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Várzea Grande

Caio Cordeiro protocola CPI para investigar empresa de Transportes em Várzea Grande — Câmara Municipal

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Várzea Grande

Pedido mira possíveis irregularidades no transporte coletivo municipal e cobra explicações sobre frota, atrasos, acessibilidade e qualidade do serviço

O vereador Caio Cordeiro, do Partido Novo, protocolou na Câmara Municipal de Várzea Grande o pedido de criação da CPI do Transporte Coletivo, que pretende investigar possíveis irregularidades na prestação do serviço público pela concessionária União Transportes. O requerimento foi registrado no dia 19 de maio de 2026, às 11h29, sob o protocolo nº 2564/2026, e solicita que a comissão apure fatos relacionados à concessão e à operação do transporte coletivo municipal no período de 2020 a 2025.

A proposta de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito surge em meio a uma série de reclamações da população sobre atrasos, superlotação, ônibus antigos, falhas de acessibilidade e dificuldades enfrentadas diariamente por trabalhadores, estudantes, idosos e pessoas com deficiência que dependem do transporte público em Várzea Grande.

De acordo com o documento apresentado, a CPI terá prazo de 120 dias para investigar a situação da concessão, analisar contratos, levantar informações sobre a frota, verificar possíveis descumprimentos de obrigações e apontar eventuais responsabilidades. O pedido também solicita a nomeação imediata dos membros da comissão, após a confirmação do número mínimo de assinaturas exigido pela legislação municipal.

O requerimento foi assinado por vereadores de diferentes partidos e alcançou o quórum necessário para a instalação da CPI. Entre os parlamentares que subscreveram o pedido estão Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

O vereador Rogerinho Dakar, mesmo licenciado, também declarou apoio público à abertura da investigação.

A principal linha de apuração envolve indícios de que a União Transportes não estaria cumprindo adequadamente obrigações relacionadas à quantidade de ônibus em circulação, idade da frota, qualidade dos veículos, acessibilidade e regularidade das linhas. Um dos pontos citados na documentação é a diferença entre a frota declarada pela empresa e a quantidade de veículos efetivamente disponível para atender a população. Conforme os dados organizados no pedido, embora a concessionária declarasse 58 ônibus, registros internos teriam apontado, em determinado momento, apenas 29 veículos disponíveis para atender 36 linhas municipais.

Antes de protocolar a CPI, Caio Cordeiro já havia adotado outras medidas de fiscalização. Em maio de 2025, o vereador apresentou uma Carta Convite para que a União Transportes prestasse esclarecimentos públicos na Câmara Municipal. Entre os questionamentos estavam a idade média da frota, a quantidade de ônibus em circulação, a existência de veículos com ar-condicionado, as condições de segurança, manutenção, acessibilidade e o sistema de monitoramento em tempo real.

A situação também foi debatida em audiência pública realizada em 25 de março de 2026, na Câmara Municipal. O encontro reuniu representantes da Procuradoria-Geral do Município, Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, AGER-MT, Ministério Público, lideranças comunitárias e usuários do transporte coletivo. A União Transportes, porém, não enviou representantes, ausência que foi criticada pelo vereador e considerada um desrespeito à população diante do volume de reclamações apresentadas.

Durante a audiência, moradores relataram esperas de até duas horas nos pontos, ônibus lotados, veículos com problemas de conservação, ausência de ar-condicionado, rampas de acessibilidade sem funcionamento adequado, mudanças em linhas e rotas sem comunicação clara e insegurança em trajetos noturnos. Também foram citadas reclamações sobre motoristas que não parariam nos pontos e sobre a falta de fiscalização contínua do serviço.

Além da movimentação na Câmara, o caso também é acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso, que instaurou procedimento para tratar da concessão, do fim do contrato e da necessidade de planejamento para uma nova licitação. A situação ainda passou pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, por meio da Mesa Técnica nº 05/2025, que estabeleceu obrigações para a continuidade temporária do serviço, incluindo renovação da frota, implantação de ar-condicionado, GPS, biometria facial, câmeras de segurança, Wi-Fi e aplicativo para usuários.

