Economia
INSS solicita concurso emergencial com 2 mil vagas para 2027
Economia
A nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Ana Cristina Silveira, confirmou o pedido emergencial para a abertura de 2 mil vagas em um novo concurso público do INSS, com previsão para 2027. A iniciativa movimenta os candidatos que acompanham o setor e coloca o INSS entre as seleções federais mais aguardadas do momento.
Logo após assumir a presidência da autarquia, Silveira reforçou que a recomposição de servidores é uma das prioridades da atual gestão. O objetivo declarado é abrir 2 mil vagas em 2027 para amenizar o déficit de pessoal que afeta diretamente o funcionamento do instituto.
O pedido emergencial, no entanto, representa apenas uma parcela da necessidade real identificada pelo órgão. A própria presidência reconhece que seria necessário repor até 10 mil servidores no longo prazo, mas o pleito emergencial foi apresentado como a medida mais viável neste momento.
Queda no quadro de servidores pressiona o INSS
Os números explicam a urgência. Em 2018, o INSS contava com 33,8 mil servidores ativos. Atualmente, esse número caiu para 17,8 mil profissionais em atuação, praticamente a metade do efetivo de oito anos atrás. Como resultado, o atendimento nas agências e a capacidade operacional da autarquia passaram a exigir reforço mais rápido.
A presidente também destacou que, embora o trabalho remoto traga ganhos na análise de processos, há estudos em andamento para ampliar a presença de servidores nas unidades físicas, reforçando o atendimento presencial ao cidadão.
Cargos e remunerações previstos
Os cargos mais citados no pedido são os de Técnico e Analista do Seguro Social, com lotação nacional.
- O cargo de Técnico do Seguro Social exige nível médio e tem remuneração inicial de R$6.041,63;
- O cargo de Analista do Seguro Social exige nível superior e oferece remuneração inicial de R$9.371,30.
Caso o aval seja concedido, a tendência é que esses cargos concentrem boa parte da atenção dos candidatos desde já.
Autorização pode sair antes do período eleitoral
A concretização do certame depende de autorização formal do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), órgão responsável por liberar a abertura de concursos no Executivo federal.
Apurações indicam que a decisão sobre o aval pode sair até o dia 3 de julho, antes do início do período eleitoral, o que torna os próximos dias decisivos para o futuro do concurso. Se a autorização for concedida, o INSS poderá avançar para as próximas etapas administrativas, abrindo caminho para a publicação de novidades mais concretas sobre vagas, cargos e cronograma.
INSS segue como destaque entre os concurseiros
A confirmação feita por Ana Cristina Silveira fortalece o cenário de um novo edital e mantém o INSS entre os órgãos federais com maior atenção por parte de quem busca uma vaga no serviço público. Com a possibilidade de um edital em 2027 e remunerações que chegam a R$16.769,79, a seleção já é apontada como uma das mais relevantes do ciclo atual para candidatos de nível médio e superior.
Economia
Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país
Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.
As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.
Alertas obrigatórios
Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:
• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;
• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;
• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.
Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.
O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.
Novas restrições
Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .
Entre as principais vedações estão:
• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;
• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;
• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;
• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;
• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;
• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;
• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.
Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.
Comentaristas proibidos
As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.
A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.
A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.
Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.
Empresas ilegais
O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.
Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.
A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.
Penalidades
O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.
As punições previstas incluem:
• multas de até 20% do faturamento da operadora;
• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;
• cassação da licença em casos de reincidência grave.
Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.
O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.
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