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Economia

Mitos sobre cremação ainda confundem brasileiros

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Economia

Apesar de indícios apontarem que a cremação já estava presente em práticas funerárias há cerca de 100 mil anos, o método ainda é visto como tabu em muitos lugares e culturas. No Brasil, por exemplo, entre 8% a 9% dos falecimentos resultam em cremação, de acordo com dados do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep).

A popularidade da cremação é muito influenciada pela cultura e tradição de cada país, como destaca um relatório da consultoria de negócios Grand View Research. Em nações como Japão e Coreia do Sul, por exemplo, há uma preferência por esse método, que vem se tornando mais popular em outros lugares do mundo devido a fatores como o aumento do custo de funerais tradicionais, preocupações ambientais e limitações de espaço para cemitérios, menciona o relatório.

“No Brasil, de fato, o tema ainda é um tabu social. Aspectos culturais e históricos e até teorias criadas na internet, juntamente com a falta de conhecimento técnico, contribuem para gerar insegurança a respeito da cremação”, afirma Vinícius Chaves de Mello, CEO do Grupo Riopae, responsável pela administração do Crematório Metropolitano São João Batista, em São João de Meriti (RJ).

Ele ressalta a importância de trazer informações corretas sobre a prática. Um dos mitos mais comuns, segundo o executivo, está ligado ao custo, com a cremação sendo vista como uma opção mais cara em comparação com as alternativas tradicionais.

“A percepção de que a cremação é um serviço de custo superior ao sepultamento não corresponde à realidade, porque elimina a necessidade de compra ou aluguel de jazigo, além de despesas com exumação e manutenção. Já a cremação representa um custo único”, pontua Mello.

Outro pensamento frequente é que a cremação não permite uma despedida mais intimista. O CEO do Grupo Riopae esclarece que, ao contrário do que muitos podem pensar, a despedida do ente querido depende mais de como a cerimônia é organizada do que do destino do corpo.

Em grande parte dos casos, a pessoa é velada com família e amigos, exatamente como em um enterro tradicional. Depois, o corpo segue para a cremação. Ou seja, a despedida íntima acontece do mesmo jeito, explica ele.

No Crematório Metropolitano São João Batista há, ainda, salas menores, mais silenciosas, só para indivíduos próximos ao ente querido. Já o columbário é um espaço de paz, projetado para preservar em memórias e lembranças marcantes, mantendo vivo todo o amor e carinho cultivados em vida.

“A cremação é um processo técnico e respeitoso que segue todos os protocolos sanitários e de segurança. Ao final, a família recebe a urna para realizar a homenagem que preferir”, comenta Mello.

O CEO do Grupo Riopae ressalta que, depois da cremação, surgem outras formas de despedida. Há quem prefira guardar as cinzas em casa, outros dividir entre familiares ou fazer uma cerimônia de dispersão em um lugar com um valor simbólico para o falecido. Isso pode criar despedidas até mais prolongadas e simbólicas do que o enterro tradicional, menciona Mello.

“Atualmente, temos visto uma busca por despedidas intimistas, sustentáveis e personalizadas, com foco em celebrar a história e o legado. Desse modo, o cerimonial de despedida tem cada vez mais passado a ser acolhedor e único para cada família”, comenta Mello.

Ele acrescenta que uma tendência em crescimento são as joias memoriais, com pequenas quantidades de cinzas seladas dentro de pingentes, anéis ou pulseiras, por exemplo. Para parentes e amigos, é uma forma de transformar a lembrança de alguém em algo físico e pessoal.

“De forma geral, a escolha pela cremação ressignifica o momento da despedida. Além de maior organização e personalização, possibilita que a homenagem traduza, de fato, o legado deixado por quem partiu. A memória é preservada de forma muito singela e marcante”, conclui o CEO.

Para saber mais, basta acessar o site do Crematório Metropolitano São João Batista: https://crematoriosaojoao.com.br/



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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

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Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.



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