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Economia

Antecipação de aluguel avança com alta na locação

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Economia

O mercado brasileiro de locação vem crescendo de forma consistente. Segundo a Pnad Contínua do IBGE, o país passou de 12,2 milhões de domicílios alugados em 2016 para 18,9 milhões em 2025, um aumento de 54,1%. Hoje, os imóveis alugados representam cerca de 23,8% dos domicílios brasileiros, reflexo de mudanças no mercado habitacional e do aumento da participação da locação como forma de moradia.

Com mais contratos de locação em vigor, também cresce o volume de receitas provenientes de aluguéis. Como esses valores são recebidos mensalmente ao longo da vigência do contrato, surgiram nos últimos anos soluções financeiras que permitem ao proprietário antecipar parte desses recebíveis, modelo semelhante ao já utilizado em outros setores da economia, como a antecipação de recebíveis de cartão de crédito.

É nesse contexto que se insere a antecipação de aluguel. A modalidade permite que o proprietário receba, de uma só vez, o equivalente a meses futuros de aluguel. Para isso, uma empresa especializada analisa o contrato de locação e, após a aprovação da operação, disponibiliza o valor antecipadamente mediante o pagamento de uma taxa; em seguida, é o próprio proprietário quem passa a pagar essa empresa mensalmente, sendo esses pagamentos mensais idênticos aos valores do aluguel que recebe todo mês de seu inquilino.

Uma das principais características da modalidade é transformar uma receita futura em capital disponível imediatamente, sem exigir a venda do imóvel ou mesmo a gravação na matrícula do imóvel como garantia. Os recursos podem ser utilizados livremente pelo proprietário, seja para reformas, investimentos, reorganização financeira ou outras necessidades, conforme destacam empresas que oferecem esse tipo de solução.

Para imobiliárias e corretores, a antecipação de aluguel também pode ampliar o portfólio de serviços oferecidos aos clientes. Como a operação ocorre paralelamente ao contrato de locação, a administração do imóvel e a relação entre proprietário, imobiliária e inquilino permanecem inalteradas — para o inquilino, nada muda na forma como o aluguel é pago.

Na prática, o processo costuma envolver poucas etapas: o proprietário realiza uma simulação, informa o período que deseja antecipar, envia a documentação para análise e, caso a operação seja aprovada, recebe os recursos em poucos dias úteis. No Alugou Quitou, por exemplo, o prazo informado pela empresa é de até três dias úteis após a aprovação da análise de crédito e a assinatura do contrato, segundo a Exame.

“A antecipação de aluguel existe para dar mais autonomia financeira ao proprietário, sem que ele precise abrir mão da segurança proporcionada pelo contrato de locação”, afirma Marcelo Gozzi, co-CEO do Alugou Quitou.

Especializado nesse segmento, o Alugou Quitou oferece antecipação de até 30 meses de aluguel por meio de uma plataforma 100% digital.

À medida que o mercado de locação cresce no Brasil, soluções voltadas à gestão dos recebíveis de aluguel passam a integrar o conjunto de serviços oferecidos ao proprietário de imóveis. A antecipação de aluguel é uma dessas alternativas, permitindo acessar antecipadamente recursos que, de outra forma, seriam recebidos apenas ao longo da vigência do contrato.



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Ypê investe na formação de talentos para a indústria

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Em um cenário em que a indústria brasileira precisa ampliar a formação e a atualização de profissionais para acompanhar as transformações do mercado de trabalho, a Ypê reforça sua atuação em educação e qualificação profissional. Na última semana, a companhia realizou, em Amparo, no interior de São Paulo, a formatura de 67 participantes dos programas EducarY e Aprendiz Técnico, iniciativas voltadas a diferentes etapas da jornada educacional e profissional.

