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Economia

Pará lidera avanço do setor fitness no Norte do Brasil

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Economia

O mercado fitness brasileiro vive um movimento de interiorização e descentralização que tem transformado o setor em estados historicamente menos presentes na área. Projeções divulgadas na 4ª edição do Panorama Setorial Fitness estimam que o Brasil pode ultrapassar 70 mil centros de atividades físicas até 2027. O estudo mostra ainda que o Pará lidera esse avanço no Norte do país, com crescimento de 178% entre 2019 e 2025, consolidando-se como um dos polos emergentes da indústria.

Esse cenário reflete mudanças no perfil de consumo e no fortalecimento da classe média regional, que passou a investir em saúde e bem-estar como prioridade. Dados do Global Wellness Institute (GWI), divulgados pela Times Brasil, apontam que o mercado brasileiro de wellness movimenta cerca de US$ 96 bilhões, impulsionado pela busca por longevidade, qualidade de vida e serviços especializados.

No interior da Amazônia, cidades de pequeno e médio porte vêm se destacando como protagonistas desse movimento. A chegada de academias estruturadas tem ampliado a oferta de serviços e gerado impacto direto na economia local. Estevam Neto, CEO da Interhold Global e fundador da Interfit e da Interlig, explica que o potencial da região foi decisivo para a expansão da marca. “Quando olhei para o interior do Pará, eu não vi um mercado pequeno, vi um mercado mal atendido”.

“A procura por saúde e por resultado existe em qualquer cidade; o que faltava era alguém que oferecesse uma estrutura profissional de verdade, com método, acompanhamento e ambiente. Quem mora no interior treina pelos mesmos motivos de quem mora na capital: quer mais disposição, mais saúde e mais autoestima. Só não tinha onde fazer isso com qualidade”, afirma.

Segundo o executivo, o crescimento da procura por academias nessas cidades é resultado de uma combinação de fatores. “O primeiro é econômico: a classe média da região cresceu e passou a ter renda para investir em saúde, que antes era vista como gasto e hoje as pessoas entendem como prioridade. O segundo é cultural: cuidar do corpo deixou de ser coisa de cidade grande e virou pauta no interior também, muito puxado pelo acesso à informação e pelas redes sociais. E tem um terceiro ponto que pouca gente comenta: a carência de opção de lazer e cuidado nessas cidades. A academia acaba ocupando um espaço que vai além do treino, vira ponto de convívio, de rotina, de comunidade”, detalha.

Neto avalia que o impacto da chegada de uma academia profissional vai além da prática esportiva. “Começa pelo emprego: uma unidade profissional gera vagas diretas, de professor a recepção, e movimenta uma cadeia em volta, manutenção, fornecedores, serviços. Em cidade pequena, cada emprego qualificado pesa. Mas o efeito mais importante é o que não aparece na planilha. Quando chega uma estrutura séria, a população passa a ter acesso a um cuidado com a saúde que antes só existia em cidade grande ou simplesmente não existia”.

“Isso muda a rotina das pessoas, melhora a qualidade de vida e, no médio prazo, alivia a pressão sobre a saúde pública. E tem um componente simbólico forte: a cidade sentir que merece serviço de qualidade, que não precisa se deslocar para ter o que existe nos grandes centros”, acrescenta.

A expansão da Interfit pelo interior da Amazônia também trouxe desafios. Neto aponta que logística, mão de obra e adaptação cultural foram pontos críticos. “Levar equipamento de qualidade para cidades distantes tem custo e prazo que não existem na capital. A Interfit chegou sustentada por uma experiência regional que já estava madura, e isso encurtou bastante a curva de aprendizado”, revela.

O avanço por meio de franquias é visto como um reflexo do potencial econômico e empreendedor do Norte. “Existe capital, existe gente empreendedora e existe demanda não atendida, três coisas que, juntas, formam oportunidade de negócio. Durante muito tempo se olhou para o Norte só pela ótica da extração de recurso. O que está acontecendo agora é o surgimento de uma economia de serviço, de bem-estar e de consumo, puxada por uma classe média que quer viver bem onde mora”, analisa Neto.

Para o fundador da Interfit, embora a interiorização do setor ainda esteja em fase inicial, ela deve se intensificar nos próximos anos. “Hoje o obstáculo ainda é ter uma estrutura boa numa cidade que não tinha nenhuma. O próximo passo vai ser oferta mais segmentada, espaços voltados para bem-estar, recuperação, treino orientado a objetivo específico, acompanhamento mais próximo e uso de tecnologia para medir evolução”.

“A janela continua bem aberta, porque a maioria das cidades de pequeno e médio porte da região segue carente de oferta de qualidade. Quem entrar agora, com método e visão de longo prazo, pega praça com pouca concorrência e constrói marca antes de o mercado ficar disputado”, conclui o executivo.

Para saber mais, basta acessar: http://www.interfitacademias.com.br.



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Trabalhadores nascidos em setembro e outubro recebem abono salarial

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Os trabalhadores nascidos em setembro e em outubro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta quarta-feira (15) o abono salarial de 2026. Neste quarto lote, serão liberados R$ 5,4 bilhões para 4.339.996 beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024 . O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.

Quem recebe neste lote

Do total de contemplados em maio:

• 3.840.487 são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 4,8 bilhões;

• 499.509 são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, com total de cerca de R$ 600 milhões.

Quem tem direito ao Abono Salarial

Tem direito ao benefício o trabalhador que:

• Está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;

• Trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;

• Recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;

• Teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como o pagamento é feito

Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

• A Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:

• Crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;

• Depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta pode sacar:

• Com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;

• Nas agências, com documento oficial com foto;

• Sem cartão, por meio de biometria cadastrada.

Para servidores públicos (Pasep)

O Banco do Brasil faz o pagamento por:

• Crédito em conta bancária;

• Transferência via TED ou Pix;

• Saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.

Como consultar

Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:

• Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

• Portal Gov.br;

• Telefone 158 (Ministério do Trabalho);

• Aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;

• Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.

A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.



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