Economia
Adoção de IA nas empresas esbarra em desafios
Economia
A inteligência artificial (IA) vem sendo incorporada às estratégias de empresas de diferentes setores, mas sua implementação ainda enfrenta desafios relacionados à qualificação profissional, governança e adaptação organizacional.
Conforme a Pesquisa de Expectativa de Emprego do ManpowerGroup, grupo ao qual pertence a Experis, divisão especializada em tecnologia, as empresas vêm incorporando inteligência artificial às estratégias de força de trabalho, embora os resultados ainda sejam heterogêneos entre as organizações.
O levantamento aponta que 92% das companhias no mundo enfrentam desafios relacionados à adoção de IA, incluindo questões ligadas à privacidade de dados, regulamentação tecnológica e lacunas de habilidades nas equipes.
Para Jorge Gamero, diretor da Experis para a América Latina, os dados indicam que a adoção tecnológica precisa estar acompanhada de uma estratégia de desenvolvimento de pessoas. “A adoção de inteligência artificial não é apenas um desafio tecnológico; é, principalmente, um desafio de talentos”.
“As organizações conseguem acessar a tecnologia, mas, sem profissionais com as habilidades adequadas e sem uma estratégia de desenvolvimento, o potencial da IA dificilmente se traduzirá em resultados concretos para o negócio”, afirma o diretor.
Entre os principais obstáculos enfrentados pelas empresas para ampliar o uso de inteligência artificial estão as preocupações com privacidade de dados e regulamentação. Também aparecem entre os desafios a falta de habilidades em IA entre os trabalhadores e a insuficiência de programas internos de capacitação, cenário que evidencia a necessidade de preparar a força de trabalho para lidar com novas ferramentas e processos.
Empresas que já implementam inteligência artificial começam a identificar áreas nas quais a tecnologia apresenta maior impacto operacional e estratégico. Segundo o estudo, aprendizagem e desenvolvimento de talentos aparecem como a principal área de retorno percebido sobre o investimento em IA, mencionada por 27% dos empregadores.
Outros benefícios identificados pelas organizações incluem melhoria no desempenho das equipes, citada por 16%, além de programação e previsão operacional, apontadas por 14% dos entrevistados.
Para Jorge Gamero, os resultados indicam que a IA pode contribuir para ganhos de produtividade quando integrada de forma estruturada às estratégias de gestão de pessoas: “Um dos impactos mais relevantes da inteligência artificial está na forma como as organizações desenvolvem e potencializam suas equipes. Quando integrada corretamente, a IA permite acelerar aprendizados, otimizar processos e liberar tempo para atividades de maior valor estratégico”.
Embora a adoção de inteligência artificial continue avançando, as expectativas das companhias ainda permanecem moderadas. Apenas 8% das organizações afirmam que a IA atende plenamente às expectativas em áreas como recrutamento e capacitação. Ao mesmo tempo, 16% relatam que ainda não obtiveram retorno positivo sobre o investimento realizado.
Para o especialista, os dados reforçam que a implementação de IA exige maturidade organizacional, investimento contínuo em qualificação profissional e estratégias de longo prazo voltadas à governança e à integração da tecnologia nos processos corporativos.
“As organizações que realmente conseguirão capturar valor da inteligência artificial serão aquelas capazes de avançar simultaneamente em três frentes: adoção tecnológica, desenvolvimento de habilidades na força de trabalho e estruturas claras de governança. Sem essa combinação, a IA dificilmente deixará de ser apenas uma promessa para se tornar uma vantagem competitiva concreta”, conclui Gamero.
Economia
Investimentos em saneamento atingem R$ 33,3 bilhões em 2025
Os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil alcançaram R$ 33,3 bilhões em 2025, crescimento real de 11% em relação ao ano anterior. Seis anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, os indicadores mostram que o setor ganhou tração, mas ainda precisará superar a marca de R$ 50 bilhões anuais para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. Os dados são do Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento, publicação desenvolvida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) em parceria com a Ex-Ante Consultoria Econômica.
Na avaliação da ASFAMAS, os números confirmam que o Novo Marco Legal do Saneamento cumpriu papel decisivo ao criar um ambiente mais favorável aos investimentos e impulsionar a expansão da infraestrutura. Os avanços registrados desde a aprovação da legislação demonstram que o caminho adotado vem produzindo resultados concretos. Agora, o desafio é manter esse ciclo de crescimento em ritmo compatível com a universalização dos serviços.
“Os números mostram que o Novo Marco Legal do Saneamento produziu resultados concretos. Os investimentos cresceram, novos projetos foram estruturados e o setor ganhou capacidade de expansão. Esse avanço precisa ser preservado e ampliado para que o Brasil consiga universalizar os serviços dentro do prazo estabelecido”, afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASFAMAS.
O levantamento também mostra que esse movimento tem impacto direto sobre a indústria nacional. Em 2025, o setor de materiais para saneamento movimentou R$ 27,6 bilhões em faturamento e manteve cerca de 59,1 mil empregos, reforçando seu papel estratégico para a expansão da infraestrutura brasileira. Ao mesmo tempo, o crescimento nominal de 0,8% no faturamento, abaixo da inflação, indica que a demanda ainda pode evoluir à medida que os investimentos avancem em maior escala.
Para a ASFAMAS, investir em saneamento significa também fortalecer a indústria nacional, ampliar a geração de empregos, estimular a inovação e movimentar uma cadeia produtiva responsável pelo fornecimento de tubos, conexões, válvulas, reservatórios, louças sanitárias e outros componentes essenciais para as obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Com menos de oito anos até o prazo estabelecido para a universalização, a entidade entende que o foco da agenda do saneamento deve estar na execução dos investimentos. Preservar a segurança jurídica, ampliar a capacidade de financiamento, reduzir entraves que retardam a implantação dos empreendimentos e garantir previsibilidade aos investimentos de longo prazo são fatores considerados essenciais para que o país acelere a expansão da infraestrutura.
“O momento não é de revisar as regras que permitiram essa evolução, mas de garantir que elas continuem produzindo resultados. O país precisa acelerar a execução dos investimentos, ampliar a capacidade de financiamento e criar condições para que os projetos avancem com mais agilidade. É isso que permitirá transformar investimentos em obras e obras em saneamento para milhões de brasileiros”, conclui Edson.
-
Economia1 dia atrásTotal de trabalhadores brasileiros que estudam bate recorde
-
Várzea Grande12 horas atrásCâmara aprova mais de R$ 41 milhões para obras, cultura, esporte e lazer — Câmara Municipal
-
Polícia15 horas atrásPolícia Militar apreende armas de fogo e 47 porções de drogas em Sorriso
-
Polícia14 horas atrásPolícia Civil prende homem por estupro de vulnerável contra a enteada em Barra do Garças
-
Economia1 dia atrásPlanejamento ainda compromete a gestão de resíduos no Brasil
-
Rondonópolis15 horas atrásPrefeitura presta condolências à família de pioneira do comércio de Rondonópolis
-
Primavera do Leste16 horas atrásPrimavera do Leste lança projeto piloto “Férias Sem Fome” em parceria entre Legislativo e Executivo
-
Economia15 horas atrásReceita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos