, servindo como base para a construção da Lei Orçamentária Anual, garantindo coerência entre o planejamento estratégico, as diretrizes orçamentárias e a execução do orçamento.
A disponibilidade financeira do Estado permanece superior ao montante da dívida consolidada bruta, o que, segundo Ricardo Capistrano, demonstra a solidez da gestão fiscal. O indicador evidencia que Mato Grosso mantém capacidade financeira para honrar seus compromissos e preservar o equilíbrio das contas públicas, reforçando o compromisso com a sustentabilidade fiscal.
Em 2027, a previsão para a renúncia fiscal bruta é da ordem de R$ 13,912 bilhões. Enquanto o valor líquido chega a R$ 13.209 bilhões. O ICMS concentra o maior impacto, com renúncia estimada de R$ 12,09 bilhões. “Esse valor reflete as políticas de incentivo à competitividade”, disse Capistrano.
Outro ponto discutido durante a audiência pública foi o impacto financeiro que a Reforma Tributária acarretará com o fim da chamada “dobra do Fethab” (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) estima-se impacto negativo na arrecadação estadual para 2027 que, segundo Capistrano, deve chegar em R$ 1,27 bilhão.
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