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Economia

ABB projeta economia de até US$ 12 bi com troca de motores

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Economia

A provedora de tecnologias de eletrificação e automação ABB divulgou estudo que projetou a economia de energia com a substituição do parque global de motores de alta potência, acima de 375 kW, por modelos de máxima eficiência. 

Segundo a empresa, ao longo da vida útil média de 25 anos desse tipo de equipamento, a economia gerada poderia alcançar de US$ 9,5 a US$ 12 bilhões, havendo ainda redução de 100 a 150 TWh na demanda mundial de energia e a não liberação de 60 a 75 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera. 

As projeções consideram a substituição de motores de alta potência por modelos pelo menos 0,2 ponto porcentual mais econômicos e um cenário em que esse tipo de motor responde por cerca de 10,4% do consumo mundial de eletricidade, conforme estima a Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês).

No estudo, a ABB chama atenção para a importância de priorizar motores no topo da escala de eficiência em projetos industriais de eficiência energética. Segundo o texto, ao não especificarem motores de máxima eficiência, priorizando uma economia imediata, as indústrias acabam, na verdade, contratando um prejuízo futuro, ainda mais relevante no caso de motores de alta potência.

“A fase de uso de um motor de grande porte responde pela ampla maioria do seu custo total de propriedade”, diz o texto. “A eletricidade é, de longe, o maior componente de custo. Para indústrias que avaliam a substituição de motores elétricos, o argumento financeiro e ambiental é inseparável: quanto menos energia for desperdiçada, menores serão os custos operacionais desde o primeiro dia de operação”, segue.

No texto, a ABB cita um caso em que a adoção de um único motor deve gerar uma economia de US$ 5,9 milhões ao longo de 25 anos. O motor em questão é um equipamento de 56 MW de potência (foto), com eficiência medida em 99,13%, a maior já aferida no mundo, fabricado pela ABB para uma siderúrgica indiana para acionar uma unidade de separação de gases. 

A economia projetada considera o desempenho desse modelo em relação a um motor de potência equivalente com eficiência média da categoria, de 98,64%, além do custo médio de eletricidade na Índia. Ao longo de 25 anos de uso, só esse motor vai deixar de demandar 61 GWh da rede elétrica e evitar a emissão de 45 mil toneladas de CO₂. 

“Uma decisão tomada sobre a aquisição de tecnologia de motores ou geradores — seu nível de eficiência e especificação de projeto — não é uma transação única; é um compromisso financeiro e ambiental de 25 anos”, diz o texto, que pode ser acessado aqui



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Geração Z lidera intenção de compra de imóveis no Brasil

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Durante anos, o mercado imobiliário conviveu com uma percepção quase consensual de que as gerações mais jovens haviam abandonado o sonho da casa própria em troca de modelos mais flexíveis de moradia, como aluguel e coliving. Mas os dados mais recentes do setor mostram um cenário bastante diferente e começam a indicar uma transformação importante no comportamento de consumo imobiliário no Brasil. Levantamentos trimestrais da Brain Inteligência Estratégica em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) vêm apontando um avanço consistente da Geração Z na intenção de compra de imóveis no país. No estudo mais recente, atualizado no início deste ano, 56% dos jovens entre 21 e 28 anos afirmaram ter planos de adquirir um imóvel, o maior índice entre todas as gerações e acima da média nacional. Os relatórios do setor mostram ainda que o interesse desse público pela compra de imóveis vem crescendo continuamente nos últimos trimestres, contrariando a percepção de que os mais jovens teriam deixado de priorizar a aquisição da casa própria. Mais do que uma mudança pontual, o movimento sinaliza uma nova relação entre as gerações mais jovens, o patrimônio e a experiência de morar.

Para Débora Bertini, CEO de Incorporação da MPD Engenharia, o avanço desse interesse ajuda a desconstruir uma leitura simplificada sobre a relação da nova geração com moradia e patrimônio. “A ideia de que a Geração Z não queria mais comprar imóvel está sendo revista pelo mercado. O desejo pela casa própria continua existindo, mas conectado a novas prioridades. Hoje, o imóvel deixou de ser apenas um símbolo de status e passou a representar qualidade de vida, segurança emocional, flexibilidade e bem-estar”, afirma. Segundo a executiva, a mudança não está necessariamente ligada à busca por imóveis maiores ou mais tradicionais, mas a projetos capazes de acompanhar uma rotina mais dinâmica, híbrida e integrada à cidade.

