Economia
Gestão documental do escritório contábil em ano eleitoral
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Escritórios de contabilidade que atendem muitos clientes convivem o ano inteiro com um desafio operacional silencioso: receber, conferir e organizar documentos que chegam por WhatsApp, e-mail, drives pessoais e links avulsos. Sem um canal estruturado, cresce o risco de perda de arquivos, duplicidade de versões e dificuldade de localização, e esse risco se intensifica sempre que o volume documental aumenta.
Em 2026, esse volume tem um pico previsível. A temporada de prestação de contas coloca escritórios contábeis diante de prazos definidos e de uma quantidade expressiva de documentos por cliente: notas fiscais, contratos com fornecedores, extratos bancários, comprovantes de pagamento, relatórios de gastos e documentos de encerramento. Cada conjunto precisa estar conferido e rastreável antes das datas de envio, e não nos dias que as antecedem.
O problema, na prática, raramente é técnico ou jurídico. É logístico. E tende a se agravar na mesma proporção em que cresce o número de clientes atendidos ao mesmo tempo.
No contexto eleitoral, em que esse volume atinge o pico, o desafio fica ainda mais evidente. Para Edivan Miranda, instrutor de contabilidade eleitoral do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP), especialista em prestação de contas eleitorais e partidárias e diretor da EIG Assessoria Contábil, a questão é estrutural. “Quando a campanha começa, os documentos começam a chegar de todos os lados. Se o escritório não tem uma estrutura pronta para receber e separar tudo por candidato desde o primeiro dia, os últimos dias antes do prazo viram uma operação de resgate, e é aí que os erros aparecem”, afirma.
Para ele, a conferência cruzada entre extratos bancários e documentos comprobatórios é o ponto mais crítico. “Cada entrada de dinheiro nas contas bancárias de campanha precisa ter documentação comprovando a origem dos recursos. Fazer isso manualmente com vários candidatos, usando arquivos espalhados em conversas de WhatsApp, é inviável sem retrabalho”, completa.
A percepção reflete um movimento mais amplo no setor. Para Karoline Ribeiro, executiva de negócios da SEPTE com passagem pelo setor contábil, a busca por organização não é novidade para quem acompanha a maturidade tecnológica das empresas de contabilidade. “O setor de contabilidade possui altíssimo grau de evolução tecnológica e é hoje um dos mais focados em melhorias digitais”, observa.
Segundo a executiva, a procura por ambientes centralizados de recebimento e controle de documentos cresceu de forma consistente dentro da base de clientes da empresa à medida que os períodos de maior volume se aproximam. Para a SEPTE, é um sinal de que os escritórios passaram a tratar a organização documental como parte da operação, e não como tarefa de última hora.
Algumas medidas ajudam a reduzir os riscos operacionais quando o volume de documentos aumenta. A primeira é definir um canal único de recebimento por cliente, com registro de quem enviou, o que enviou e quando. Outra é padronizar a estrutura de pastas, separando os documentos por cliente e por categoria, como receitas, despesas, contratos, extratos e encerramento. Também vale estabelecer regras de nomeação de arquivos, com identificação clara de cliente, fornecedor, data e natureza do documento. O controle de permissões de acesso garante que cada pessoa visualize ou envie apenas os documentos pertinentes à sua função, prática também alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados. A conferência cruzada entre extratos e documentos comprobatórios deve ser periódica, sem se concentrar nos dias finais. Por fim, antecipar a coleta documental, orientando os responsáveis com o máximo de antecedência, evita o acúmulo de última hora.
Tratada dessa forma, a organização documental deixa de ser uma etapa administrativa de fim de processo e passa a funcionar como uma camada de governança que reduz o retrabalho e preserva a rastreabilidade das informações ao longo de todo o período.
Orientações práticas sobre como organizar os arquivos recebidos durante a prestação de contas estão reunidas em um guia no blog da SEPTE, disponível no site.
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Nova demanda redefine o mercado imobiliário de alto padrão
O mercado imobiliário de alta renda atravessa uma transformação estrutural em escala mundial. Se durante décadas fatores como localização e metragem, isoladamente, eram determinantes para a valorização de empreendimentos de luxo, hoje o processo de decisão considera um conjunto mais amplo de atributos, incluindo privacidade, serviços personalizados e conexão com o entorno.
Nesse cenário, incorporadoras vêm ampliando o foco dos projetos para incluir experiências residenciais associadas à conveniência, ao bem-estar e à integração com o ambiente em que estão inseridos.
Em mercados globais, como Dubai, Mônaco e Riviera Francesa, essa transformação já pode ser observada. Segundo o relatório Superyacht Marina Market Outlook 2025–2034, o mercado internacional de marinas para superyachts foi estimado em US$ 1,8 bilhão em 2025, com projeção de atingir US$ 2,8 bilhões até 2034, impulsionado pela crescente demanda por infraestrutura náutica integrada a experiências de hospitalidade e lifestyle.
Nesse contexto, o waterfront living deixa de ser apenas um atributo paisagístico para integrar uma infraestrutura mais ampla de mobilidade, convivência e uso dos espaços, influenciando a forma como empreendimentos residenciais são concebidos em diferentes regiões do mundo.
É nesse cenário que nasce o TARGAN, novo empreendimento da ABC.inc, localizado no Canto da Praia, em Itapema (SC). A região abriga o projeto das futuras Marinas de Itapema, concebidas para ampliar a infraestrutura náutica local e fortalecer a conexão da região com atividades ligadas ao mar.
Mais do que um endereço à beira-mar, o empreendimento está inserido em uma região que vem recebendo investimentos voltados ao desenvolvimento de infraestrutura náutica e turística.
A região concentra outros investimentos que contribuem para essa nova centralidade voltada ao mar, implantando uma experiência residencial inspirada em modelos urbanos internacionais, frequentemente utilizados como referência em projetos voltados à integração entre moradia, lazer e infraestrutura náutica, como Newport Beach, na Califórnia.
A arquitetura é assinada por Leo Maia. O paisagismo fica por conta do Escritório Burle Marx, referência internacional em projetos paisagísticos, reconhecido pela integração entre espécies nativas e arquitetura. Os interiores são desenvolvidos por Fernanda Marques, enquanto o projeto de iluminação é do escritório Mingrone, consolidando um time formado por profissionais com atuação reconhecida em arquitetura, design, paisagismo e iluminação.
A Porsche Consulting, subsidiária da montadora alemã Porsche, adapta metodologias utilizadas em diferentes setores para a construção civil. A consultoria atua na estruturação de processos e no planejamento de etapas do empreendimento, com foco em eficiência operacional e gestão.
O TARGAN foi concebido a partir de tendências observadas no segmento imobiliário de alto padrão, que incluem bem-estar, mobilidade e integração com o ambiente natural, refletindo características presentes em empreendimentos desenvolvidos em diferentes mercados internacionais.
O projeto combina diferentes pilares em uma proposta voltada ao público de alta renda. No quesito wellness, movimento que vem ganhando espaço no mercado imobiliário, o empreendimento incorpora elementos associados ao conceito de wellness living, incluindo espaços voltados ao relaxamento e à contemplação da marina.
Além disso, o TARGAN inclui características como torre de 189 metros, 56 pavimentos, 88 unidades residenciais, penthouses de até 540 m² e duas unidades comerciais. O empreendimento contará ainda com heliponto homologado, ampliando as possibilidades de deslocamento dos moradores.
O projeto também prevê um andar dedicado à exposição de veículos de coleção, espaço voltado a entusiastas do universo automotivo, além de uma operação gastronômica internacional no rooftop, que integrará a oferta de serviços do empreendimento.
“Observamos mudanças no perfil do consumidor de alta renda, que passou a valorizar cada vez mais atributos relacionados ao bem-estar, à mobilidade e à qualidade de vida. O projeto foi desenvolvido considerando essas transformações e a evolução das demandas do mercado imobiliário de alto padrão”, afirma Thiago Cabral, CEO da ABC.inc.
A segurança também figura entre os atributos valorizados por consumidores de alta renda na escolha de novos empreendimentos e regiões para moradia ou investimento.
“A partir da visão estratégica de processos construída em conjunto com a Porsche Consulting, buscamos desenvolver um empreendimento alinhado às transformações observadas no mercado imobiliário de alto padrão. O projeto reúne características que vêm ganhando relevância nesse segmento, como mobilidade, conexão com o ambiente náutico, conveniência, privacidade e bem-estar. A proposta busca refletir tendências observadas tanto no Brasil quanto em mercados internacionais, contribuindo para ampliar a oferta de experiências residenciais voltadas a esse perfil de consumidor”, finaliza Cabral.
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