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Mato Grosso

Arraiá da Assembleia Legislativa reúne servidores, famílias e comunidade em noite de tradição, música e cultura

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Mato Grosso

Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Um colorido de bandeirolas, balões, e elementos típicos da cultura junina deu um novo cenário ao estacionamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na noite desta quinta-feira (25). A decoração, preparada artesanalmente nos mínimos detalhes, encantou o público e contou ainda com uma fogueira cenográfica de efeitos digitais, que remeteu ao calor e ao aconchego das tradicionais fogueiras de São João, aliando tradição e segurança. Entre comidas típicas, apresentações culturais, música e atrações para todas as idades, servidores, parlamentares, familiares e visitantes celebraram uma noite de integração, valorização da cultura popular e fortalecimento dos laços de convivência.

As crianças também tiveram espaço garantido na festa, com brinquedos gratuitos, como pula-pula e escorregador, além do já tradicional espaço para fotografias temáticas.

A gastronomia foi outro destaque do Arraiá. As barracas ofereceram uma grande variedade de pratos típicos, como pastel, espetinho, Maria Isabel, sarapatel, bolos, pipoca, quentão, vinho, derivados do milho e outras delícias tradicionais que fizeram sucesso entre os visitantes.

A programação cultural reuniu apresentações musicais, a tradicional quadrilha formada pelos servidores da Assembleia Legislativa e a participação especial de um grupo de Tangará da Serra. O palco também recebeu os artistas Cristian de Paula, Banda Novo Som e Matheuzinho Sucessinho, que animaram o público ao longo da noite.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Pode), destacou que o Arraiá já faz parte do calendário da instituição e representa um importante momento de integração entre os servidores e suas famílias.

“Já é uma tradição da Assembleia Legislativa. É uma comemoração muito esperada pelos nossos servidores e que a Mesa Diretora e todos os deputados fazem questão de manter. Tudo foi preparado com muito carinho, pensando em cada detalhe para proporcionar uma grande festa. O clima ajudou, está agradável, perfeito para aproveitar as comidas típicas, dançar e confraternizar. Estou muito feliz em ver tanta gente participando e se divertindo”, afirmou.

O primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), ressaltou que participa do evento desde o início de seu mandato e destacou o ambiente de confraternização proporcionado pela festa.

“É uma festa tradicional da nossa Casa. Participo há sete anos e sempre é um momento especial para reunir servidores, familiares e amigos. Tenho certeza de que será uma noite maravilhosa, com grandes apresentações. A quadrilha convidada de Tangará da Serra vai encantar o público”, disse.

Responsável pela organização do evento, o superintendente do Instituto Memória, Gilmárcio Pontes, explicou que a festa foi preparada durante meses pelos servidores da Secretaria de Cultura e Memória Legislativa.

“Tudo é feito com muito carinho pelos nossos servidores. A decoração é produzida manualmente e cada detalhe é pensado para proporcionar uma noite especial. A preservação das tradições culturais é uma das missões da Secretaria de Cultura e Memória e do Instituto Memória. Por isso, buscamos valorizar a gastronomia típica, a música, as danças e todos os elementos que fazem parte da cultura junina”, destacou.

Segundo ele, além das atrações culturais e musicais, o evento também fortaleceu a participação dos próprios servidores, responsáveis pelas barracas de alimentação.

Morador de Campo Verde, Márcio Gusmão, participou do Arraiá da Assembleia Legislativa pelo segundo ano consecutivo. Ao lado da esposa e dos três filhos, ele destacou o ambiente familiar e a organização do evento.

“É o segundo ano que participamos do Arraiá da Assembleia Legislativa e fazemos questão de trazer toda a família. Viemos de Campo Verde, eu, minha esposa e nossos três filhos, para aproveitar esse momento de confraternização. É uma festa muito bem organizada, com um ambiente seguro, boa música, comidas típicas e atrações para as crianças. Vale a pena fazer a viagem para viver essa experiência e manter vivas as tradições juninas em família.”

Entre as novidades desta edição esteve a Santa Macaxeira, produto apresentado pela servidora Uecileny Rodrigues Fernandes.

Segundo ela, o salgado é preparado com massa amanteigada de mandioca recheada, tendo como principal opção carne seca com banana-da-terra.

