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Economia

Sebrae aponta expansão e novo perfil no varejo de moda

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Economia

O mercado de moda no Brasil vive um ciclo de retomada e transformação. O Panorama Setorial de Comércio de Vestuário e Moda 2025, publicado pelo Sebrae/PR em parceria com a Fecomércio PR, revela mudanças profundas no comportamento do consumidor brasileiro e aponta oportunidades para marcas e varejistas que souberem se adaptar ao novo cenário. O levantamento mostra que o varejo de roupas e acessórios concentra 82,4% das empresas do setor, com mais de 8 mil novos negócios abertos em 2024, sinalizando um mercado em expansão, mesmo diante de um ambiente competitivo.

Entre as principais transformações mapeadas pelo estudo, destaca-se a mudança de valores na decisão de compra. Segundo o Panorama, 68% dos consumidores passaram a priorizar marcas com propósito, enquanto o modelo omnichannel, que integra canais físicos e digitais, projeta expansão de 30%. A moda circular registra crescimento próximo de 40%, refletindo uma consumidora mais consciente e menos disposta a renovar o guarda-roupa a cada temporada. A Geração Z, nascida entre 1997 e 2010, já representa 15% do consumo global de moda e lidera essa virada de comportamento.

Diante desse cenário, Camila Fonseca, consultora de moda da Anellimn, avalia que as marcas precisam responder a essas novas exigências com peças de maior versatilidade e durabilidade. “A consumidora atual quer itens que resolvam diferentes ocasiões sem abrir mão do estilo. Um macacão feminino longo, por exemplo, transita do trabalho ao jantar e se adapta a diferentes estações com a escolha certa de tecido e acessórios”, observa.

A consultora acrescenta que composições com peças clássicas têm ganhado força entre consumidoras que buscam custo-benefício sem abrir mão da elegância. “Investir em itens atemporais, como uma boa bota feminina chelsea, é uma das formas de montar um guarda-roupa versátil e alinhado às tendências sem precisar renovar tudo a cada temporada”, afirma Camila Fonseca.

O Panorama do Sebrae/PR indica ainda que mais de 60% das empresas do setor estão em fase inicial ou estabelecida, o que exige profissionalização constante para competir em um mercado cada vez mais orientado a valor, propósito e experiência de compra.



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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

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Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.



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