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Green Card em xeque? Entenda quem realmente está em risco

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Após um memorando do governo americano gerar preocupação entre imigrantes nos Estados Unidos, a leitura do documento e da política atualizada do USCIS indica um cenário mais tranquilizador do que o inicialmente interpretado. Para quem busca o Green Card pelas categorias EB-1, EB-2 e EB-5, o caminho continua aberto. É o que avalia Alexandre Piquet, advogado de imigração e fundador da Piquet Law Firm, escritório com sede em Miami, na Flórida.

“O USCIS publicou um memorando reforçando que o Adjustment of Status (processo pelo qual um imigrante que já está nos EUA pede o Green Card sem precisar ir ao consulado) é uma concessão do governo, não um direito automático. O documento diz que quem tem a opção de fazer o pedido pelo consulado precisará mostrar boas razões para fazer o processo aqui dentro”, informa.

O que diz o manual do USCIS

De acordo com o especialista, o USCIS também atualizou o seu Policy Manual, isto é, o manual oficial que orienta os agentes na hora de decidir cada caso. E esse documento, publicado pelo próprio governo, lista com precisão o que conta a favor do requerente na análise do Adjustment of Status.

“Entre os fatores explicitamente reconhecidos como positivos pelo manual oficial estão o histórico de emprego estável, habilidades especializadas e formação educacional obtida nos EUA, vínculos de propriedade ou investimento no país, contribuição econômica ao país, bom caráter moral demonstrado por ausência de antecedentes criminais, tempo de residência legal nos EUA, vínculos familiares e o grau de dificuldade que a negativa causaria ao requerente e à sua família”.

Segundo o advogado, o manual também deixa claro que a decisão não pode ser arbitrária. O agente é obrigado a analisar cada caso individualmente, pesando os aspectos positivos e negativos, e fundamentar por escrito qualquer negativa, explicando quais fatores foram considerados e por que os negativos superaram os positivos. Além disso, garante: uma negativa sem fundamentação adequada é passível de contestação.

“O próprio manual do USCIS é um aliado nesse processo. Ele lista exatamente o que precisamos documentar. Quem segue esse roteiro tem chances muito maiores do que as notícias indicam”, pontua Alexandre Piquet.

O memorando também passa a exigir que o imigrante demonstre contribuições relevantes para justificar o pedido de Green Card feito dentro dos Estados Unidos. Mas esse critério já está presente, na prática, em categorias profissionais e de investimento. É o que explica Fernando Bertoncello, advogado sênior de imigração da Piquet Law Firm e especializado nas categorias de visto por emprego e investimento.

“Vistos como EB-1, por exemplo, já exigem comprovação de habilidade extraordinária ou reconhecimento relevante na área de atuação. Já o EB-2 é direcionado a profissionais com qualificação avançada ou atuação considerada de interesse nacional. No caso do EB-5, o processo envolve investimento financeiro significativo e geração de empregos no país”, diz o especialista.

Segundo Fernando Bertoncello, os critérios utilizados nessas categorias se aproximam dos fatores positivos mencionados tanto no memorando quanto no manual oficial do USCIS.

“O memorando pede que o imigrante demonstre razões excepcionais para permanecer nos Estados Unidos. Em muitos casos, quem possui vistos como EB-1, EB-2 ou EB-5 já apresentou esses elementos durante o próprio processo imigratório. Os critérios são semelhantes, e o manual do USCIS reforça essa interpretação”, detalha.

Impacto será maior nos processos por vínculos familiares

Isso não significa que o memorando não terá nenhum efeito. A avaliação de Fernando Bertoncello é que os processos que mais sentirão a mudança são os baseados em vínculos familiares, como casamentos, pedidos de pais para filhos e filhos para pais.

Nesses casos, o vínculo que sustenta o pedido é afetivo e familiar, não profissional ou econômico. Isso não torna o processo impossível, mas significa que esses requerentes precisarão de um dossiê mais robusto: provar tempo de relacionamento, raízes na comunidade americana, histórico de impostos e dependência financeira.

