Economia
Pearson e Escola da Nuvem realizam Hackathon de IA
Economia
Estudantes da Escola da Nuvem participaram de um Hackathon promovido em parceria com a Pearson, no qual foram desafiados a resolver um problema real de inteligência de mercado da empresa. Durante a maratona, as equipes desenvolveram soluções com tecnologia e IA para monitorar o mercado educacional brasileiro e apoiar a tomada de decisões.
O time #2, Codex, conquistou o primeiro lugar. O segundo lugar ficou com o time #1, Cloud Wizards e em terceiro, o time #5, Iron Cloud. As três equipes receberam premiação em dinheiro, nos valores de R$3 mil, R$2,5 mil e R$2 mil, respectivamente, além de bolsas integrais para cursos de inglês.
“A parceria nasce de propósitos muito alinhados. Quando conectamos duas organizações que acreditam no poder transformador da educação e que oferecem formações que se complementam, conseguimos criar uma experiência que catalisa o crescimento desses jovens e amplia suas possibilidades no mercado de trabalho”, comenta Fernando Lugó, Diretor de Marketing LatAm da Pearson.
Na palestra “O Futuro do Trabalho: Chegamos Atrasados ou Chegamos Juntos?”, ministrada por Paloma Pena Firme, especialista em IA e futuro do trabalho, os participantes discutiram o avanço da inteligência artificial e a necessidade de preparar profissionais para um cenário de mudanças constantes.
“Existe uma diferença significativa entre aprender um conceito em sala de aula e aplicá-lo para resolver um problema real de negócio. Essa vivência aumenta o senso de responsabilidade, estimula a inovação e fortalece competências que são cada vez mais valorizadas pelo mercado”, destaca Ana Carolina Garini Scarcello, diretora executiva da Escola da Nuvem.
Impacto gerado pelos participantes
A partir do desafio proposto, as equipes utilizaram inteligência artificial, automação, coleta e análise de dados para acompanhar concorrentes, redes sociais, notícias, produtos, campanhas e indicadores de satisfação. O time #2, Codex, desenvolveu uma arquitetura baseada em AWS, que busca garantir resiliência, proteção cibernética e escalabilidade diante de cenários de alta demanda e ataques à plataforma. O time Cloud Wizards, apresentou uma solução para aumentar a resiliência e a segurança dos sites e landing pages da Wizard diante de picos de acesso e ameaças como DDoS, bots de spam e injeções em formulários. Já o time #5, Iron Cloud, criou uma solução de blindagem cibernética voltada à proteção de investimentos digitais e à continuidade dos negócios.
“Nós colocamos as diferenças culturais, modo de pensar e trabalhar para serem aliados. Quando trabalhamos com essa diversidade, os desafios aparecem, mas a motivação pelo resultado nos uniu na busca da arquitetura ideal para o projeto. O produto final ficou surpreendente. Foi, sem dúvida, uma vitória de um grande trabalho coletivo”, explica Rosamaria Nascimento, integrante do grupo vencedor.
A experiência também foi discutida a partir da trajetória de ex-alunos da Escola da Nuvem. A programação contou com uma roda de conversa com Maria Leiliane Lobo, Consultant e Software Developer da Capgemini, e Walter Cassule, SDR Intern da BR Link, ex-alunos da Escola da Nuvem que passaram por transições de carreira e conquistaram oportunidades em tecnologia. Maria migrou da área comercial para o setor aos trinta anos e conseguiu sua primeira oportunidade por meio de um Hackathon, enquanto Walter, que trabalhava em um call center, conquistou um estágio após vencer uma edição anterior do Hackathon da Escola da Nuvem.
Economia
Cipriano Ayala leva pauta do terceiro setor ao Paraguai
O economista e empresário Cipriano Ayala participou como painelista da III Cúpula Internacional da Rede Internacional de Líderes Empresariais (RIMEL), realizada em Assunção, no Paraguai, entre os dias 22 e 24 de outubro. Em sua apresentação, defendeu a construção de um movimento latino-americano para fortalecer e profissionalizar as organizações do terceiro setor, a partir da cooperação entre governos, empresas e sociedade civil.
“Servir é uma responsabilidade que nos conecta, e essa responsabilidade exige método, governança e resultado”, afirmou Cipriano Ayala, fundador do Grupo Cipriano Ayala. Segundo o economista, a profissionalização é o que sustenta o compromisso social ao longo do tempo, porque garante que os excedentes gerados por uma organização permaneçam vinculados à sua missão.
