Economia
Organização transforma doações em oportunidades
Economia
A matéria enviada anteriormente continha um erro no 5º parágrafo. Segue a versão corrigida: Todos os anos, milhões de toneladas de resíduos têxteis são descartadas no Brasil, um cenário que reforça a necessidade de novas formas de consumo e reaproveitamento. Dados divulgados pela Agência Brasil apontam que cerca de 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis são descartadas anualmente no país, incluindo roupas e calçados que poderiam ganhar novos ciclos de uso por meio de iniciativas de economia circular. Quando abordamos os descartes de eletrônicos, o Brasil é o quinto país que mais produz resíduos eletrônicos, totalizando 2,4 milhões de toneladas por ano.
Diante desse desafio ambiental, iniciativas que incentivam o reaproveitamento de materiais ganham cada vez mais relevância, mostrando que uma peça sem uso para uma pessoa pode representar uma nova oportunidade para outra. É dentro desse contexto que a Instituição Assistencial Meimei (IAM) realiza o Mega Feirão do Usados do Bem, uma ação que conecta sustentabilidade, solidariedade e transformação social.
O evento acontece no dia 8 de agosto, na Quadra Poliesportiva da IAM, com roupas masculinas e femininas pelo valor único de R$ 10. Toda a arrecadação será destinada à manutenção dos projetos sociais e educacionais oferecidos pela instituição para mais de 350 crianças, jovens e suas famílias.
Mais do que um bazar, o Usados do Bem representa uma iniciativa de economia circular, dando novos significados para peças, móveis e materiais que chegam até a instituição por meio de doações. O projeto transforma aquilo que poderia ser descartado em recursos que contribuem diretamente para o impacto social da IAM.
Em 2024, a instituição alcançou importantes resultados por meio das suas ações de reaproveitamento e sustentabilidade: 223 mil kg de materiais reciclados; 836 mil peças de roupas reutilizadas; 6 mil móveis foram transformados e reaproveitados.
Os números reforçam o compromisso da IAM em transformar doações em oportunidades, reduzindo desperdícios e fortalecendo uma rede de impacto positivo junto à comunidade.
“O Usados do Bem mostra que uma peça que muitas vezes não tem mais utilidade para alguém pode ganhar uma nova história. Quando uma roupa é reutilizada, um móvel é transformado ou um material é reaproveitado, estamos falando não apenas de sustentabilidade, mas também de impacto social”, destaca Adriana Voltolin, presidente da instituição.
Com uma trajetória voltada ao desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e famílias, a IAM utiliza iniciativas como o Usados do Bem como uma importante estratégia de sustentabilidade institucional, aproximando a comunidade e fortalecendo sua missão social.
O Mega Feirão do Usados do Bem será realizado no dia 8 de agosto, na Quadra Poliesportiva da IAM, localizada na Rua Francisco Alves, 275 – Pauliceia, São Bernardo do Campo. A ação é aberta ao público.
Economia
Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país
Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.
As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.
Alertas obrigatórios
Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:
• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;
• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;
• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.
Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.
O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.
Novas restrições
Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .
Entre as principais vedações estão:
• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;
• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;
• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;
• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;
• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;
• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;
• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.
Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.
Comentaristas proibidos
As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.
A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.
A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.
Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.
Empresas ilegais
O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.
Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.
A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.
Penalidades
O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.
As punições previstas incluem:
• multas de até 20% do faturamento da operadora;
• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;
• cassação da licença em casos de reincidência grave.
Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.
O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.
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