Também merecem atenção especial pessoas que já tiveram alguma violação de status, como quem ficou mais tempo do que o permitido, pelo visto. Outro ponto de atenção é que a negativa do Adjustment of Status não possui recurso direto. O requerente ainda pode apresentar um pedido de reconsideração, mas não há previsão de apelação formal, o que, segundo o especialista, reforça a importância de uma preparação cuidadosa do caso antes da entrevista.

Em 2025, o USCIS já havia publicado documentos semelhantes sobre discricionariedade e bom caráter moral exigido para naturalizações, e advogados já relatam que as adjudicações mudaram muito pouco na prática. “A história recente nos ensina a não confundir o barulho com a prática. Documentos como esse servem para lembrar os agentes de que eles precisam analisar todos os fatores, o que é diferente de fechar o processo para todo mundo”, acentua Fernando Bertoncello.

O que os brasileiros podem fazer

Para quem está no meio de um processo de Adjustment of Status ou pensando em começar um, a orientação de Bertoncello é direta. “Se você está nas categorias EB-1, EB-2 ou EB-5, não mude os planos. Os fundamentais continuam sólidos e estão explicitamente reconhecidos no manual oficial do USCIS como fatores positivos. O que muda, na prática, é que o dossiê precisa estar ainda mais bem construído. Já se o processo for baseado em família, não desista, mas antecipe o trabalho. Reúna toda a documentação que comprova sua vida construída nos EUA e faça isso com calma e antes de qualquer pressão”, avisa.

Fernando enfatiza que fatores como vínculos com a comunidade, histórico fiscal, laços familiares nos Estados Unidos e participação em organizações locais tendem a ganhar mais atenção nas análises de Adjustment of Status.

Segundo o advogado, a entrevista conduzida pelo USCIS também ganha importância nesse contexto, já que é nela que o agente analisa individualmente os fatores apresentados pelo requerente. “O sistema imigratório americano possui critérios técnicos e margem de interpretação prevista na própria legislação e manuais. O trabalho jurídico envolve organizar esses elementos dentro do que a norma estabelece”.



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Geração Z lidera intenção de compra de imóveis no Brasil

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Durante anos, o mercado imobiliário conviveu com uma percepção quase consensual de que as gerações mais jovens haviam abandonado o sonho da casa própria em troca de modelos mais flexíveis de moradia, como aluguel e coliving. Mas os dados mais recentes do setor mostram um cenário bastante diferente e começam a indicar uma transformação importante no comportamento de consumo imobiliário no Brasil. Levantamentos trimestrais da Brain Inteligência Estratégica em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) vêm apontando um avanço consistente da Geração Z na intenção de compra de imóveis no país. No estudo mais recente, atualizado no início deste ano, 56% dos jovens entre 21 e 28 anos afirmaram ter planos de adquirir um imóvel, o maior índice entre todas as gerações e acima da média nacional. Os relatórios do setor mostram ainda que o interesse desse público pela compra de imóveis vem crescendo continuamente nos últimos trimestres, contrariando a percepção de que os mais jovens teriam deixado de priorizar a aquisição da casa própria. Mais do que uma mudança pontual, o movimento sinaliza uma nova relação entre as gerações mais jovens, o patrimônio e a experiência de morar.

Para Débora Bertini, CEO de Incorporação da MPD Engenharia, o avanço desse interesse ajuda a desconstruir uma leitura simplificada sobre a relação da nova geração com moradia e patrimônio. “A ideia de que a Geração Z não queria mais comprar imóvel está sendo revista pelo mercado. O desejo pela casa própria continua existindo, mas conectado a novas prioridades. Hoje, o imóvel deixou de ser apenas um símbolo de status e passou a representar qualidade de vida, segurança emocional, flexibilidade e bem-estar”, afirma. Segundo a executiva, a mudança não está necessariamente ligada à busca por imóveis maiores ou mais tradicionais, mas a projetos capazes de acompanhar uma rotina mais dinâmica, híbrida e integrada à cidade.

