Política
Faissal critica proposta do Governo de pedagiar mais 10 rodovias de MT
Política
O deputado estadual Faissal Calil (PL) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na sessão desta quarta-feira (8), para criticar uma proposta de criação de mais 10 lotes de rodovias estaduais pedagiadas. Em sua fala, o parlamentar destacou que, em muitos casos, as concessionárias fazem a cobrança das tarifas, mas sequer cumprem os contratos e não realizam as obras previstas e até mesmo a manutenção das vias de forma adequada.
Faissal apontou que o Governo do Estado publicou um edital avisando sobre uma audiência pública, no dia 21 de julho, sobre a criação de mais 10 lotes de rodovias pedagiadas em Mato Grosso. O deputado lembrou que em muitos dos casos, as estradas apresentam vários problemas, já que as concessionárias sequer cumprem o que está previsto em contrato.
Segundo o parlamentar, algumas das empresas que administram as rodovias alvos de concessão continuam cobrando pedágio mesmo sem a execução de manutenção adequada ou de obras estruturantes determinadas à ocasião das assinaturas dos contratos. Para Faissal, a criação de 10 novos trechos irá piorar ainda mais a situação, impactando diretamente no custo de vida dos mato-grossenses.
“Com isso, a cesta básica que vai para sua mesa vai ficar mais cara, já que o transporte vai ter mais um acréscimo por conta do pagamento dos pedágios. Fiz um projeto de lei aqui dentro da ALMT, que prevê que qualquer tipo de concessão de rodovia seja feito através de lei específica e não por decreto, que fica a conveniência do Governo do Estado. Se fizermos os cálculos, são mais de três mil quilômetros, sendo que já pagamos IPVA e Fethab. É uma aberração”, afirmou Faissal.
Política
PL de Gisela que reconhece a Festança de Vila Bela avança e fica a um passo de virar patrimônio cultural do Brasil
A tradicional Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade, uma das mais antigas manifestações populares do Centro-Oeste brasileiro, está mais próxima de receber o reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O Projeto de Lei nº 5.810/2023, de autoria de Gisela Simona, foi aprovado agora em julho, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados e agora segue para análise do Senado Federal.
A proposta foi apresentada logo no início do mandato parlamentar de Gisela e reconhece a Festança realizada há mais de dois séculos na antiga capital de Mato Grosso, como uma das maiores e mais tradicionais celebrações religiosas do Estado. Além de ser observada como uma importante manifestação afro-brasileira entrelaçada à memória histórica. assim, uma das expressões culturais mais emblemáticas do país.
Durante participação na Festança esta semana, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a dirigente do União Brasil em Cuiabá afirmou que o reconhecimento representa mais do que a valorização de um evento religioso.
“Estamos falando de uma manifestação que preserva parte importante da memória do povo negro brasileiro. A Festança reúne fé, cultura, identidade e resistência. É um patrimônio vivo construído ao longo de gerações e que merece reconhecimento nacional.”
Na justificativa do projeto, Gisela destaca que a celebração reúne o tradicional tríduo dedicado ao Divino Espírito Santo, a São Benedito e à Santíssima Trindade, preservando expressões culturais centenárias como as Danças do Congo e do Chorado, manifestações que carregam marcas profundas da herança africana na formação cultural brasileira.
Mais do que uma festa religiosa, a Festança de Vila Bela tornou-se um símbolo da permanência das tradições afro-brasileiras em Mato Grosso. Realizada na primeira capital do Estado, a celebração atravessou mais de 200 anos preservando costumes, música, dança e religiosidade que sobreviveram às transformações sociais e políticas do país.
O município também ocupa lugar de destaque na história nacional por abrigar o Quilombo do Quariterê, liderado por Tereza de Benguela, personagem reconhecida como símbolo da resistência negra e cuja trajetória inspira, até hoje, políticas de valorização da igualdade racial e da participação feminina.
Para Gisela, o reconhecimento da Festança como patrimônio imaterial fortalece não apenas a preservação da cultura mato-grossense, mas também amplia a visibilidade da contribuição dos povos negros para a construção da identidade brasileira.
“A cultura também produz cidadania. Quando o Estado reconhece manifestações como esta, reconhece igualmente a história de um povo que ajudou a construir o Brasil.”
Realizada entre os dias 15 e 27 de julho, a Festança reúne milhares de visitantes todos os anos e mantém vivas tradições transmitidas entre gerações, consolidando Vila Bela da Santíssima Trindade como um dos mais importantes centros da cultura afro-brasileira no país.
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