“Existe uma valorização muito maior da experiência de morar. Isso envolve localização estratégica, contato com áreas verdes, mobilidade, ambientes multifuncionais e espaços que façam sentido para uma vida mais equilibrada. É uma geração que busca propósito também na relação com a cidade e com a própria casa”, explica Débora. Embora ainda esteja em diferentes fases de consolidação financeira, a Geração Z já começa a influenciar tendências importantes no desenvolvimento de empreendimentos residenciais, inclusive no segmento de alto padrão. Na avaliação da MPD Engenharia, cresce a procura por projetos que integrem arquitetura e natureza, priorizem áreas comuns mais funcionais e incorporem soluções ligadas ao bem-estar, à flexibilidade dos espaços e à experiência urbana.

A transformação também acompanha mudanças mais amplas no comportamento pós-pandemia. A consolidação do trabalho híbrido, o aumento da preocupação com saúde mental e a busca por uma rotina menos acelerada têm impactado diretamente a forma como os brasileiros enxergam moradia. “Nos últimos anos, a casa passou a ocupar um papel muito mais central na vida das pessoas. Para os jovens, especialmente, existe uma preocupação maior com conforto emocional, pertencimento e qualidade do ambiente urbano. Isso influencia diretamente as decisões de compra”, comenta. Outro ponto observado pelo setor é que a nova geração tende a valorizar mais atributos ligados à praticidade do cotidiano e à qualidade da experiência do que sinais tradicionais de ostentação.

“A lógica do consumo mudou. Hoje vemos um interesse crescente por empreendimentos que ofereçam experiências mais autênticas, conectadas à sustentabilidade, ao design biofílico e a uma vida urbana mais fluida. É menos sobre excesso e mais sobre significado”, diz. O avanço da Geração Z dentro do mercado imobiliário também tem levado incorporadoras e construtoras a acompanharem mais de perto movimentos de comportamento, consumo e urbanismo. Para a MPD Engenharia, compreender as expectativas desse novo perfil de comprador será cada vez mais determinante para o desenvolvimento dos próximos empreendimentos residenciais.

“Estamos vivendo uma mudança geracional importante. O consumidor jovem é mais informado, mais conectado e mais criterioso na tomada de decisão. Isso naturalmente eleva a exigência em relação à arquitetura, aos serviços, à localização e à experiência completa de morar”, finaliza Débora Bertini.

Sobre a MPD Engenharia

A MPD atua há mais de quatro décadas no mercado da construção civil nos segmentos industrial, comercial, educação, lazer, saúde, infraestrutura e na construção e incorporação de apartamentos e escritórios de médio e alto padrão, sempre prezando pela qualidade de acabamento, responsabilidade socioambiental e respeito pelos clientes e demais públicos. Para a construtora e incorporadora, seus colaboradores são seu principal pilar, essenciais para que alcance seus objetivos de negócio. Esse compromisso com as pessoas já rendeu onze reconhecimentos pela constante valorização da equipe, incluindo duas conquistas do selo Great Place To Work, duas do prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar (FIA e UOL) e sete do ranking Melhores Empresas para Você Trabalhar (Você S.A.). Além disso, a companhia é vencedora do Prêmio Valor Carreira, por duas vezes, como uma das Melhores Empresas na Gestão de Pessoas; e garantiu o 1º lugar do prêmio “Engenharia e Construção 2022”. A empresa também é reconhecida por suas estratégias voltadas ao cliente, conquistando em 2025 o Troféu de Ouro no Prêmio CX do ClienteSA, avaliada com base em padrões internacionais do International Customer Experience Institute (ICXI). Comprometida com a inovação, a MPD investe continuamente em tecnologia e boas práticas construtivas sendo uma das mantenedoras do Hub Construliving, iniciativa do CUBO Itaú que promove a conexão e o desenvolvimento do ecossistema da construção civil, e pelo segundo ano consecutivo, foi reconhecida com o selo dourado nas categorias Engajamento e Negócios respectivamente.



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