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Concurso PC RJ 2026 tem FGV definida como banca; 329 vagas

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Os preparativos para o novo concurso da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PC RJ) avançaram. A Fundação Getulio Vargas (FGV) foi escolhida como banca organizadora da seleção prevista para 2026, conforme estabelece o Termo de Referência publicado pelo órgão. Além de oficializar a contratação da instituição, o documento traz informações sobre os cargos ofertados e as etapas que deverão compor o certame.

A Escolha da FGV

A contratação de uma banca organizadora é uma das etapas mais aguardadas no ciclo de vida de qualquer concurso público, pois sinaliza que a publicação do edital se encontra em estágio avançado. No caso da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a escolha da FGV, instituição de reconhecida tradição na elaboração de concursos de alto nível em todo o Brasil, representa um marco decisivo para os candidatos que aguardam essa oportunidade na área de segurança pública fluminense.

A FGV terá o prazo sugerido de até 12 meses para concluir a primeira fase do processo seletivo, compreendendo desde a abertura das inscrições até a divulgação dos resultados finais das etapas iniciais. O cronograma completo, com as datas de inscrição e das provas, será divulgado junto com o edital de abertura.

Vagas e cargos oferecidos

O concurso da Polícia Civil RJ 2026 contempla 329 vagas imediatas, todas de nível superior, voltadas ao atendimento de demandas urgentes no quadro funcional da Secretaria de Polícia Civil do Estado. A distribuição ocorre da seguinte forma:

  • Perito Legista de 3ª Classe: 251 vagas
  • Perito Criminal de 3ª Classe: 76 vagas
  • Piloto Policial (Classe Singular): 2 vagas

Além das vagas imediatas, o órgão prevê a formação de cadastro de reserva, com possibilidade de novas convocações durante o prazo de validade da seleção, conforme as necessidades do Estado.

A remuneração inicial pode chegar a R$13.981,45, tornando o certame um dos mais competitivos da área policial no país.

Taxa de inscrição e estrutura do concurso

O Termo de Referência fixou o valor da taxa de inscrição em R$220,00 para todas as carreiras contempladas no certame.

A primeira fase do concurso público será composta por quatro etapas, todas de caráter eliminatório e classificatório:

  • Prova de Conhecimentos
  • Teste de Aptidão Física (TAF)
  • Exame Psicotécnico
  • Exames Médicos

Prova de Conhecimentos

A avaliação intelectual será composta por 100 questões objetivas de múltipla escolha. Para os cargos de Perito, a prova contemplará 30 questões de Língua Portuguesa e 70 questões de Conhecimentos Específicos.

Teste de Aptidão Física (TAF)

A aptidão física é requisito essencial para o ingresso na carreira policial. O TAF do concurso PC RJ 2026 terá exigências diferenciadas conforme o cargo:

Para Peritos (Legista e Criminal):

– Flexão de cúbitos (braços)

– Flexão abdominal (remador)

– Corrida de resistência

– Corrida de velocidade

 

Para Piloto Policial:

– Corrida de resistência

– Barra fixa

– Natação de 500 metros no mar

– Natação de 100 metros em piscina

– Flutuação no mar

– Flexão abdominal (remador)

– Flexão de cúbitos (braços)

Participarão do TAF os candidatos aprovados na prova de conhecimentos, respeitado o seguinte limite por cargo: 1.000 candidatos para Perito Legista, 300 para Perito Criminal e 50 para Piloto Policial.

Segunda Fase: Curso de Formação

Após a homologação da primeira fase, os aprovados seguirão para o Curso de Formação Profissional, realizado na Academia de Polícia (ACADEPOL). Essa etapa integra a formação técnica e comportamental dos futuros servidores da corporação.

Perspectivas

Com a banca organizadora já contratada e o Termo de Referência publicado, especialistas em concursos públicos avaliam que a liberação do edital deve ocorrer nos próximos meses. O momento é considerado estratégico para os candidatos intensificarem a preparação, especialmente em Língua Portuguesa e nas disciplinas de Conhecimentos Específicos de cada cargo.

O concurso da Polícia Civil RJ 2026 representa uma das maiores oportunidades do ano na área de segurança pública do Sudeste brasileiro, reunindo salários competitivos, vagas em cargos de prestígio e ampla demanda reprimida acumulada desde o último certame realizado em 2021.



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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

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Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.



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