A formatura reuniu 35 participantes do EducarY, programa voltado à alfabetização e à conclusão do ensino médio de colaboradores, e 32 jovens do Aprendiz Técnico, desenvolvido em parceria com o SENAI Jaguariúna para capacitar pessoas de 17 a 22 anos em áreas ligadas à operação industrial. O encontro evidenciou como a companhia cria oportunidades educacionais para diferentes públicos: de colaboradores que retomam os estudos a jovens da comunidade que iniciam sua trajetória profissional.

Desde 2018, o EducarY já formou 175 colaboradores em seis turmas. No último ciclo, a iniciativa evoluiu do formato presencial para o híbrido e foi estendida, em 2025, para as unidades de Salto (SP), Anápolis (GO) e Goiânia (GO), ampliando o acesso à educação básica e oferecendo mais flexibilidade aos participantes. Já o Aprendiz Técnico, retomado em 2023, soma 65 jovens formados em sete turmas e ampliou sua oferta de cursos: começou com Elétrica e Mecânica e hoje contempla formações como Eletroeletrônica, Eletromecânica, Injetora e Auxiliar de Linha de Produção.

Na prática, os dois programas atuam em frentes complementares. O EducarY fortalece competências essenciais, como leitura, interpretação, raciocínio lógico e autonomia, criando condições para que colaboradores acompanhem metodologias, processos, treinamentos e oportunidades internas. O Aprendiz Técnico, por sua vez, funciona como porta de entrada qualificada para jovens da comunidade de Amparo e região, ao combinar aprendizado teórico, vivência prática e contato com os desafios reais da indústria.

“Acreditamos que educação é uma das formas mais consistentes de transformar vidas e construir o futuro. Quando uma pessoa retoma os estudos ou inicia uma formação técnica, ela amplia suas possibilidades, ganha confiança e passa a enxergar novos caminhos. Para a Ypê, investir em educação é também investir no desenvolvimento das comunidades e na formação de talentos preparados para os desafios do presente e do futuro”, afirma Cristiane Lacerda, diretora executiva de Gente, Cultura, Diversidade e Inclusão da Ypê.

Esse olhar para a educação como vetor de desenvolvimento também se conecta a um desafio mais amplo da indústria brasileira: formar e atualizar profissionais em escala. Segundo o Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria, o Brasil precisará qualificar 14 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2027. Desse total, 2,2 milhões correspondem à formação inicial, para repor profissionais e preencher novas vagas, enquanto 11,8 milhões dizem respeito a treinamento e desenvolvimento de trabalhadores que precisam atualizar competências.

“Iniciativas como o EducarY e o Aprendiz Técnico mostram como a educação pode contribuir, de forma concreta, para formar e requalificar pessoas para a indústria. Ao ampliar o acesso de colaboradores à educação formal e oferecer aos jovens uma porta de entrada qualificada para o mercado de trabalho, fortalecemos competências, engajamento e a conexão entre empresa, comunidade e futuro profissional”, afirma Luiza Martinez, gerente executiva de Cultura e Desenvolvimento Organizacional da Ypê.

As parcerias com o SENAI Jaguariúna e com a Unico Skill têm papel central nessa construção. No Aprendiz Técnico, a colaboração com o SENAI, fortalecida ao longo dos últimos três anos, aproxima professores, tutores e equipes da Ypê de uma formação alinhada às necessidades da operação. No EducarY, a Unico Skill viabilizou a evolução para o modelo híbrido, ampliando flexibilidade e acesso à educação básica.

“A consistência desses programas passa por parcerias qualificadas e por uma escuta atenta às necessidades das pessoas e da operação. Com SENAI Jaguariúna e Unico Skill, conseguimos oferecer jornadas de aprendizagem mais aderentes à realidade dos participantes e conectadas ao desenvolvimento contínuo”, complementa Cristiane Lacerda.

Com mais de 75 anos de história, a Ypê trata a educação como parte de sua cultura de desenvolvimento humano. Ao reconhecer a trajetória dos formandos, a companhia também reforça uma estratégia contínua de formação de pessoas, inclusão produtiva e preparação de talentos para o futuro da indústria brasileira.



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