Economia
Attivos estima faturar R$ 3,5 milhões com precatórios
Economia
A Attivos Capital inicia um novo ciclo de crescimento após um processo de reestruturação estratégica, mirando um salto de R$ 2 milhões em faturamento em 2025 para R$ 3,5 milhões em 2026, em meio à expansão do mercado de precatórios no Brasil. O movimento ocorre em um setor que movimentou mais de R$ 70 bilhões em 2025, segundo dados da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, evidenciando o potencial e a crescente relevância dos ativos judiciais no país. Inserida nesse contexto, a empresa aposta na ampliação da atuação em créditos judiciais e tributários, com foco em escala operacional, governança e segurança jurídica, fatores que ganham peso em um setor ainda marcado por baixa padronização e mudanças regulatórias recentes.
Fundada em 2013, a companhia atua na estruturação e intermediação de operações com ativos judiciais e tributários, conectando empresas, escritórios de advocacia e investidores em um segmento em expansão. Na prática, a companhia transforma créditos de baixa liquidez, como precatórios e créditos fiscais, em soluções financeiras estruturadas, com foco em geração de caixa, eficiência tributária e previsibilidade para os clientes.
O diferencial da empresa está no rigor técnico e jurídico aplicado às operações, aliado a uma estrutura de governança e compliance voltada à mitigação de riscos. Com um modelo enxuto e especializado, ela combina análise detalhada dos ativos, organização documental e alinhamento às exigências do setor para tornar transações complexas viáveis e mais atrativas a investidores. A atuação como intermediadora, somada ao foco em segurança e transparência, sustenta a estratégia da companhia em um setor altamente exigente e competitivo.
A estratégia de crescimento está baseada na ampliação da frente comercial e no ganho de escala operacional, sem abrir mão do controle de risco, um dos principais desafios. Com presença mais consolidada em São Paulo, a empresa busca expandir sua atuação para outras regiões do país por meio de parcerias com escritórios jurídicos e consultorias especializadas, além de investir na digitalização de processos e estruturação de operações locais.
Esse movimento ocorre em um momento de maior sofisticação do segmento, impulsionado por mudanças regulatórias recentes e pelo aumento da exigência de investidores por governança e previsibilidade. A empresa aposta na estruturação de operações mais robustas e na proximidade com players institucionais, como fundos e securitizadoras, para fortalecer sua posição e capturar oportunidades em um segmento que combina recorrência de demanda e crescente interesse do mercado financeiro.
“Nosso objetivo é crescer com consistência, estruturando transações seguras e previsíveis. Mais do que volume, buscamos qualidade e confiança em cada transação”, afirma a empresa.
Economia
Cafés certificados fortalecem a confiança no varejo
A fidelidade do consumidor é um dos principais patrimônios do varejo supermercadista e, no segmento café, não é exceção. Portanto, a atenção e compromisso com o cliente passa pela seleção criteriosa de fornecedores, o cumprimento da legislação e pela oferta de produtos que atendam aos padrões de qualidade exigidos pelos órgãos reguladores, entidades do setor e, claro, pelo consumidor, o que engloba os cafés com certificação ABIC.
Varejo como agente de qualidade e rastreabilidade
A Portaria nº 570/22, do Ministério da Agricultura, construída em parceria com entidades do setor, dentre elas a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), estabelece o padrão de classificação para o café torrado comercializado no Brasil e é considerado um marco regulatório do setor, reforçando a responsabilidade do varejista. A norma estabelece critérios mais rigorosos para identidade, qualidade e rotulagem do café torrado, fortalecendo a transparência e a confiança no mercado.
O varejo é um elo fundamental na implementação desses padrões, por meio da escolha de fornecedores confiáveis e da oferta de produtos que apresentem garantias de qualidade, como as Certificações da ABIC. A conduta beneficia toda a cadeia produtiva, desde a indústria até o consumidor final, ao estimular boas práticas e ampliar a segurança dos alimentos disponíveis nas prateleiras.
A prática vem ganhando maturidade e está se consolidando entre as Associações da categoria e os varejistas idôneos, que mantêm parcerias sólidas com fornecedores e atuam de forma colaborativa com órgãos de fiscalização, defesa do consumidor e de regulamentação.
Certificação como diferencial competitivo para o varejo
A Gôndola Certificada, desenvolvida pela ABIC, contribui para ampliar a segurança e a transparência ao longo da cadeia de abastecimento. “O Programa nasceu da necessidade crescente de monitoramento da cadeia de abastecimento, buscando informações de identificação da origem, qualidade, rastreabilidade e conformidade do produto com as normas vigentes”, comenta Celírio Inácio, Diretor-executivo da ABIC.
Os selos da ABIC garantem que o café passou por um processo de análises microscópicas e sensoriais, oferecendo, então, a garantia de conformidade com padrões estabelecidos por normas ou regulamentos técnicos. “Oferecer ao consumidor final um café com Selo da ABIC, ou seja, certificado, independentemente da categoria, é, sobretudo, um instrumento de proteção à sociedade e para o próprio varejista”, analisa Inácio.
Consumidor impulsiona a valorização da qualidade
O avanço do mercado de cafés especiais, gourmet e com certificação de origem demonstra que os próprios clientes vêm exercendo um papel importante na transformação do setor. Cada vez mais atentos à procedência e à qualidade dos produtos, eles impulsionam a busca por maior rastreabilidade e por informações claras sobre aquilo que consomem, o que aumenta a relevância das certificações no momento da compra.
Essa realidade fortalece a atuação conjunta entre supermercados, indústria, entidades representativas e órgãos de fiscalização, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de práticas que valorizam a conformidade e a excelência dos itens.
“Quando todos trabalham em prol da qualidade e da conformidade dos produtos, o consumidor ganha mais confiança na hora de realizar suas compras. Além disso, essa cooperação contribui para um ambiente de concorrência mais leal, valorizando as empresas e marcas que investem em qualidade, rastreabilidade e boas práticas”, afirma Antônio Claret Nametala, Presidente Executivo da Associação Mineira de Supermercados.
Claret ainda pondera que, para o setor supermercadista, preservar a confiança do consumidor exige atenção permanente. Segundo ele, com milhares de itens disponíveis e um fluxo constante de novos fornecedores, a recomendação é manter relações comerciais com parceiros comprometidos com a qualidade e a conformidade.
“No caso do café, um dos alimentos mais presentes no dia a dia dos brasileiros, essa responsabilidade se torna ainda mais relevante. Afinal, garantir a oferta de produtos seguros e de qualidade é uma forma de proteger não apenas o consumidor, mas, também, a credibilidade de toda a cadeia produtiva”, recomenda.
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