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Economia

Luiza Helena Trajano recebe o South Summit Leadership Award

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Economia

O South Summit, coorganizado pela IE University, concedeu, este ano, o prêmio South Summit Leadership Award a Luiza Helena Trajano, em reconhecimento à sua trajetória empresarial e ao seu compromisso social na luta contra a desigualdade, especialmente a racial e a de gênero. O prêmio foi entregue por Sua Majestade, o Rei Felipe VI, no último dia 4 de junho, no âmbito do South Summit Madrid 2026.

Luiza Helena Trajano tornou-se uma figura institucional e social amplamente admirada no Brasil. Sua liderança tem sido marcada por uma defesa constante da igualdade, da inclusão, da educação, do empreendedorismo e da dignidade das pessoas, utilizando sua posição para impulsionar mudanças reais na sociedade.

Seu compromisso social reflete-se, especialmente, no Grupo Mulheres do Brasil, movimento que fundou em 2013 e que hoje é uma das redes civis femininas mais relevantes da América Latina, com mais de 140 mil participantes no Brasil e no exterior. A organização atua em áreas como educação, empreendedorismo, inclusão social e combate à violência contra as mulheres.

Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e uma das fundadoras do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Luiza Helena Trajano foi peça fundamental na transformação de uma empresa familiar fundada em 1957, no interior do estado de São Paulo, em um dos maiores grupos de varejo e tecnologia do Brasil. Sob sua liderança, o Magalu consolidou-se como uma das referências da transformação digital do comércio varejista brasileiro.

Luiza Helena Trajano representa uma forma de liderança profundamente inspiradora, uma maneira de construir empresas colocando sempre as pessoas no centro e entendendo que o sucesso também deve ser medido pelo impacto que gera na sociedade. “Para o South Summit, é uma honra conceder a ela este reconhecimento”, afirma María Benjumea, fundadora e presidente do South Summit.

Durante sua participação no South Summit Madrid 2026, Luiza Helena Trajano participou de uma conversa com María Benjumea, na qual ambas compartilharam sua visão sobre a construção de ecossistemas, comunidades e empresas transformadoras, bem como sobre o papel das mulheres que abriram caminho em ambientes que nem sempre foram concebidos para elas.

Com este reconhecimento, o South Summit valoriza a trajetória de uma líder que demonstrou que a inovação e o crescimento empresarial podem caminhar lado a lado com a inclusão, a igualdade e o compromisso com a sociedade.



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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

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Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.



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