“É a primeira vez que participamos do Arraiá da Assembleia. O produto está há cerca de um ano no mercado e estamos testando a aceitação nos eventos. A estrutura oferecida pela Assembleia é excelente e o público tem prestigiado bastante”, afirmou.

A coordenadora do Instituto Memória, Mara Regina Visnadi, destacou que toda a decoração foi produzida pelos servidores e que o trabalho envolveu praticamente toda a Assembleia Legislativa.

“É uma festa preparada durante meses. Fazemos tudo com muito carinho porque os servidores já esperam esse momento todos os anos. Quando vemos as pessoas se divertindo, isso recompensa todo o esforço da equipe”, disse.

O secretário de Comunicação da ALMT, Henrique Correia da Silva Santos, ressaltou que a ampla divulgação contribuiu para atrair não apenas os servidores, mas também o público externo.

“É uma festa tradicional da Assembleia Legislativa, feita a várias mãos. Nossa expectativa é reunir servidores, familiares e toda a comunidade em um ambiente acolhedor, com boa música, boa comida e muita integração”, afirmou.

O deputado Wilson Santos (PSD) também participou da festa e elogiou a organização do evento. “Quero parabenizar o presidente Max Russi e toda a equipe pela realização desta grande festa. É um momento de confraternização entre deputados, servidores, familiares e convidados. Esta é uma das festas juninas mais bem organizadas da Assembleia Legislativa”, declarou.

Entre os visitantes esteve o prefeito de Nortelândia, que destacou a importância da iniciativa para fortalecer a cultura popular e incentivar a economia local.

“É uma festa muito bem organizada. Eventos como esse valorizam a nossa cultura e também ajudam as pessoas que trabalham nas barracas a gerar renda. Está tudo muito bonito”, afirmou.



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Mato Grosso

Museu de História Natural promove oficina de pipas para pais e filhos domingo

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O Dia dos Pais será celebrado com criatividade, aprendizado e muita diversão no Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT). Neste domingo (9), a 10ª edição da Feira Permanente promove a oficina “Pipas – Pais e Filhos”, conduzida pelo arte-educador Willian Rafael Bispo dos Santos, conhecido em todo o Estado como Gringo Pipas. A atividade convida pais e filhos a construírem suas próprias pipas e encerra a manhã com um festival que promete colorir o céu da histórica Casa Dom Aquino, proporcionando um domingo especial em meio à natureza, às margens do Rio Cuiabá, cercado por arte, cultura e história. As inscrições são limitadas.

A oficina começa às 9h30 com uma conversa sobre a origem da pipa, sua evolução ao longo da história e sua influência em importantes invenções da humanidade. Em seguida, os participantes aprendem técnicas de confecção, montagem e equilíbrio da pipa e, ao final, participam de um festival para colocar as criações no ar. Durante toda a atividade haverá brincadeiras, interação e sorteio de brindes.

“Mais do que ensinar a fazer uma pipa, queremos proporcionar um momento em família. Muitos pais brincavam de pipa quando eram crianças e agora terão a oportunidade de reviver essa lembrança ao lado dos filhos. A oficina resgata essa tradição, fortalece os vínculos familiares e mostra que a pipa também é cultura, educação e esporte”, destaca Gringo.

*O GRINGO DAS PIPAS*

Da infância humilde ao trabalho que transformou vidas, a história de Gringo Pipas começou quando ele tinha apenas quatro anos de idade. Fascinado pelas pipas, aprendeu cedo a confeccioná-las e, aos dez anos, já produzia modelos para vender de porta em porta. O que começou como uma brincadeira de infância logo se tornou seu principal lazer e sua fonte de renda.

Foi com a venda de pipas que conseguiu comprar seus próprios materiais, aperfeiçoar técnicas e transformar uma paixão em profissão. Hoje, além da produção artesanal, mantém um ateliê especializado, participa de eventos, festivais e campeonatos e ministra oficinas em diversas cidades de Mato Grosso e de outros Estados.

O trabalho social também nasceu dessa trajetória. Ao perceber o interesse das crianças que viviam nas periferias de Cuiabá, Gringo passou a realizar oficinas gratuitas em bairros populares e projetos sociais, ensinando não apenas a construir pipas, mas também valores como respeito, disciplina, convivência e responsabilidade. Muitas dessas crianças encontraram na atividade uma alternativa de lazer saudável e alguns jovens passaram, inclusive, a produzir pipas para complementar a renda familiar.

Formado em Educação Física, estudante de Psicologia e reconhecido com o título de Comendador pelo trabalho desenvolvido em comunidades, ele transformou a pipa em uma ferramenta pedagógica. Em suas oficinas, utiliza a atividade para ensinar conteúdos de História, Geografia, Matemática, Física, Arte e Educação Física, além de promover reflexões sobre bullying, preconceito, cidadania e inclusão social.

“A pipa mudou a minha vida. Foi meu brinquedo, meu lazer e também meu sustento. Hoje tenho a alegria de devolver isso para outras crianças, mostrando que elas podem aprender, sonhar e construir oportunidades por meio de uma brincadeira tão simples e tão rica culturalmente”, afirma o arte-educador que utiliza a rede social @grincopipascuiaba, no Instagram.

*DA BRINCADEIRA AO ESPORTE*

Além de símbolo da infância brasileira, a pipa também conquistou espaço como modalidade esportiva. Atualmente existem campeonatos municipais, estaduais, nacionais, sul-americanos e mundiais, reunindo atletas em disputas que avaliam técnica, criatividade, estabilidade de voo e desempenho.

Gringo é um dos principais incentivadores dessa modalidade em Mato Grosso. Presidente da Associação Mato-Grossense de Pipeiros, ele organiza festivais, competições e encontros que reúnem praticantes de diferentes idades.

Uma das maiores emoções de sua trajetória aconteceu neste ano. Em 2016, sua filha, de apenas seis anos, conquistou o título de campeã mato-grossense de pipa, reforçando que a paixão pela modalidade atravessa gerações.

“Nossa luta agora é para que Mato Grosso tenha um Pipódromo. Queremos um espaço seguro onde crianças, jovens e adultos possam praticar o esporte sem riscos, longe da rede elétrica e do trânsito. Também será um local para campeonatos, oficinas, festivais e ações educativas. Estados como São Paulo, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro já contam com esses espaços e conseguiram reduzir acidentes. Mato Grosso também merece esse avanço”, defende.

Segundo ele, o Pipódromo vai além da prática esportiva. “Quando existe um espaço apropriado, conseguimos orientar sobre segurança, combater o uso de linhas perigosas, preservar essa tradição e fortalecer um esporte que cresce a cada ano. A pipa promove inclusão social, gera renda para muitas famílias e aproxima pais e filhos por meio de uma atividade saudável.”

*PROGRAMAÇÃO NO MUSEU*

O Museu oferece programação completa para toda a família. Além da oficina, quem visitar o Museu poderá aproveitar a Feira Permanente, realizada das 9h às 17h, com entrada gratuita. O espaço reúne gastronomia regional, artesanato, produtores da economia criativa, bingo e atrações culturais em um ambiente integrado à natureza.

As crianças também poderão brincar no playground, participar das atividades de desenho e pintura junto ao painel “Traços do Tempo”, criado pelo artista Babu78 durante as comemorações dos 20 anos do Museu, além de explorar os jardins da histórica Casa Dom Aquino.

Os visitantes ainda podem conhecer a exposição permanente do Museu, formada por fósseis, vestígios arqueológicos e antropológicos que contam a formação natural e humana de Mato Grosso, além da cafeteria, loja de artesanato indígena, lago com carpas e visitas guiadas.

Gerido pelo Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), o Museu desenvolve ações permanentes de pesquisa, educação patrimonial, preservação da memória e valorização da cultura mato-grossense, consolidando-se como um dos principais espaços culturais e ambientais do Estado.

*SERVIÇO*

A oficina “Pipas – Pais e Filhos” será realizada neste domingo (9), das 9h30 às 11h, no Museu de História Natural de Mato Grosso, localizado na Avenida Manoel José de Arruda, nº 2.000, em Cuiabá.

As inscrições custam R$ 35, são limitadas a 20 participantes e podem ser feitas pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScfax8qXQkGLA4ub-2y8uAqP1fPy349EN5qZEH0RlB-m5Hmlg/viewform.

A Feira Permanente acontece das 9h às 17h, com entrada gratuita. O Museu funciona de terça a domingo, das 8h às 18h. Os ingressos para visitação custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia), com entrada gratuita aos domingos e feriados. Mais informações pelo telefone (65) 99686-7701 ou pelo Instagram @museuhistorianaturalmt.

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