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Ambiente de trabalho está ligado a 840 mil mortes anuais

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Mais de 840 mil pessoas morrem anualmente em decorrência de problemas de saúde associados a fatores psicossociais no ambiente profissional, como jornadas extensas, insegurança no emprego e assédio. O dado consta no relatório “The psychosocial working environment” — O ambiente psicossocial de trabalho, em português — da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na página 9. O documento aponta que esses fatores estão relacionados principalmente a doenças cardiovasculares e transtornos mentais, incluindo casos de suicídio.

Na mesma página, o levantamento revela que essas condições contribuem para a perda de quase 45 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade todos os anos.

Diante desse cenário, o ambiente psicossocial de trabalho passou a ocupar um espaço mais relevante na agenda ESG — sigla para Ambiental, Social e Governança, em português, ao ampliar a visão das organizações sobre sustentabilidade, integrando aspectos humanos às estratégias corporativas. Dentro do pilar Social, a maneira como as atividades são estruturadas, as relações profissionais são estabelecidas e a cultura interna é desenvolvida se tornou um elemento essencial para a saúde, o bem-estar e o desempenho das equipes.

Com base na publicação “Quality Magazine”, Daniel Maximilian Da Costa, fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), destaca que organizações que promovem ambientes psicologicamente seguros, relações baseadas no respeito e práticas de gestão responsáveis fortalecem sua cultura interna e avançam na construção de modelos de negócios mais sustentáveis, envolvendo inclusive a qualidade.

“Quando uma empresa incorpora a qualidade à agenda ESG, ela cria condições para transformar princípios em ações concretas, fortalecendo a gestão e, principalmente, valorizando as pessoas, o que também gera resultados mais consistentes para todos os seus públicos”, finaliza.



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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

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Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.



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