Search
Close this search box.
Cuiabá - MT
--° --°
--°C
carregando...

Entretenimento

Trabalho híbrido impulsiona a busca por mesas ergonômicas

Publicado em

Entretenimento

O avanço do trabalho híbrido e a crescente atenção à saúde ocupacional têm ampliado o interesse por mesas com ajuste de altura em escritórios e home offices. A consolidação desse modelo de trabalho, associada ao aumento do tempo dedicado a atividades realizadas diante de computadores, intensificou as discussões sobre ergonomia, conforto e bem-estar, impulsionando a busca por ambientes mais adaptáveis. Soluções que favorecem a alternância entre posições sentada e em pé ganham espaço como estratégia para reduzir o comportamento sedentário e promover maior conforto ao longo da jornada.

Dados da Gallup mostram que o trabalho híbrido se consolidou como o formato predominante entre profissionais cujas funções permitem execução remota. O movimento tem levado empresas e trabalhadores a repensarem seus espaços, e as mesas com ajuste de altura emergem como uma das respostas a essa transformação.

Saúde ocupacional como pano de fundo

A preocupação com ergonomia encontra respaldo em dados de saúde pública. Segundo informações do Governo Federal, as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) permanecem entre as principais causas de afastamento laboral no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, essas condições podem provocar dores persistentes, limitações funcionais e impactos relevantes na qualidade de vida dos trabalhadores.

A Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17), principal referência brasileira sobre ergonomia ocupacional, estabelece que os ambientes devem ser adaptados às características dos trabalhadores e prevê condições que favoreçam a alternância postural sempre que possível.

Segundo a ergonomista Dra. Camila Alves Silva do Amaral, fisioterapeuta e doutora em Ciências da Saúde, esse princípio parte da ideia de que o mobiliário deve se adaptar às características de quem trabalha, e não o contrário. “Não existe uma cadeira ideal universal. Existe a cadeira que se ajusta ao corpo e ao trabalho da pessoa”, afirma.

Ergonomia vai além da cadeira

A ergonomista observa que a busca por uma postura ideal muitas vezes desvia a atenção do principal fator de risco: a permanência prolongada em uma mesma posição. “O corpo humano não foi feito para permanecer imóvel, foi feito para se movimentar. A ergonomia não busca apenas uma postura perfeita, mas sim variabilidade postural ao longo do dia. Pequenas mudanças de posição, pausas e ajustes no ambiente de trabalho fazem muito mais diferença do que tentar sustentar uma única postura considerada ideal”, explica.

Em entrevista à Euronews Health, Kévin Desbrosses, pesquisador do Instituto Nacional Francês de Pesquisa e Segurança (INRS), afirmou que “o que é importante não é apenas a quantidade total diária de tempo passado sedentário, mas também a duração de cada período passado numa postura sentada”. A observação reforça uma das principais diretrizes da ergonomia contemporânea: incorporar movimento à rotina de trabalho.

A literatura científica também aponta que a permanência prolongada na posição sentada pode sobrecarregar estruturas musculoesqueléticas e favorecer o surgimento de sintomas como dor, desconforto e fadiga. Uma revisão integrativa publicada na Revista Brasileira de Medicina do Trabalho destaca que a postura sentada, quando mantida por longos períodos, pode comprometer o equilíbrio mecânico do corpo e contribuir para o desenvolvimento de queixas, reforçando a importância de ambientes de trabalho que permitam variações posturais e intervenções ergonômicas adequadas.

O papel das mesas ajustáveis

As mesas com ajuste de altura surgem como uma das respostas mais diretas a essa demanda por ambientes de trabalho mais adaptáveis. Sua principal característica é permitir que a superfície de trabalho seja utilizada tanto na posição sentada quanto em pé, oferecendo maior flexibilidade para que cada pessoa organize sua rotina de acordo com suas preferências e necessidades ao longo do dia.

Além de acompanhar diferentes formas de utilização do espaço, esse tipo de mobiliário facilita ajustes na configuração do posto de trabalho sem a necessidade de mudanças estruturais no ambiente. A possibilidade de adaptar a altura da mesa também contribui para acomodar diferentes biotipos, estilos de trabalho e composições de equipamentos, tornando o espaço mais versátil para atividades que exigem concentração, reuniões virtuais, tarefas criativas ou rotinas administrativas.

Em um contexto em que escritórios e home offices precisam atender a perfis cada vez mais diversos, as mesas ajustáveis passaram a integrar projetos que priorizam personalização, praticidade e flexibilidade. Mais do que uma característica técnica, a regulagem de altura representa uma alternativa para quem busca um ambiente capaz de acompanhar as diferentes dinâmicas da jornada de trabalho contemporânea.

Como avaliar as opções disponíveis

A escolha de uma mesa de escritório envolve fatores que vão além da estética. O espaço disponível é um dos primeiros aspectos a considerar: ambientes compactos tendem a se beneficiar de modelos menores, enquanto espaços mais amplos podem acomodar estruturas voltadas para múltiplos monitores e equipamentos profissionais.

Além dos mecanismos tradicionais, fabricantes têm incorporado recursos como memórias programáveis de altura, painéis digitais e sistemas voltados à criação de hábitos de movimentação. A DT3 atua nesse segmento com uma linha de mesas ajustáveis para diferentes perfis de uso, incluindo modelos com regulagem pneumática e estruturas elétricas que permitem personalização das posições de trabalho, alinhando-se às tendências observadas em pesquisas recentes sobre ergonomia e comportamento sedentário.

Uma transformação mais ampla

A expansão das mesas com ajuste de altura reflete uma mudança mais abrangente na relação entre trabalho, saúde e experiência dos profissionais. À medida que o modelo híbrido se consolida e a ergonomia ganha peso nas decisões sobre ambientes de trabalho, cresce a procura por soluções capazes de acompanhar diferentes rotinas e necessidades.

Uma tendência de mobiliário, a busca por espaços adaptáveis demonstra como bem-estar, flexibilidade e produtividade passaram a ocupar papel central na evolução dos ambientes.



COMENTE ABAIXO:

Entretenimento

Acessibilidade na CASACOR SP garante experiência para PCDs

Publicados

em

A CASACOR São Paulo 2026, a maior mostra de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas, realizará nesta edição um conjunto de ações voltadas à acessibilidade, atendendo visitantes com deficiência motora, visual e auditiva. O evento, realizado de 10 a 20 de outubro de 2026 no Centro de Exposições da cidade, contará com percursos adaptados, rampas, elevadores, banheiros acessíveis e recursos de comunicação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), seguindo as diretrizes do Desenho Universal e mantendo a certificação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) obtida nos três últimos anos.

O percurso acessível inclui rampas de inclinação adequada, circulação livre para cadeiras de rodas e elevadores que dão acesso a sete ambientes diferentes. Cada um desses espaços recebeu equipamentos de acessibilidade que permitem a visita a mezaninos e aos níveis superiores sem comprometer o conceito arquitetônico dos projetos. Nove banheiros foram adaptados, oferecendo cabines exclusivas, áreas familiares e, em alguns casos, instalações para crianças e pessoas de baixa estatura.

Diversos projetos da mostra incorporam recursos de acessibilidade como parte da linguagem dos ambientes. Entre eles, destaca‑se o “Nota em Linhas”, de Rafaella Manso, que dispõe de elevador para o pavimento superior; o Restaurante Raiz, de Marta Martins, que integra soluções de acessibilidade ao seu layout; “A Poética do Ritmo”, de Isabella Nalon, concebido para receber visitantes por meio de elevador; e a Casa da Marcenaria Brasileira, de João Panaggio, equipada com plataforma elevatória para percursos completos. Outros ambientes, como o banheiro Galeria (Carlos Navarro) e o Spa Raízes (Marcos Serrano Miralles), também contam com adaptações específicas.

Além das adaptações físicas, a edição 2026 oferece recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva. Mapas táteis, audiodescrição e carrinhos motorizados estão disponíveis ao longo do circuito. O atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para visitantes surdos é realizado em parceria com a ICOM, empresa especializada em comunicação acessível.

A CASACOR recebeu, pelo terceiro ano consecutivo (2024‑2026), o Selo de Acessibilidade da CPA, em razão de recursos como rampas, elevadores, mapas táteis e audiodescrição. Darlan Firmato, Diretor de Operações da CASACOR São Paulo, afirmou que a preocupação com a inclusão tem mais de duas décadas: “A CASACOR busca ser acessível há 21 anos, carregando, nessa missão, pioneirismo e a obrigação universal de fazer da maior plataforma de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas um exemplo ao receber bem pessoas com deficiência motora, visual e auditiva”.

Silvana Cambiaghi, arquiteta e consultora de acessibilidade da mostra desde 2005, destacou que a acessibilidade não é tratada como adaptação pontual, mas como conceito integrado ao planejamento e à montagem dos ambientes: “Transformar a CASACOR em uma mostra acessível é um processo que começa muito antes da abertura ao público. A acessibilidade deve estar presente em todas as fases, do projeto à execução, com base nos princípios do Desenho Universal”, ressaltou, citando a participação do engenheiro Oswaldo Rafael Fantini e dos arquitetos Luis Fernando Estuqui e Marina Rangel.

A iniciativa reforça a trajetória iniciada em 2006, quando foram implementadas as primeiras adaptações – rampas, nivelamento de pisos, banheiros acessíveis e calçada tátil – e consolida a CASACOR como referência nacional em arquitetura universal.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA