Economia
Empresas usam brindes em ações de endomarketing
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Endomarketing, também chamado de marketing interno, reúne ações voltadas ao público interno das empresas. Segundo publicação da RD Station, o conceito envolve iniciativas relacionadas à comunicação interna, clima organizacional, cultura corporativa e relacionamento com colaboradores.
Nesse contexto, brindes personalizados — como cadernos, canecas, mochilas, camisetas e ecobags com identidade visual da empresa — podem ser utilizados em campanhas de incentivo, treinamentos, eventos internos, datas comemorativas e programas de reconhecimento. Esses itens funcionam como materiais de apoio às ações internas e podem carregar mensagens institucionais relacionadas ao tema da campanha.
Campanhas internas e reconhecimento
Em ações internas, os brindes podem ser associados a momentos específicos, como integração de novos colaboradores, cumprimento de metas, campanhas de segurança, programas de capacitação ou datas corporativas. A entrega desses materiais costuma fazer parte de uma comunicação mais ampla, envolvendo mensagens, eventos, comunicados internos e ações conduzidas por áreas como recursos humanos e comunicação.
Segundo Rodrigo Pereira, CEO da Innovation Brindes, a escolha do item deve considerar o contexto da ação. “O brinde precisa conversar com o momento da empresa e com o público interno. Quando isso acontece, ele deixa de ser apenas um produto e passa a fazer parte da mensagem da campanha”, afirma.
Cultura, pertencimento e identidade visual
A personalização dos brindes com logotipo, cores institucionais e frases de campanha também pode contribuir para padronizar a comunicação visual em ações internas. Mochilas, canecas, camisetas e cadernos são exemplos de itens que podem ser usados no cotidiano corporativo e em eventos promovidos pela empresa.
De acordo com Pereira, o uso desses materiais deve estar alinhado ao objetivo da ação. “Em campanhas de endomarketing, o produto precisa ter utilidade, mas também precisa representar a mensagem que a empresa quer transmitir aos colaboradores”, comenta.
Curadoria dos brindes internos
A escolha dos brindes internos envolve fatores como utilidade, perfil da equipe, orçamento, prazo de produção e identidade visual. Em ações de onboarding, por exemplo, kits de boas-vindas podem reunir itens de escritório, garrafas, cadernos e materiais informativos. Em campanhas de reconhecimento, os produtos podem ser definidos conforme o tema da ação e o público envolvido.
Pereira acentua que muitas empresas buscam apoio para transformar uma intenção de valorização em uma entrega organizada. “Muitas empresas chegam com a ideia de valorizar os colaboradores, mas sem saber exatamente quais itens usar. O papel da curadoria é entender o momento da empresa e propor brindes adequados ao público interno”, explica.
Brindes e comunicação interna
Os brindes personalizados podem integrar ações de comunicação interna quando fazem parte de um planejamento maior. Nesses casos, a definição do item, da mensagem, da embalagem e do momento de entrega ajuda a conectar o material à campanha e aos objetivos da empresa.
Em programas internos, esses itens podem ser utilizados como suporte em iniciativas de integração, reconhecimento, treinamento e relacionamento com colaboradores. Quando aplicados de forma planejada, os brindes podem funcionar como recursos complementares em ações de endomarketing, especialmente quando associados a iniciativas de integração, acolhimento, reconhecimento e fortalecimento da cultura organizacional.
Economia
Insuficiência cardíaca atinge 2 milhões de brasileiros
Considerada a via final de diversas doenças cardiovasculares, a Insuficiência Cardíaca (IC) segue entre as principais causas de internação, re-hospitalização e mortalidade cardiovascular no Brasil. Apesar do nome, a condição não significa que o coração “parou de funcionar”, mas sim que perdeu a eficiência de bombear sangue adequadamente para suprir as necessidades do organismo.
Com impacto crescente sobre pacientes, famílias e o sistema de saúde, a doença afeta aproximadamente 2 milhões de brasileiros e responde por cerca de 240 mil novos casos por ano. Entre 2014 e 2024, foram registradas mais de 2,2 milhões de internações relacionadas à insuficiência cardíaca no país. A região Sudeste concentra o maior volume de casos, com aproximadamente 931 mil hospitalizações no período, seguida pelo Nordeste, com mais de 503 mil.
O cenário reforça a relevância da doença como um importante desafio de saúde pública, especialmente diante do envelhecimento populacional e dos casos de hipertensão arterial, diabetes, obesidade e histórico de infarto.
Além do impacto clínico, essa doença também gera reflexos socioeconômicos significativos. Um levantamento do Centro de Inovação SESI em Saúde Ocupacional estima que a economia brasileira perca cerca de R$ 6 bilhões por ano em decorrência da redução da produtividade da população economicamente ativa acometida pela IC.
Como 9 de julho é o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, ampliar a conscientização sobre sinais, sintomas e fatores de risco torna-se fundamental para estimular o diagnóstico precoce através de intervenções médicas e evitar a progressão e piora da doença.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a cardiologista Dra. Ariane Vieira Scarlatelli Macedo (CRM-SP 106624), médica do ambulatório de miocardiopatias da Santa Casa de São Paulo e consultoria científica do Instituto Lado a Lado pela Vida, comenta os principais mitos e verdades relacionados à insuficiência cardíaca.
Insuficiência cardíaca é uma doença pontual? Mito.
“Trata-se de uma condição crônica e progressiva, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e tratamento adequado”, explica a cardiologista.
Cansaço excessivo e falta de ar podem ser sinais da doença? Verdade.
Entre os sintomas mais evidentes estão fadiga, falta de ar ao realizar esforços ou ao se deitar, inchaço nas pernas e tornozelos, tosse persistente, entre outros. De acordo com a Dra. Ariane, “muitas pessoas confundem esses sinais com ‘cansaço da idade’, e só procuram ajuda após agravamento dos sintomas, quando a doença já está instalada, levando ao atraso no diagnóstico”.
Só idosos desenvolvem insuficiência cardíaca? Mito.
“Embora seja mais frequente em pessoas acima dos 60 anos, a insuficiência cardíaca também pode acometer adultos mais jovens, especialmente aqueles com hipertensão descontrolada, histórico de infarto, diabetes, obesidade, doenças nas válvulas do coração, genéticas, dentre outras”, informa a cardiologista.
Quem teve infarto tem maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca? Verdade.
Sem o tratamento correto, o infarto pode danificar o músculo cardíaco e comprometer a capacidade de bombeamento do coração. “Muitos casos de insuficiência cardíaca surgem como consequência de doenças cardiovasculares mal controladas ao longo do tempo”, alerta a especialista.
A insuficiência cardíaca tem tratamento? Verdade.
Os avanços da cardiologia nos últimos anos trouxeram novas opções terapêuticas que ajudam a controlar sintomas, reduzir hospitalizações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Mudanças no estilo de vida, prática de atividade física orientada, alimentação equilibrada e adesão ao tratamento são fundamentais”, recomenda a médica.
Inchaço nas pernas sempre é problema circulatório? Mito.
O edema pode ter diferentes causas, mas também pode ser um sinal importante de insuficiência cardíaca, principalmente quando associado à falta de ar e cansaço frequente.
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