Nesta época de estiagem, com altas temperaturas e vegetação seca, a Prefeitura de Rondonópolis, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap), destaca a importância da colaboração da população para evitar a proliferação das queimadas urbanas. Nesse período, a atenção deve ser redobrada para evitar prejuízos ao meio ambiente e à população com essa prática.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária, Álvaro Fachim, observa que a cidade vive um período ambiental muito crítico, favorecendo grandemente a proliferação de queimadas urbanas e incêndios florestais. “Nós continuamos atuando fortemente junto aos bombeiros contra as queimadas, mas a ajuda da população é fundamental”, repassou.
Ele diz que a sociedade pode ajudar mantendo quintais e terrenos limpos, evitando o descarte de resíduos em locais indevidos, não limpando áreas com uso de fogo, evitando o descarte de objetos como bitucas de cigarro junto a estradas e rodovias, e ainda atuar na fiscalização e denúncia de práticas indevidas.
Em caso de queimadas já iniciadas visando o combate e controle, as pessoas podem acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193. Em caso de denúncias quanto a suspeitos por prática de queimadas ou descarte irregular de resíduos, a fiscalização da Semmaap disponibiliza o número de Whatsapp (66) 9234-4005.
A Secretaria Adjunta de Cultura e
Juventude realiza a exposição “Patrimônio Material e Imaterial –
da Arquitetura à Música” no Museu Rosa Bororo, que se encontra em
frente à Praça Brasil, na esquina entre a Rua Arnaldo Estevão de
Figueiredo e a Avenida Cuiabá, no Centro. A mostra está aberta ao
público de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e segue até o dia
25 de novembro.
“Dentro
da história, patrimônio é um conceito indispensável para se
pensar a formação cultural do cidadão. E nessa
mostra abordamos,
com as obras
expostas, temas tanto universais quanto
estaduais e
locais”, detalha um dos
curadores
da mostra, Carlos Henrique Ramos
Silvério, que é gerente da
Divisão de Patrimônio, Museu e Comunidades Tradicionais na
Secretaria Adjunta de Cultura e Juventude.
Contrapondo
o antigo e o contemporâneo, o abstrato e o concreto, o acervo
exibido reflete a materialidade e a imaterialidade das tradições
deixadas e, também, dos costumes, valores e crenças de outrora e
dos que vêm sendo construídos no dia a dia tanto da nação
brasileira quanto do Estado de Mato Grosso e da cultura
rondonopolitana.
O
moedor e o torrador de café assim como a cabaça que armazenava água
a ser transportada em longos percursos fazem o público voltar ao
passado. A economia de Rondonópolis é
ressaltada com o carro de boi que
carregava
as commodities produzidas no município, fazendo referência ao
agronegócio, segundo Carlos.
Já o tear aciona uma memória
universal, que é mencionada até mesmo em contos de fadas infantis.
Também estão expostos o milho, o algodão e o arroz.
Durante
o passeio pelo equipamento cultural, o visitante vai poder contemplar
a viola tradicional e a viola de cocho e conhecer os estágios da
construção desta última. “A viola de cocho
é a versão mato-grossense da viola caipira, construída
com materiais encontrados
no Mato Grosso, como a cola oriunda da vesícula de piranha, as
cordas de tripa de macaco bugio ou cervo
do cerado”, explica o curador,
chamando atenção para as cores
pintadas no instrumento – outro registro notadamente
estadual. Carlos
ainda pontua: “Encontramos o
patrimônio material no próprio objeto da viola de cocho e o
imaterial na forma de fazer, com materiais
encontrados no Mato Grosso”.
Na
culinária, o pixé aparece como patrimônio material enquanto
alimento e imaterial enquanto receita que tem seu jeito peculiar de
ser produzido, com os ingredientes e a forma específica de
cozinhá-lo.
Quando
o olhar é lançado sobre a arquitetura, uma sobreposição entre o
passado e o presente traz uma maquete de uma casa simples e
rudimentar de adobe e outra de um edifício que rasga o céu.
Paralelamente, no mobiliário e decoração de interiores, há o
simples e o suntuoso, como uma cadeira requintada entalhada com
detalhes feitos manualmente e um banquinho pequeno e modesto, além
da moringa dialogando com um filtro de barro.
Vestimentas
caipiras, lampiões a gás e alimentados com querosene, tapete
original de couro de vaca, sela de cavalo, discos de vinil e um
espaço dedicado à capoeira com atabaque, chocalho, berimbau e
cordas coloridas que representam os níveis de graduação na
capoeira são mais algumas peças exibidas na abordagem.
“Nossa
ideia foi trazer um pouco do pantaneiro,
do sulista, do nordestino e do mineiro, que são as culturas
prevalentes na formação de Rondonópolis”, afirma o gerente.
Tem
sido recorrente a presença de turmas escolares em praticamente todas
as mostras que estão ocorrendo no Rosa Bororo, de acordo com Carlos.
“Temos recebido, a cada exposição, aproximadamente mil
estudantes, tanto de escolas públicas como privadas. Nessas
visitações são promovidas oficinas sobre o assunto da mostra
exposta no momento da visita”, comenta ele, que ainda acrescenta:
“Mas acolhemos toda a população, sejam alunos de colégios e
faculdades, idosos, jovens, crianças, famílias inteiras, turistas e
trabalhadores locais, enfim, todas as pessoas que desejem conhecer um
pouco de história e cultura são bem-vindas no Museu Rosa Bororo”.
Classes
escolares ou de universidades que queiram agendar uma visita, podem
entrar em contato pelo WhatsApp (66) 9 9675-8889.