Economia
Bem-estar e experiência guiam o novo design
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O design de interiores vive um momento de transformação. Em vez de priorizar apenas a estética ou seguir tendências passageiras, o mercado passa a valorizar cada vez mais projetos que promovam bem-estar, conforto e conexão emocional com os espaços. A busca por ambientes mais acolhedores, funcionais e alinhados ao estilo de vida das pessoas vem influenciando decisões que vão desde a escolha de materiais até a concepção de experiências nos ambientes.
Entre os movimentos que ganham destaque estão o uso de tons terrosos, texturas naturais, formas orgânicas e materiais que despertam sensações táteis e visuais. Madeiras, pedras, tecidos com textura marcante, vidro em diferentes aplicações e acabamentos metálicos aparecem como elementos capazes de unir sofisticação, funcionalidade e personalidade.
Outro conceito que vem se fortalecendo é o chamado “luxo silencioso”, caracterizado por escolhas que valorizam qualidade, durabilidade e excelência na execução, sem excessos ou ostentação. Nesse contexto, a sofisticação está mais relacionada à experiência proporcionada pelo espaço do que à exibição de elementos de alto impacto visual.
Para Stéphanie Lucchese Borsatto, arquiteta e gerente operacional da we.arch, estúdio de arquitetura e interiores de alto padrão em Balneário Camboriú, a principal mudança observada no setor está na forma como os ambientes são pensados. “Hoje existe uma preocupação muito maior em criar espaços intuitivos, confortáveis e sensoriais, onde tecnologia, iluminação, materiais e mobiliário atuam integradamente. A experiência das pessoas passa a ser o ponto de partida do projeto”, afirma.
Segundo a especialista, esse olhar influencia diretamente a seleção de materiais, acabamentos e soluções adotadas em cada projeto. “Para nós, não basta acompanhar tendências, o importante é entender o que faz sentido para cada contexto e para cada cliente. O design precisa responder a necessidades reais e contribuir para a qualidade de vida das pessoas”, destaca.
Nesse cenário, temas como bem-estar, funcionalidade, durabilidade e autenticidade tendem a permanecer no centro das discussões do setor, refletindo uma visão mais madura do design e seu impacto na forma como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam com os espaços. “O design está cada vez menos ligado a modismos e cada vez mais conectado à intenção. Os melhores projetos são aqueles que conseguem unir estética, funcionalidade e significado naturalmente”, conclui Stéphanie.
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Trabalhadores nascidos em setembro e outubro recebem abono salarial
Os trabalhadores nascidos em setembro e em outubro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta quarta-feira (15) o abono salarial de 2026. Neste quarto lote, serão liberados R$ 5,4 bilhões para 4.339.996 beneficiários.
O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024 . O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.
Quem recebe neste lote
Do total de contemplados em maio:
• 3.840.487 são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 4,8 bilhões;
• 499.509 são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, com total de cerca de R$ 600 milhões.
Quem tem direito ao Abono Salarial
Tem direito ao benefício o trabalhador que:
• Está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;
• Trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;
• Recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;
• Teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.
Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Como o pagamento é feito
Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)
• A Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:
• Crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;
• Depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
Quem não possui conta pode sacar:
• Com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;
• Nas agências, com documento oficial com foto;
• Sem cartão, por meio de biometria cadastrada.
Para servidores públicos (Pasep)
O Banco do Brasil faz o pagamento por:
• Crédito em conta bancária;
• Transferência via TED ou Pix;
• Saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.
Como consultar
Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:
• Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;
• Portal Gov.br;
• Telefone 158 (Ministério do Trabalho);
• Aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;
• Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.
A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.
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