Economia
Liderança feminina impulsiona inovação no e-commerce de moda
Economia
O e-commerce de moda brasileiro consolidou sua posição como a principal vertical do comércio eletrônico nacional em 2025. Segundo dados da pesquisa NuvemCommerce, divulgada pelo portal eCommerceBrasil, o setor registrou um faturamento de R$ 2,9 bilhões no último ano, representando uma alta de 35% em comparação a 2024. O volume de vendas acompanhou a tendência de expansão, com mais de 10 milhões de produtos comercializados, o que configura um crescimento de 28% em relação ao período anterior.
Este cenário de crescimento acelerado é acompanhado por uma predominância feminina na gestão dos negócios digitais. Atualmente, 66% das lideranças de lojas virtuais de moda no Brasil são ocupadas por mulheres. Essa representatividade tem gerado mudanças estruturais na forma como as marcas se comunicam com o público final, priorizando estratégias que unem a funcionalidade técnica do produto à identificação emocional da consumidora, transformando a jornada de compra em um processo de afirmação de identidade.
Desafios de mercado: sustentação e autoestima
Historicamente, o mercado de vestuário de suporte enfrentou o desafio de equilibrar a eficiência técnica das peças com a experiência de autoestima da cliente. A liderança feminina no setor tem identificado que a padronização industrial de medidas muitas vezes atua como uma barreira psicológica. A dificuldade em encontrar produtos que ofereçam sustentação real sem comprometer o conforto emocional é um dos principais pontos de atrito resolvidos por novas entrantes no mercado lideradas por mulheres.
Engenharia têxtil e ressignificação de marca
Nesse contexto, a Mari Gelinski Store desenvolveu um modelo de negócio que integra engenharia têxtil à resignificação da comunicação visual. A marca, que registrou mais de 16 mil pedidos em 2025, foca no desenvolvimento de peças que dispensam o uso de sutiã, utilizando tecnologia de compressão e suporte anatômico. Paralelamente à inovação técnica, a empresa implementou uma alteração estratégica na nomenclatura das grades de tamanho, substituindo as siglas convencionais por termos de afirmação positiva.
Metodologia de nomenclatura e experiência da consumidora
A estratégia de renomeação substitui o padrão industrial por uma escala qualitativa que visa alterar a percepção da consumidora sobre o próprio corpo. Na estrutura da marca, o tamanho P passou a ser denominado Poderosa; o M tornou-se Maravilhosa; o G é identificado como Glamourosa; o GG como Gata Gostosa; e o EG como Extremamente Gostosa. A mudança mantém a precisão das medidas da tabela padrão, garantindo a assertividade técnica da compra, mas remove o peso semântico das siglas tradicionais.
Análise de desempenho e aceitação de mercado
Analistas de mercado apontam que a personalização da experiência de compra é um dos fatores determinantes para o desempenho de marcas que adotam essa postura. A Mari Gelinski Store, que iniciou sua operação em 2021 com um faturamento de R$ 92 mil, atingiu R$ 4,2 milhões em 2025. O crescimento de 45 vezes em quatro anos reflete a aceitação de modelos de negócio que priorizam a humanização dos processos de venda digital e a inovação em comunicação como diferenciais competitivos.
Perspectivas futuras e projeções para 2026
Para o encerramento de 2026, as perspectivas para o setor de moda liderado por mulheres seguem otimistas, acompanhando a maturidade do e-commerce nacional. A empresa projeta alcançar um faturamento de R$ 8 milhões, fundamentada na expansão da linha de produtos e no fortalecimento da comunidade digital. O movimento acompanha a tendência global de emotional commerce, onde a inovação na forma de se comunicar com o cliente torna-se tão determinante para a conversão quanto a qualidade técnica do produto final.
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Cultura organizacional fortalece e leva EasyPlan ao GPTW
EasyPlan Administradora de Benefícios foi reconhecida pela Great Place to Work (GPTW) como um dos Melhores Lugares para Trabalhar no segmento de Saúde em 2026. A certificação, concedida após avaliação que considera clima organizacional, processos de escuta dos colaboradores e práticas de gestão, destaca a empresa entre as organizações que apresentam ambientes de trabalho estruturados.
No contexto da saúde suplementar, marcado por exigências regulatórias e pela necessidade de relações de confiança, empresas têm intensificado investimentos em cultura organizacional. Essa tendência, observada em diversos setores, associa ambientes de trabalho bem estruturados à melhoria da qualidade dos serviços, ao fortalecimento da governança e ao desenvolvimento sustentável das organizações.
Luiza Moraes, diretora da EasyPlan, afirma que a experiência do cliente tem origem na experiência dos colaboradores. “Sempre acreditamos que uma boa experiência para o cliente começa pela experiência das pessoas que trabalham conosco. Investir em desenvolvimento, respeito e confiança cria um ambiente onde os colaboradores conseguem cuidar melhor das pessoas. Esse reconhecimento reforça que estamos construindo uma cultura baseada em relações verdadeiras e no compromisso de evoluir continuamente”.
Fernando Maurício, gerente de Customer Experience (CX), destaca a importância da preparação das equipes para atender momentos críticos dos beneficiários. “No setor de saúde suplementar, muitos contatos acontecem em momentos importantes da vida das pessoas. Por isso, preparar as equipes para atuar com clareza, empatia e autonomia faz parte da construção da experiência oferecida ao beneficiário. O reconhecimento da GPTW indica que esse ambiente vem sendo desenvolvido de forma consistente e que investir nas pessoas também significa investir na qualidade da experiência entregue aos nossos clientes”.
Pedro Cordeiro, gerente de Marketing da EasyPlan, aponta que o selo contribui para a percepção institucional da empresa. “O reconhecimento também contribui para fortalecer a percepção institucional da empresa. Em mercados baseados em confiança, como o da saúde suplementar, práticas consistentes de gestão e uma cultura organizacional estruturada tendem a gerar maior credibilidade junto a colaboradores, parceiros e clientes”.
O reconhecimento da GPTW integra um movimento mais amplo, no qual indicadores de ambiente de trabalho passaram a integrar avaliações de maturidade organizacional. No setor de saúde suplementar, onde o relacionamento humano é central, iniciativas que fortalecem a cultura organizacional são consideradas estratégicas para melhorar a prestação de serviços e a satisfação dos beneficiários.
EasyPlan Administradora de Benefícios atua na gestão de benefícios em saúde, conectando empresas, entidades de classe, parceiros comerciais e beneficiários por meio de soluções que combinam inovação, atendimento humanizado e relacionamento próximo. A certificação GPTW Saúde 2026 consolida a trajetória da empresa na construção de um ambiente de trabalho baseado em confiança, desenvolvimento contínuo e valorização das relações humanas.
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