Nascido no Brasil e descendente de paraguaios, Ayala levou ao encontro a experiência acumulada no desenvolvimento de organizações sociais e na gestão de recursos públicos e privados. Com mais de oito anos de atuação no terceiro setor brasileiro, contribuiu para o fortalecimento de mais de 100 instituições em diferentes regiões do país. Entre 2018 e 2025, sua trajetória profissional envolveu a gestão de mais de R$ 1,5 bilhão em recursos provenientes de emendas parlamentares.
Por trás dos números estão projetos e serviços que alcançam crianças, jovens, mulheres, pacientes e famílias em áreas como saúde, educação, esporte e assistência social. O impacto dessa atuação ultrapassa os valores administrados e se traduz em atendimento, oportunidades e melhoria da qualidade de vida das pessoas atendidas.
Experiências brasileiras no debate internacional
Durante o painel, o economista apresentou casos do terceiro setor brasileiro para ilustrar a diversidade de causas que podem ser estruturadas com gestão profissional. Entre eles estão iniciativas voltadas ao esporte e à saúde, como o Raquetes para a Vida e o Banco de Olhos de Sorocaba.
“Cada uma dessas organizações tem uma causa diferente, mas todas enfrentam os mesmos desafios de gestão, planejamento e captação. Quando a estrutura interna amadurece, a causa deixa de depender do esforço isolado de poucas pessoas”, declarou o fundador do Grupo Cipriano Ayala.
Governança, transparência e rastreabilidade
Entre os pontos apresentados à plateia, estiveram o aprimoramento da governança, a capacitação de lideranças, o planejamento de longo prazo, a transparência e a rastreabilidade dos recursos. Ayala defendeu diretorias com responsabilidades claras, metas e orçamento definidos, processos de avaliação e recursos com origem e destino verificáveis.
Para o economista, organizações preparadas para gerir recursos e demonstrar resultados têm melhores condições de construir parcerias duradouras e sustentar seu trabalho. “A confiança não nasce de um discurso, nasce de prestação de contas. Uma organização que mostra para onde foi cada real amplia sua capacidade de captar e de permanecer”, disse.
O painelista também tratou do papel de cada ator do ecossistema. Às empresas atribuiu a função de investimento social e de transferência de capacidades de gestão; às autoridades públicas, a formulação de políticas e os mecanismos de financiamento; e à diplomacia, a articulação de cooperação entre países. No campo do financiamento, comparou instrumentos brasileiros, como as emendas ao orçamento, a mecanismos próprios do Paraguai, e defendeu que todos estejam condicionados à avaliação de projetos e à prestação de contas.
“O investimento social bem aplicado beneficia todos os lados. As pessoas ganham oportunidades, as comunidades ficam mais fortes e as políticas públicas chegam mais longe, porque passam a contar com organizações capazes de executá-las”, acrescentou Ayala.
O economista ressaltou ainda que as organizações da sociedade civil conhecem de perto as necessidades das comunidades e podem atuar ao lado do poder público em saúde, educação, esporte e assistência social. Além de ampliar a oferta de serviços, essas instituições geram empregos, contratam fornecedores e movimentam recursos nos territórios onde estão instaladas.
A programação da cúpula reuniu lideranças empresariais, representantes diplomáticos, autoridades dos poderes Executivo e Legislativo do Paraguai e participantes de diferentes países da América Latina, tendo a economia circular como eixo central. No primeiro dia, a agenda contou com a atividade “Embaixadas conectando nações”, na Biblioteca do Congresso Nacional. Em 23 de outubro, os painéis principais ocorreram no Salón Bicameral do Congresso Nacional, com debates sobre temas econômicos, empresariais e sociais, seguidos de uma noite de integração cultural. O encerramento, previsto para 24 de outubro, foi marcado pela Experiencia Tour Paraguay.
América Latina como polo de transformação social
A proposta levada ao encontro é mobilizar empresários, autoridades e representantes diplomáticos em torno de uma agenda regional de fortalecimento do terceiro setor, que inclui a ampliação do acesso a financiamento público e privado, o intercâmbio de experiências entre países e o desenvolvimento de soluções de gestão e tecnologia para as organizações.
A participação em Assunção representa também uma conexão pessoal com o Paraguai, país de origem de seu pai. “A América Latina pode se tornar um polo de transformação social se tiver organizações profissionais e alianças duradouras. Levar essa discussão a um encontro internacional é uma forma de contribuir para que isso aconteça”, concluiu o fundador do Grupo Cipriano Ayala.
Criado para promover a sustentabilidade do terceiro setor, o Grupo Cipriano Ayala atua com serviços de captação de recursos, gestão de projetos, tecnologia, educação e certificação. A atuação em Assunção amplia o alcance regional dessa proposta e coloca a experiência brasileira em diálogo com outros países da região.
Para mais informações, basta acessar: https://www.ciprianoayala.com.br/
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