Economia
Hospital faz caminhada por 300 transplantes renais
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O Hospital Delphina Aziz (Manaus/AM), com 362 leitos, administrado desde 2019 pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), promoveu uma caminhada em celebração aos mais de 300 transplantes de rim realizados pelo hospital, reunindo pacientes transplantados, familiares, acompanhantes, equipe multiprofissional e representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).
A ação, realizada na Vila Olímpica de Manaus, na segunda quinzena de junho, contou com participação de profissionais de saúde, representantes da Central Estadual de Transplantes e do Instituto de Apoio e Assistência em Transplantes do Amazonas (Iaatam).
No local, os participantes também tiveram acesso às atividades de alongamento e orientação física pela Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) do Amazonas. A SES-AM disponibilizou ainda ambulância e equipe multiprofissional para prestar assistência aos participantes durante o evento.
“Isso (300 transplantes) é fruto de trabalho e de trazer tecnologia para o nosso estado. Estamos intensificando os trabalhos para que a gente possa avançar no sistema de saúde”, destacou o governador Roberto Cidade, que esteve acompanhado da primeira-dama Thaisa Cidade, presidente de honra do Fundo de Promoção Social (FPS).
A iniciativa teve como objetivo conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos, gesto que pode salvar e transformar a vida de pacientes que aguardam por um transplante.
A ação contou com a participação de pacientes transplantados, profissionais de saúde, representantes da Central Estadual de Transplantes e do Instituto de Apoio e Assistência em Transplantes do Amazonas (Iaatam), em um momento de celebração pelas vidas transformadas por meio da doação de órgãos.
A médica veterinária Victoria Pacheco, 25, foi uma das participantes da caminhada. Ela, que passou por um transplante de rim, destacou a importância do apoio da rede pública estadual de saúde nesse processo.
“Eu sou muito feliz por ter sido transplantada na rede pública. Uma oportunidade incrível porque é realidade aqui no nosso estado, graças ao governo (do Amazonas). E esse momento é de muita felicidade e gratidão ao comemorarmos esse marco de 300 transplantes em menos de três anos. É com uma imensa gratidão no meu coração que eu me sinto muito feliz por isso”, declarou Victoria Pacheco.
O autônomo Alzomir Ferreira, 61, foi um dos primeiros transplantados de fígado, em 2025, na rede estadual. Para ele, essa caminhada representou qualidade de vida. “Eu estou muito bem com esse transplante. Passei cinco anos doente, mas agora eu estou bem e ando por todo lugar. E caminhando, eu sei que eu estou bem, graças a Deus”, enfatizou.
Avanço dos transplantes no Amazonas
O primeiro transplante renal com doador vivo, realizado no Hospital Delphina Aziz, foi feito em 5 de julho de 2023. E o primeiro procedimento com doador falecido foi realizado em 29 de junho de 2024, marcando um avanço na capacidade técnica da unidade e consolidando os investimentos realizados pelo Governo do Amazonas para fortalecer a rede estadual de saúde.
Em novembro de 2025, o hospital retomou os transplantes hepáticos após receber habilitação do Ministério da Saúde para realizar o procedimento de alta complexidade. Com isso, a unidade tornou-se o primeiro hospital da rede pública estadual a realizar transplantes de fígado após uma década sem o serviço no Amazonas.
Desde a retomada dos transplantes na rede pública estadual, o Hospital Delphina Aziz já realizou 311 procedimentos, sendo 284 transplantes renais e 27 hepáticos, consolidando-se como referência regional na área.
Referência em alta complexidade
Referência em transplantes renais e hepáticos no Amazonas, o Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz também realiza procedimentos de média e alta complexidade, como implantes cocleares, cirurgias especializadas e exames diagnósticos avançados. A unidade abriga ainda o maior Parque Diagnóstico da Região Norte.
Inaugurado em 2014, inicialmente com atendimento de urgência e emergência, o hospital passou por uma ampla expansão a partir de 2019. O número de leitos cresceu de 35, em 2018, para os atuais 362, representando um aumento de 908,6% na capacidade instalada e ampliando significativamente o acesso da população amazonense aos serviços de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país
Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.
As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.
Alertas obrigatórios
Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:
• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;
• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;
• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.
Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.
O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.
Novas restrições
Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .
Entre as principais vedações estão:
• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;
• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;
• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;
• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;
• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;
• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;
• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.
Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.
Comentaristas proibidos
As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.
A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.
A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.
Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.
Empresas ilegais
O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.
Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.
A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.
Penalidades
O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.
As punições previstas incluem:
• multas de até 20% do faturamento da operadora;
• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;
• cassação da licença em casos de reincidência grave.
Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.
O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.
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