“Existe uma valorização muito maior da experiência de morar. Isso envolve localização estratégica, contato com áreas verdes, mobilidade, ambientes multifuncionais e espaços que façam sentido para uma vida mais equilibrada. É uma geração que busca propósito também na relação com a cidade e com a própria casa”, explica Débora. Embora ainda esteja em diferentes fases de consolidação financeira, a Geração Z já começa a influenciar tendências importantes no desenvolvimento de empreendimentos residenciais, inclusive no segmento de alto padrão. Na avaliação da MPD Engenharia, cresce a procura por projetos que integrem arquitetura e natureza, priorizem áreas comuns mais funcionais e incorporem soluções ligadas ao bem-estar, à flexibilidade dos espaços e à experiência urbana.

A transformação também acompanha mudanças mais amplas no comportamento pós-pandemia. A consolidação do trabalho híbrido, o aumento da preocupação com saúde mental e a busca por uma rotina menos acelerada têm impactado diretamente a forma como os brasileiros enxergam moradia. “Nos últimos anos, a casa passou a ocupar um papel muito mais central na vida das pessoas. Para os jovens, especialmente, existe uma preocupação maior com conforto emocional, pertencimento e qualidade do ambiente urbano. Isso influencia diretamente as decisões de compra”, comenta. Outro ponto observado pelo setor é que a nova geração tende a valorizar mais atributos ligados à praticidade do cotidiano e à qualidade da experiência do que sinais tradicionais de ostentação.

“A lógica do consumo mudou. Hoje vemos um interesse crescente por empreendimentos que ofereçam experiências mais autênticas, conectadas à sustentabilidade, ao design biofílico e a uma vida urbana mais fluida. É menos sobre excesso e mais sobre significado”, diz. O avanço da Geração Z dentro do mercado imobiliário também tem levado incorporadoras e construtoras a acompanharem mais de perto movimentos de comportamento, consumo e urbanismo. Para a MPD Engenharia, compreender as expectativas desse novo perfil de comprador será cada vez mais determinante para o desenvolvimento dos próximos empreendimentos residenciais.

“Estamos vivendo uma mudança geracional importante. O consumidor jovem é mais informado, mais conectado e mais criterioso na tomada de decisão. Isso naturalmente eleva a exigência em relação à arquitetura, aos serviços, à localização e à experiência completa de morar”, finaliza Débora Bertini.

Sobre a MPD Engenharia

A MPD atua há mais de quatro décadas no mercado da construção civil nos segmentos industrial, comercial, educação, lazer, saúde, infraestrutura e na construção e incorporação de apartamentos e escritórios de médio e alto padrão, sempre prezando pela qualidade de acabamento, responsabilidade socioambiental e respeito pelos clientes e demais públicos. Para a construtora e incorporadora, seus colaboradores são seu principal pilar, essenciais para que alcance seus objetivos de negócio. Esse compromisso com as pessoas já rendeu onze reconhecimentos pela constante valorização da equipe, incluindo duas conquistas do selo Great Place To Work, duas do prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar (FIA e UOL) e sete do ranking Melhores Empresas para Você Trabalhar (Você S.A.). Além disso, a companhia é vencedora do Prêmio Valor Carreira, por duas vezes, como uma das Melhores Empresas na Gestão de Pessoas; e garantiu o 1º lugar do prêmio “Engenharia e Construção 2022”. A empresa também é reconhecida por suas estratégias voltadas ao cliente, conquistando em 2025 o Troféu de Ouro no Prêmio CX do ClienteSA, avaliada com base em padrões internacionais do International Customer Experience Institute (ICXI). Comprometida com a inovação, a MPD investe continuamente em tecnologia e boas práticas construtivas sendo uma das mantenedoras do Hub Construliving, iniciativa do CUBO Itaú que promove a conexão e o desenvolvimento do ecossistema da construção civil, e pelo segundo ano consecutivo, foi reconhecida com o selo dourado nas categorias Engajamento e Negócios respectivamente.



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