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Economia

Fim da escala 6×1 pressiona o atendimento em hospitais

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Economia

O fim da escala 6×1 deixou de ser debate e passou a integrar a Constituição. Promulgada em 16 de outubro de 2026, a Emenda Constitucional 141 garante dois dias de descanso semanal remunerado e reduz a jornada máxima sem redução salarial: de 44 para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação, e para 40 horas ao fim da transição, prevista para 2027. O Ministério do Trabalho e Emprego prepara um decreto para detalhar o processo de transição e as situações excepcionais.

Para setores que funcionam sem interrupção, a mudança exige mais do que ajustes pontuais. Hospitais, clínicas médicas, odontológicas e de estética avançada costumam manter recepção, central de agendamento e canais digitais ativos em horários estendidos, aos fins de semana e, em muitos casos, 24 horas por dia, sete dias por semana. A emenda permite que acordos e convenções coletivas estabeleçam regimes excepcionais de compensação para setores como o da saúde, mas a reorganização de escalas, o aumento de quadro e o redesenho de turnos tendem a pressionar custos e a gestão de pessoas.

O que muda na prática para o atendimento

Na escala 6×1, o colaborador trabalha seis dias e folga um, o que permite cobrir a semana com um número menor de pessoas. Com duas folgas obrigatórias e jornada mais curta, a mesma cobertura passa a exigir mais profissionais ou novos desenhos de turno. Em uma central de atendimento de uma clínica que funciona todos os dias, cada posição fixa pode demandar contratações adicionais, além de treinamento, supervisão e controle de jornada.

O atendimento ao paciente é uma das áreas mais sensíveis a essa transição. Ligações não atendidas, mensagens de WhatsApp respondidas com atraso e agendamentos perdidos afetam diretamente a experiência do paciente e o faturamento da instituição.

Terceirização como alternativa

Nesse contexto, a terceirização de profissionais de SDR (Sales Development Representative) e BDR (Business Development Representative) para atendimento telefônico, WhatsApp, e-mail e redes sociais ganha espaço entre gestores da saúde. Em vez de contratar, treinar e escalar equipes próprias para cada canal, a instituição transfere essa operação a um parceiro especializado, que assume recrutamento, gestão de jornada, cobertura de folgas e substituições.

Uma das empresas que atuam nesse modelo é a Contact SDR, com sede em Ribeirão Preto (SP) e dez anos de mercado. A empresa mantém operadores dedicados a agendamento de consultas e exames, confirmação de presença, retorno a pacientes, qualificação de contatos vindos de campanhas e atendimento em canais digitais, com registro em CRM e gravação de ligações e mensagens. Segundo a empresa, hoje são atendidos alguns dos mais renomados hospitais e clínicas do Brasil, entre eles a Clínica Civil, vinculada ao ecossistema do HCFMRP-USP, a Unimed e a Help Doctor.

A operação é comandada por Danilo Diniz, líder e fundador da Contact SDR. Com 19 anos de experiência em vendas e prospecção, Diniz acompanha de perto o impacto das mudanças trabalhistas sobre centrais de atendimento. “O paciente não escolhe horário para precisar de atendimento. Com a nova jornada, a clínica que quiser manter o mesmo nível de resposta vai precisar de mais gente ou de um parceiro que já tenha essa estrutura montada”, afirma.

Para o executivo, o ganho vai além da questão das escalas. “Quando o gestor tira do radar a montagem de turnos, a cobertura de folgas e a troca de operadores, sobra tempo para o que é central no negócio: cuidar do paciente”, diz.

Responsabilidades e gestão

A terceirização não elimina obrigações. Os profissionais mantêm vínculo formal com a empresa prestadora, e a contratante deve acompanhar o cumprimento das obrigações trabalhistas do parceiro, conforme a legislação vigente. Para a instituição de saúde, porém, a administração direta das escalas, do controle de jornada, das substituições e dos encargos passa a ser do fornecedor, o que reduz a complexidade operacional em um período de adaptação às novas regras.

Com a transição da Emenda Constitucional 141 já em andamento, a tendência é que hospitais e clínicas revisem, nos próximos meses, a forma como estruturam seus canais de contato com o paciente. Em síntese, o fim da escala 6×1 coloca o atendimento no centro do planejamento das instituições de saúde, e modelos terceirizados de SDR e BDR passam a figurar entre as alternativas para garantir continuidade, previsibilidade e foco na assistência.

Para mais informações, basta acessar https://contactsdr.com.br/terceirizacao-call-center-atendimento/

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/danilodiniz

Instagram: https://www.instagram.com/danilodiniz.vendas/



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Escrituras de cessão de precatórios crescem em São Paulo

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O número de escrituras de cessão de precatórios em São Paulo passou de 889 em 2024 para 5.224 em 2025, segundo dados do Colégio Notarial do Brasil/Seção São Paulo (CNB/SP), divulgados pela Exame. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registradas outras 4.382 escrituras, indicando a continuidade das formalizações desse tipo de negociação.

Os números, porém, precisam ser analisados com cuidado. Desde 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo passou a exigir uma escritura pública para que a cessão produza efeitos perante seu setor de precatórios. Parte desse crescimento pode estar relacionada à mudança nas exigências de formalização, e não necessariamente a um aumento proporcional no volume de vendas, conforme aponta o CNB/SP.

Os precatórios são requisições de pagamento expedidas pela Justiça quando a União, estados, municípios ou outros órgãos públicos são condenados definitivamente a pagar uma dívida. Como o recebimento depende de regras orçamentárias e de uma ordem de pagamento, alguns titulares preferem vender o crédito a terceiros para ter acesso ao dinheiro antes do pagamento pelo poder público.

Essa negociação, conhecida juridicamente como cessão de crédito, geralmente envolve um deságio, que é a diferença entre o valor total do precatório e a quantia paga ao vendedor. Fundos de investimento e outros compradores avaliam fatores como o prazo estimado de pagamento, a documentação e possíveis pendências judiciais antes de fechar negócio, já que a operação envolve assumir o direito de receber o valor no futuro, junto com os riscos dessa espera.

Para João Carlos Garcia, sócio-fundador e diretor executivo da Preks, empresa especializada na compra de precatórios, a decisão de vender deve levar em conta mais do que a necessidade imediata de dinheiro. “Antes de vender, é preciso olhar além do valor oferecido: quanto tempo falta para receber e o que se abre mão ao antecipar esse dinheiro”, afirma Garcia.

A antecipação do precatório pode ser uma alternativa para quem precisa dos recursos ou ainda enfrenta uma longa espera pelo pagamento. Por outro lado, quando o recebimento está próximo ou o desconto oferecido é alto, aguardar pode ser financeiramente mais vantajoso. Esse tipo de negociação também exige cuidados com a documentação e a formalização da transferência, além da avaliação financeira. A escritura pública não substitui a necessidade de conferir a situação do processo, a identificação do comprador e as condições estabelecidas no contrato.

O aumento das escrituras em São Paulo mostra como as operações de cessão vêm sendo formalizadas, mas não revela os valores negociados nem os descontos aplicados, informações necessárias para compreender não apenas o volume de registros, mas outros fatores, entre eles as condições em que os titulares estão antecipando seus créditos.



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