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Julho aquece turismo no litoral nordestino em 2026

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Com as férias escolares de julho se aproximando, destinos nacionais de sol e praia voltam a ganhar força no planejamento dos viajantes brasileiros. Levantamentos recentes de plataformas como Decolar mostram que o período segue entre os mais relevantes para o turismo doméstico, especialmente entre famílias que buscam viagens dentro do Brasil.

Nesse cenário, o Nordeste mantém posição de destaque, impulsionado pela combinação entre litoral, clima favorável, estrutura hoteleira e atrativos culturais. Em levantamentos recentes, Natal figurou entre os dez destinos mais procurados para o período em relatório da Decolar citado pela imprensa local. No Rio Grande do Norte, a expectativa de ocupação hoteleira em Natal chegou a 59% em julho de 2025, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), índice acima dos registrados em anos anteriores.

Julho ocupa lugar singular no calendário turístico nacional. Por reunir as principais férias escolares do inverno, o mês tende a concentrar um forte fluxo de deslocamentos internos, com predominância de famílias com crianças em busca de destinos de sol, mar e temperatura amena. Segundo levantamentos do setor turístico nacional, o Nordeste figura entre os destinos preferidos dos brasileiros nesse período, padrão que o mercado espera ver confirmado neste ano.

Ocupação hoteleira e aquecimento do mercado

A expectativa do setor hoteleiro potiguar para julho de 2026 é de alta demanda. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN) e o Observatório do Turismo do Rio Grande do Norte são fontes de referência para dados atualizados de ocupação no destino. Nos últimos meses, o movimento de reservas antecipadas em Ponta Negra, principal polo hoteleiro de Natal, indica um cenário de aquecimento em relação ao mesmo período de anos anteriores.

O bairro de Ponta Negra reúne estrutura de lazer, gastronomia e acesso à orla, fatores que sustentam sua posição como área preferencial de hospedagem para turistas que visitam Natal. A combinação entre praia urbana e oferta hoteleira diversificada mantém o bairro entre os mais demandados do litoral nordestino nas temporadas de pico.

Perfil do viajante e exigências da demanda

O comportamento do viajante brasileiro em julho tem apresentado, nos últimos anos, uma mudança qualitativa relevante: mais do que um quarto para dormir, as famílias buscam experiências estruturadas durante a estadia. Esse movimento pressiona os meios de hospedagem a ampliarem sua oferta de entretenimento, alimentação e atividades supervisionadas para crianças, fatores que passaram a influenciar diretamente a decisão de reserva.

Gianluca D’alessandro, CEO do Esmeralda Praia Hotel, estabelecimento localizado em Ponta Negra e um dos hotéis mais bem avaliados de Ponta Negra, segundo dados do Tripadvisor, analisa que a programação de lazer deixou de ser diferencial para se tornar componente essencial da proposta de valor hoteleira no segmento de famílias.

Segundo D’Alessandro, “a família que viaja hoje não quer apenas um bom apartamento e uma boa praia. Ela quer saber o que vai acontecer ao longo do dia, o que as crianças vão fazer, como os adultos vão se entreter depois do jantar. A hotelaria que não tiver resposta para essas perguntas vai perder espaço para quem tiver”.

O executivo destaca que o hotel passou a operar com 14 horas diárias de recreação, nove shows ao vivo por semana e um kids club com acompanhamento supervisionado todos os dias, além de atividades voltadas para diferentes faixas etárias. Para D’Alessandro, a lógica é a de que quanto mais o hóspede encontra dentro do hotel, maior é sua satisfação e menor é a fricção da viagem para a família inteira.

Perspectivas para o segundo semestre

Com a proximidade de julho, o setor de turismo e hotelaria do Rio Grande do Norte acompanha de perto os indicadores de reservas, conectividade aérea e capacidade instalada. A demanda por viagens domésticas, somada à estabilidade relativa do mercado nacional de turismo, sinaliza um período positivo para os destinos de praia do Nordeste.

Para analistas e gestores do setor, como Amanda Correia, supervisora comercial do Esmeralda Praia Hotel, o desempenho de julho tende a funcionar como termômetro para o restante do segundo semestre, influenciando estratégias de precificação, contratação de pessoal e investimentos em infraestrutura. O Nordeste, que acumulou, ao longo dos anos, reputação de destino acessível, quente e com forte identidade cultural, segue como aposta central do turismo doméstico brasileiro.



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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

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Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.



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