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Economia

Empresas aceleram transformação digital e recriam estratégia

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Economia

Resultados da Pesquisa Nacional de Maturidade Digital para Incorporadoras e Construtoras, divulgados pelo BIM Fórum Brasil (BFB) entre setembro e outubro de 2025, em todas as regiões do Brasil, mostraram que 70% das empresas ainda operam nos estágios “tradicional” ou “iniciante”, um dado que evidencia a distância entre a intenção de inovar e a capacidade real de execução. Para o estudo, a transformação digital é um dos principais segmentos de competitividade, sendo que o setor ainda enfrenta lacunas estruturais que dificultam a adoção plena de tecnologias.

A prática da metodologia Building Information Modeling (BIM) representa um avanço significativo no setor de construção civil, conectada a ganhos de eficiência, precisão e sustentabilidade partindo da conexão de equipes e fluxos de trabalhos. Embora seu potencial seja transformador, a adoção desta metodologia enfrenta diversos desafios no contexto brasileiro.

Segundo Alexandre Márcio de Souza, diretor da Projelet (empresa especializada em Projetos de Engenharia na área de Instalações), apesar de o BIM estar consolidado no setor, existe a percepção de que ele se limite à modelagem 3D. “Essa percepção existe porque a modelagem 3D é a ‘face’ mais visível do BIM. Muitas pessoas têm o primeiro contato com a metodologia por meio dos modelos tridimensionais, o que acaba criando a impressão de que o BIM é apenas uma evolução do desenho 2D de CAD”, explica.

Para Alexandre, quando se fala em mudança de cultura na construção civil, “as resistências encontradas por empresas e profissionais à adoção do BIM estão relacionadas à mudança de processos e não necessariamente à tecnologia”. Além disso, “existe a percepção de que a implementação demanda investimentos iniciais em treinamento, tecnologia e reorganização operacional, o que pode gerar insegurança, especialmente em empresas que buscam resultados imediatos”.

O principal benefício do BIM, de acordo com o diretor da Projelet, está na capacidade de antecipar problemas, simular cenários e fornecer informações confiáveis para o gerenciamento do projeto e da obra. “Com esses resultados, as empresas ganham produtividade, reduzem custos, minimizam riscos e aumentam a eficiência ao longo de todo o ciclo de vida do empreendimento”.

Alexandre Márcio de Souza enfatiza que o setor está caminhando na direção correta, “mas a consolidação dessa transformação depende da combinação entre investimento em pessoas, evolução dos processos e disseminação de conhecimento em toda a cadeia da construção civil”.

Sobre a Projelet

A Projelet foi criada em 2002 em Belo Horizonte. A empresa é especializada em Projetos de Engenharia na área de Instalações, com foco principal em oferecer soluções integradas aos clientes e parceiros. Com experiência em projetos de sistemas prediais, a empresa se destaca pelo fornecimento de soluções que englobam as cinco áreas dos projetos de instalações complementares, sendo elas: Instalações Elétricas, Instalações Hidrossanitárias, Instalações de Gás, Instalações de Prevenção e Combate a Incêndio e Climatização/Exaustão.

Além dos projetos de instalações, a Projelet fornece soluções em treinamentos, workshops, assessorias técnicas e consultorias para os mais diversos segmentos em que atua. Atualmente conta com uma equipe de aproximadamente 100 pessoas e tem como missão: “ajudar a construir melhor, por meio de soluções em projetos de instalações”.



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Investimentos em saneamento atingem R$ 33,3 bilhões em 2025

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Os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil alcançaram R$ 33,3 bilhões em 2025, crescimento real de 11% em relação ao ano anterior. Seis anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, os indicadores mostram que o setor ganhou tração, mas ainda precisará superar a marca de R$ 50 bilhões anuais para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. Os dados são do Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento, publicação desenvolvida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) em parceria com a Ex-Ante Consultoria Econômica.

Na avaliação da ASFAMAS, os números confirmam que o Novo Marco Legal do Saneamento cumpriu papel decisivo ao criar um ambiente mais favorável aos investimentos e impulsionar a expansão da infraestrutura. Os avanços registrados desde a aprovação da legislação demonstram que o caminho adotado vem produzindo resultados concretos. Agora, o desafio é manter esse ciclo de crescimento em ritmo compatível com a universalização dos serviços.

“Os números mostram que o Novo Marco Legal do Saneamento produziu resultados concretos. Os investimentos cresceram, novos projetos foram estruturados e o setor ganhou capacidade de expansão. Esse avanço precisa ser preservado e ampliado para que o Brasil consiga universalizar os serviços dentro do prazo estabelecido”, afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASFAMAS.

O levantamento também mostra que esse movimento tem impacto direto sobre a indústria nacional. Em 2025, o setor de materiais para saneamento movimentou R$ 27,6 bilhões em faturamento e manteve cerca de 59,1 mil empregos, reforçando seu papel estratégico para a expansão da infraestrutura brasileira. Ao mesmo tempo, o crescimento nominal de 0,8% no faturamento, abaixo da inflação, indica que a demanda ainda pode evoluir à medida que os investimentos avancem em maior escala.

Para a ASFAMAS, investir em saneamento significa também fortalecer a indústria nacional, ampliar a geração de empregos, estimular a inovação e movimentar uma cadeia produtiva responsável pelo fornecimento de tubos, conexões, válvulas, reservatórios, louças sanitárias e outros componentes essenciais para as obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Com menos de oito anos até o prazo estabelecido para a universalização, a entidade entende que o foco da agenda do saneamento deve estar na execução dos investimentos. Preservar a segurança jurídica, ampliar a capacidade de financiamento, reduzir entraves que retardam a implantação dos empreendimentos e garantir previsibilidade aos investimentos de longo prazo são fatores considerados essenciais para que o país acelere a expansão da infraestrutura.

“O momento não é de revisar as regras que permitiram essa evolução, mas de garantir que elas continuem produzindo resultados. O país precisa acelerar a execução dos investimentos, ampliar a capacidade de financiamento e criar condições para que os projetos avancem com mais agilidade. É isso que permitirá transformar investimentos em obras e obras em saneamento para milhões de brasileiros”, conclui Edson.



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