Economia
Laboratório Novas Histórias ganha alcance internacional
Economia
Em um cenário em que temas relacionados às infâncias e adolescências ainda aparecem de forma limitada ou estereotipada no audiovisual, o Lab Novas Histórias, fundado por Carla Esmeralda e reconhecido como o laboratório de roteiros mais tradicional do país, chega à sua 30ª edição com um novo recorte: a partir de agora será dedicado a histórias sobre ou para esse público, abrangendo não apenas obras categorizadas como infantis ou infantojuvenis, mas também as que tratem de infância e adolescência como temática central.
A trigésima edição acontece em dezembro de 2026, marcando a virada para o novo formato do Lab. A proposta é ampliar o alcance do programa, que passa a receber roteiristas de todo o mundo, e incentivar narrativas capazes de influenciar a forma como novas gerações se veem e compreendem seu lugar no mundo.
A escolha do tema responde a um cenário em que crianças e adolescentes ainda são pouco representados ou retratados nas produções culturais, apesar de serem diretamente impactados por elas. Para o Alana, que atua na promoção dos direitos de crianças e adolescentes, as narrativas exercem papel central na formação de referências, influenciando a construção de identidade, autoestima, saúde e pertencimento desde as primeiras fases da vida.
“Proteger a infância é também proteger o direito de crianças e adolescentes se enxergarem no mundo. Narrativas diversas, representativas e cheias de dignidade não são apenas entretenimento — são ferramentas poderosas de construção de identidade e de futuro. É nessa direção que o Alana segue, em cada parceria, em cada iniciativa que abraçamos”, diz Ana Lucia Villela, fundadora e presidente do Alana.
Criado em 1996 pelo Sundance Institute em parceria com a produtora Carla Esmeralda, o Lab Novas Histórias se consolidou como um dos principais espaços de desenvolvimento de roteiros no Brasil. Ao longo de 30 anos, já contribuiu para o desenvolvimento de roteiros de filmes como Cidade de Deus e Que Horas Ela Volta?, reunindo cerca de 280 projetos e 420 roteiristas e consultores nacionais e internacionais, entre eles nomes como Alexander Payne, Curtis Hanson e Anna Muylaert.
A iniciativa também dialoga com um contexto mais amplo de preocupação com a forma como jovens se percebem e se posicionam socialmente, em meio à influência crescente de conteúdos audiovisuais e digitais. Para os organizadores, incentivar roteiros comprometidos com esse público é uma estratégia para diversificar representações e abrir espaço para novas perspectivas.
Para Carla Esmeralda, o recorte desta edição aponta para o futuro do setor audiovisual. “Formar roteiristas é, em última instância, formar as histórias que chegam às telas. Incentivar narrativas voltadas à infância e adolescência hoje é influenciar diretamente os repertórios, as referências e até o tipo de sociedade que vamos construir nos próximos anos”, ressalta.
Resultados recentes do próprio laboratório colaboram para embasar a aposta. O premiado filme Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton e vencedor do Urso de Cristal no Festival de Berlim, teve seu roteiro desenvolvido na edição de 2020 do programa, um indicativo do potencial de alcance global de histórias centradas na infância e adolescência.
Ao longo de sua trajetória, também passaram pelo programa filmes como O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, As Boas Maneiras e produções mais recentes como Levante, As Duas Irenes e A Felicidade das Coisas.
Realizado em formato imersivo, o laboratório promove encontros entre roteiristas e consultores para o desenvolvimento intensivo de projetos. A edição de 2026 será realizada entre os dias 15 e 18 de dezembro, no Grande Hotel Campos do Jordão, Hotel-escola Senac, e tem também o apoio do Projeto Paradiso, iniciativa filantrópica do Instituto Olga Rabinovich.
Informações sobre inscrições e processo seletivo devem ser divulgadas nos próximos meses.
Economia
Investimentos em saneamento atingem R$ 33,3 bilhões em 2025
Os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil alcançaram R$ 33,3 bilhões em 2025, crescimento real de 11% em relação ao ano anterior. Seis anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, os indicadores mostram que o setor ganhou tração, mas ainda precisará superar a marca de R$ 50 bilhões anuais para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. Os dados são do Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento, publicação desenvolvida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) em parceria com a Ex-Ante Consultoria Econômica.
Na avaliação da ASFAMAS, os números confirmam que o Novo Marco Legal do Saneamento cumpriu papel decisivo ao criar um ambiente mais favorável aos investimentos e impulsionar a expansão da infraestrutura. Os avanços registrados desde a aprovação da legislação demonstram que o caminho adotado vem produzindo resultados concretos. Agora, o desafio é manter esse ciclo de crescimento em ritmo compatível com a universalização dos serviços.
“Os números mostram que o Novo Marco Legal do Saneamento produziu resultados concretos. Os investimentos cresceram, novos projetos foram estruturados e o setor ganhou capacidade de expansão. Esse avanço precisa ser preservado e ampliado para que o Brasil consiga universalizar os serviços dentro do prazo estabelecido”, afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASFAMAS.
O levantamento também mostra que esse movimento tem impacto direto sobre a indústria nacional. Em 2025, o setor de materiais para saneamento movimentou R$ 27,6 bilhões em faturamento e manteve cerca de 59,1 mil empregos, reforçando seu papel estratégico para a expansão da infraestrutura brasileira. Ao mesmo tempo, o crescimento nominal de 0,8% no faturamento, abaixo da inflação, indica que a demanda ainda pode evoluir à medida que os investimentos avancem em maior escala.
Para a ASFAMAS, investir em saneamento significa também fortalecer a indústria nacional, ampliar a geração de empregos, estimular a inovação e movimentar uma cadeia produtiva responsável pelo fornecimento de tubos, conexões, válvulas, reservatórios, louças sanitárias e outros componentes essenciais para as obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Com menos de oito anos até o prazo estabelecido para a universalização, a entidade entende que o foco da agenda do saneamento deve estar na execução dos investimentos. Preservar a segurança jurídica, ampliar a capacidade de financiamento, reduzir entraves que retardam a implantação dos empreendimentos e garantir previsibilidade aos investimentos de longo prazo são fatores considerados essenciais para que o país acelere a expansão da infraestrutura.
“O momento não é de revisar as regras que permitiram essa evolução, mas de garantir que elas continuem produzindo resultados. O país precisa acelerar a execução dos investimentos, ampliar a capacidade de financiamento e criar condições para que os projetos avancem com mais agilidade. É isso que permitirá transformar investimentos em obras e obras em saneamento para milhões de brasileiros”, conclui Edson.
-
Economia1 dia atrásTotal de trabalhadores brasileiros que estudam bate recorde
-
Várzea Grande11 horas atrásCâmara aprova mais de R$ 41 milhões para obras, cultura, esporte e lazer — Câmara Municipal
-
Polícia14 horas atrásPolícia Militar apreende armas de fogo e 47 porções de drogas em Sorriso
-
Polícia14 horas atrásPolícia Civil prende homem por estupro de vulnerável contra a enteada em Barra do Garças
-
Economia1 dia atrásPlanejamento ainda compromete a gestão de resíduos no Brasil
-
Rondonópolis15 horas atrásPrefeitura presta condolências à família de pioneira do comércio de Rondonópolis
-
Primavera do Leste15 horas atrásPrimavera do Leste lança projeto piloto “Férias Sem Fome” em parceria entre Legislativo e Executivo
-
Economia15 horas atrásReceita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos