Entretenimento
Cemitério-parque no Rio lança campanha contra feminicídio
Entretenimento
No dia 2 de novembro, o Jardim da Saudade Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, receberá uma instalação composta por cruzes de tamanho humano e 1.571 rosas, cada uma representando uma mulher vítima de feminicídio em 2025.
A ação, organizada pelo Grupo Jardim da Saudade, com participação da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres e Cuidados da Prefeitura do Rio, exibirá um painel com os números de feminicídio no Brasil (1.571) e no estado do Rio de Janeiro (105), além de um mural para que os visitantes deixem mensagens de homenagem e orientações sobre denúncia via Ligue 180.
As cruzes trarão mensagens como “CHEGA”, “DENUNCIE” e “NÃO SE CALE”. O tema da campanha, “FEMINICÍDIO. BASTA DE VIDAS INTERROMPIDAS.”, será reforçado por materiais informativos que orientam a população a reconhecer violência contra a mulher e buscar ajuda.
O projeto “Finados com Arte”, desenvolvido há mais de 26 anos pelo Grupo Jardim da Saudade, utiliza intervenções artísticas para promover reflexões sobre questões sociais. A programação do dia inclui abertura do Jardim das Cruzes às 5h, celebrações ecumênicas às 9h, missas às 10h e 16h no Jardim da Saudade Sulacap, e, no Jardim da Saudade Paciência, celebração ecumênica às 9h20, apresentação musical às 10h e missa às 11h. O evento acontecerá na Av. Carlos Pontes, 500 – Sulacap, Rio de Janeiro.
Dados sobre o feminicídio em 2025
No Estado do Rio de Janeiro, 105 mulheres foram assassinadas, conforme o Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP‑RJ). No Brasil, o número total foi de 1.571 vítimas, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A média nacional corresponde a mais de quatro mulheres assassinadas por dia, ou aproximadamente 4,3 vítimas diárias.
“Aproveitamos o Dia Finados, uma data de grande mobilização das famílias, para chamar a atenção da sociedade para os números alarmantes do feminicídio no Brasil”, afirma Fabienne Bezerra, presidente do Grupo Jardim da Saudade.
Entretenimento
Estâncias paulistas preservam marcos da história do Brasil
O estado de São Paulo reúne, em suas estâncias balneárias, hidrominerais, climáticas e turísticas, um conjunto de igrejas, casarões, museus, ruínas e fazendas que acompanha quase cinco séculos da formação do Brasil. De acordo com a Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo (APRECESP), que atua sob a marca Turismo Paulista, esses roteiros se distribuem entre o litoral, o interior e o Vale do Paraíba e cabem em viagens curtas, como as de fim de semana.
O turismo histórico, segundo a entidade, não depende de estação do ano. Igrejas, museus e centros históricos seguem abertos à visitação com sol ou chuva, o que permite programar deslocamentos em qualquer período. A orientação da associação é combinar destinos vizinhos, como Cananéia e Iguape, e consultar previamente as secretarias municipais de turismo para confirmar os horários de cada atrativo.
Primeiras vilas no litoral sul
O percurso cronológico começa em São Vicente, fundada em 22 de janeiro de 1532 por Martim Afonso de Sousa e reconhecida como a primeira vila do Brasil. Entre os pontos de visitação estão a Casa Martim Afonso, dedicada à memória da fundação, a Biquinha de Anchieta e a Ponte Pênsil, de 1914. Em janeiro, a Encenação da Fundação de São Vicente reconstitui na areia da praia, em espetáculo a céu aberto, a chegada dos portugueses.
Em Itanhaém, apontada por historiadores como a segunda cidade mais antiga do país, o roteiro Caminhos de Anchieta inclui a Igreja Matriz de Sant’Anna, onde está a imagem conhecida como Virgem de Anchieta, a antiga Casa de Câmara e Cadeia, o Convento de Nossa Senhora da Conceição e a Cama de Anchieta. Essa formação rochosa na Praia dos Sonhos é associada, pela lenda local, ao lugar onde o jesuíta descansava e escrevia versos.
Mais ao sul, Cananéia reivindica o título de primeiro povoado do Brasil, com fundação marcada em 1531 e vinculada à expedição de Martim Afonso. O centro histórico preserva casario colonial e a Igreja Matriz de São João Batista, uma das construções mais antigas da região, e a visita pode ser estendida de barco pelo estuário do Lagamar.
Iguape tem centro histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com ruas de pedra e sobrados coloniais. A Basílica do Senhor Bom Jesus de Iguape é destino de uma das romarias mais antigas do estado, com maior presença de fiéis em agosto, enquanto o Museu Histórico e Arqueológico documenta a relação do município com o ciclo do ouro e a navegação no Vale do Ribeira.
Ruínas e casarios no Litoral Norte
Em Ubatuba, o acesso de barco leva ao Parque Estadual da Ilha Anchieta, onde estão as ruínas de um presídio que funcionou durante parte do século 20 e foi palco de uma rebelião em 1952. O nome da ilha remete a José de Anchieta, que esteve na região no século 16, durante a Paz de Iperoig, negociada com os tamoios.
São Sebastião, a cidade mais antiga do Litoral Norte, mantém centro histórico tombado pelo Condephaat, com casario dos séculos 17 e 18 no entorno da Igreja Matriz. Na Praia da Figueira, dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, o Sítio Arqueológico São Francisco conserva colunas de uma capela e um forno de melaço de uma antiga fazenda, vestígios ligados ao período escravista.
Café, República e Independência no interior
Itu é conhecida como Berço da República por ter sediado, em 18 de abril de 1873, a Convenção de Itu, considerada a primeira convenção republicana do país. O casarão do encontro abriga o Museu Republicano Convenção de Itu, vinculado ao Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), e o roteiro prossegue pelo centro histórico e pela Matriz de Nossa Senhora da Candelária.
No Circuito das Águas Paulista, Amparo concentra casarões, igrejas e edifícios do fim do século 19 e do início do século 20, herança do ciclo do café, que podem ser visitados a pé e combinados com fazendas históricas da região. No Vale do Paraíba, a Basílica do Senhor Bom Jesus, em Tremembé, tem origem no período colonial e recebe romeiros ao longo de todo o ano.
Em São José do Barreiro, a Fazenda Pau d’Alho registra a passagem de Dom Pedro I em 17 de agosto de 1822, semanas antes da proclamação da Independência. Pela tradição local, o príncipe chegou antes da comitiva, sem ser reconhecido, e fez a refeição na cozinha. Erguida no início do século 19 e tombada pelo Iphan em 1968, a propriedade, que meses antes havia recebido o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, figura entre os conjuntos mais importantes do ciclo do café paulista. O município concorre à edição de 2026 do selo Melhores Vilas Turísticas do Mundo, da ONU Turismo.
Os marcos de fundação também orientam o calendário dos próximos anos. Cananéia completa 500 anos em 2031, e São Vicente, em 2032, o que coloca os dois municípios no centro do planejamento de viagens ligadas ao patrimônio histórico paulista.
Sobre a APRECESP
Fundada em 1985, a APRECESP é uma entidade privada e sem fins lucrativos que reúne as prefeituras das 78 estâncias paulistas. Sob a marca Turismo Paulista, atua em representação institucional, capacitação e promoção dos destinos, promove reuniões bimestrais de prefeitos e gestores de turismo e mantém parcerias com Senac, Sebrae, USP, Ministério do Turismo e Embratur. A entidade é presidida por João Victor Barboza.
Para saber mais, basta acessar o portal da APRECESP – Turismo Paulista
-
Justiça5 dias atrásTRE-SP diz que determinação de Zanin está sendo cumprida no estado
-
Justiça5 dias atrásZanin manda ampliar horário de votação até as 19h em todo o país
-
Justiça7 dias atrásMinistro do TSE proíbe suspensão do canal Exército do Lula
-
Justiça5 dias atrásTRE-RJ diz que seções eleitorais ficarão abertas até as 19h
-
Justiça5 dias atrásNunes Marques dá meia hora para TRE-BA responder sobre transporte
-
Política7 dias atrásCandidatos trocam acusações e defendem propostas em debate na Globo
-
Esportes7 dias atrásPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas anuncia zagueiras finalistas
-
Esportes6 dias atrásRádio Nacional transmite neste sábado Internacional x Botafogo