Segundo os documentos que embasam o pedido, a crise no transporte coletivo de Várzea Grande não se limita à falta de ônibus. A justificativa da CPI aponta para um conjunto de problemas acumulados ao longo dos anos, envolvendo contrato antigo, supostos descumprimentos contratuais, frota insuficiente, baixa transparência, reclamações populares e ausência de modernização efetiva do sistema.

Para Caio Cordeiro, a CPI representa uma resposta institucional da Câmara diante de um serviço essencial que impacta diretamente a rotina da população. A investigação deve buscar esclarecer por que o transporte coletivo chegou à atual situação, quais obrigações foram ou não cumpridas pela concessionária e quais medidas devem ser tomadas para garantir um serviço mais eficiente, transparente e digno aos usuários de Várzea Grande.

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Julho Amarelo alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das hepatites virais em Várzea Grande

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A campanha Julho Amarelo reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento das hepatites virais, doenças que, na maioria das vezes, evoluem de forma silenciosa e podem causar sérios danos ao fígado quando não são identificadas e tratadas a tempo.

Em Várzea Grande, a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza testes rápidos gratuitos e tratamento especializado por meio do Serviço de Atendimento Especializado/Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA), garantindo atendimento humanizado e acompanhamento integral aos pacientes.

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem ser causadas pelos vírus A, B, C, D e E. As hepatites B e C são as que mais preocupam em razão do risco de evolução para doenças crônicas, como cirrose hepática e câncer de fígado, quando não tratadas adequadamente.

Na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas nos estágios iniciais, o que torna a testagem fundamental para o diagnóstico precoce. Quando surgem, os principais sinais incluem cansaço, febre, mal-estar, náuseas, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras.

A forma de transmissão varia conforme o tipo do vírus. As hepatites A e E estão relacionadas ao consumo de água e alimentos contaminados e às condições inadequadas de higiene. Já as hepatites B, C e D podem ser transmitidas pelo contato com sangue contaminado, compartilhamento de objetos perfurocortantes, relações sexuais desprotegidas e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, quando não são adotadas as medidas preventivas recomendadas.

O hepatologista Dr. Edinaldo Antônio Zirondi destaca que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações.

“As hepatites virais são doenças que, muitas vezes, evoluem sem apresentar sintomas. Por isso, a realização do teste rápido é essencial, principalmente para pessoas que possuem fatores de risco. Quando identificadas precocemente, as hepatites têm tratamento e, em muitos casos, como a hepatite C, podem ser curadas. A prevenção, a vacinação contra a hepatite B e a testagem são as principais ferramentas para reduzir a transmissão e preservar a saúde da população.”

Os testes rápidos para hepatites B e C são gratuitos, seguros e têm resultado em poucos minutos. Em caso de resultado positivo, o paciente é encaminhado imediatamente para avaliação médica, realização de exames complementares e início do tratamento, também oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Várzea Grande, a testagem e o acompanhamento especializado são realizados no SAE/CTA, unidade de referência municipal no atendimento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e hepatites virais. O serviço oferece acolhimento, aconselhamento, exames, acompanhamento multiprofissional e acesso aos medicamentos necessários para o tratamento.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a prevenção continua sendo a principal estratégia de combate às hepatites virais. Além da vacinação contra a hepatite B, é fundamental utilizar preservativos em todas as relações sexuais, evitar o compartilhamento de objetos cortantes e perfurantes e realizar a testagem sempre que houver indicação ou suspeita de exposição ao vírus.

Durante a campanha Julho Amarelo, a orientação é que a população procure o SAE/CTA para realizar os testes, esclarecer dúvidas e cuidar da saúde. O diagnóstico precoce salva vidas, reduz a transmissão e aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento.

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