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Economia

DTA e transporte multimodal aumentam eficiência na logística

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Economia

Com o Brasil batendo recorde de importação e exportação, empresas e operadores logísticos buscam transportar as cargas de maneira mais econômica e ágil. Uma etapa importante nesse processo é a Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA), documento utilizado para permitir o transporte de mercadorias sob controle da alfândega, a partir de portos ou aeroportos até o ponto de conclusão de trânsito, como, por exemplo, um Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (CLIA).

“A DTA permite que a carga importada seja transferida entre diferentes recintos alfandegados com suspensão tributária, o que traz mais flexibilidade para o planejamento logístico e operacional das empresas”, afirma Rosa Amador, diretora comercial da Samsung SDS, braço de logística e tecnologia da informação (TI) do Grupo Samsung.

Em um cenário no qual os fluxos globais estão mais sensíveis a interrupções e custos adicionais, a DTA ajuda a reduzir gargalos portuários e ampliar a eficiência. Rosa Amador destaca a importância da logística multimodal, quando há mais de um meio de transporte envolvido, mesclando modais rodoviário, ferroviário e aéreo.

“Ao combinar diferentes modais de transporte de forma estratégica, as empresas conseguem criar rotas mais flexíveis e resilientes, reduzindo a dependência de um único modal ou ponto de operação. Isso permite respostas mais rápidas diante de atrasos portuários, restrições operacionais ou oscilações de capacidade”, pontua a executiva.

Essa abordagem também é comumente utilizada em meio a eventos climáticos extremos. Um exemplo foi a forte seca na região Norte em 2023, quando a Samsung SDS utilizou rotas rodoviárias alternativas, balsas e cabotagem.

“A combinação entre DTA e multimodalidade permite às empresas direcionar mercadorias para recintos alfandegados mais estratégicos, próximos aos centros de distribuição ou plantas produtivas, reduzindo tempo de armazenagem e custos logísticos”, explica a diretora comercial da Samsung SDS.

Outro ponto importante é a maior flexibilidade operacional, permitindo adequar o modal de transporte conforme prazo, custo ou necessidade da carga. “A Samsung SDS possui licença de DTA para operar em todos os portos e aeroportos do Brasil, por isso atua justamente na construção dessas soluções integradas, estruturando operações multimodais alinhadas às necessidades de cada cliente, com gestão centralizada, visibilidade ponta a ponta e inteligência operacional para otimizar o fluxo das importações”, acrescenta.

Apesar dos avanços, Rosa Amador avalia que ainda existem desafios importantes relacionados à infraestrutura, integração operacional e burocracia regulatória. Isso ocorre porque a operação multimodal exige alto nível de coordenação entre diferentes agentes logísticos, terminais alfandegados e modais de transporte, o que demanda processos muito bem estruturados e monitoramento constante.

“Como operador multimodal e empresa certificada como Operador Econômico Autorizado (OEA), a Samsung SDS investe em plataformas digitais, monitoramento em tempo real e inteligência de dados para ampliar a previsibilidade das operações, otimizar fluxos logísticos e proporcionar maior controle sobre o transporte internacional e doméstico das cargas”, detalha Rosa Amador.

Para saber mais, basta acessar o site da Samsung SDS: https://www.samsungsds.com/la/index.html



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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

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Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.



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