Economia
Duplo diploma no ensino médio ganha mais espaço no Brasil
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O ensino médio brasileiro registra a menor quantidade de matrículas em uma década, e a rede privada segue em alta. Segundo o Censo Escolar 2025, divulgado em fevereiro de 2026 pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a etapa soma 7,3 milhões de matrículas, queda de 5,3% em relação a 2024, enquanto a rede privada cresceu 0,6% no mesmo período.
O movimento ocorre junto à expansão do ensino bilíngue. De acordo com a Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (Abebi), o país tem mais de 1,2 mil escolas com oferta bilíngue, número que reflete aumento de 10% em cinco anos.
A proficiência em inglês também compõe esse contexto. No índice EF EPI 2025, da EF Education First, o Brasil ocupa a 75ª posição entre 123 países avaliados, com proficiência classificada como baixa, e a 16ª entre 20 países da América Latina.
Nesse cenário, escolas privadas de diferentes regiões oferecem programas de duplo diploma, nos quais o estudante cursa o currículo brasileiro e, em paralelo, disciplinas de um sistema educacional estrangeiro, em geral dos Estados Unidos ou do Canadá. Ao final do ensino médio, recebe dois diplomas, e o estrangeiro não substitui o brasileiro. Os modelos variam entre as instituições.
Sobre esse cenário, Rodrigo Biazon, diretor-executivo da Rosedale Brasil, organização de educação internacional que oferece o diploma de ensino médio de Ontário, no Canadá (OSSD), em parceria com escolas brasileiras, avalia que a integração ao currículo é um fator central nesses programas. “A dupla diplomação funciona quando o currículo estrangeiro se integra à rotina da escola, sem sobrecarregar o aluno nem competir com o ensino brasileiro”, afirma.
Biazon também comenta a escolha das famílias. “Antes de escolher um programa, as famílias precisam verificar quem emite o diploma, como ele é reconhecido e quais disciplinas o compõem”.
Com 7,3 milhões de matrículas no ensino médio, queda de 5,3% em um ano e crescimento da oferta bilíngue, o duplo diploma passa a integrar o conjunto de formatos disponíveis nas escolas privadas e até um diferencial competitivo. Diploma emitido, reconhecimento e disciplinas cursadas são os pontos que definem o formato de cada programa e a relação dele com o ensino brasileiro.
Mais informações disponíveis em: https://www.rosedaleeducation.com.br/lp-ebookcampanha2027
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BIC Art Master anuncia vencedores da 1ª edição no Brasil
A BIC, marca globalmente reconhecida por seus produtos de papelaria, lâminas e isqueiros, anunciou os vencedores da primeira edição do BIC Art Master Brasil, concurso cultural que convidou artistas de todo o país a transformarem a clássica caneta esferográfica BIC em ferramenta de expressão artística. A premiação aconteceu durante a 89ª edição do Art Battle São Paulo, reunindo arte, criatividade e diferentes perspectivas sobre a cultura brasileira.
Com o tema “Mistura do Brasil”, a iniciativa recebeu mais de 5 mil inscrições de artistas a retratar a riqueza cultural, a diversidade e as diferentes influências que compõem a identidade do país. Entre os trabalhos inscritos, as Top 10 artes foram selecionadas e ficaram expostas durante o evento, permitindo que o público conhecesse de perto as diferentes interpretações criadas exclusivamente com canetas esferográficas BIC.
Realizado em parceria com o Art Battle, o encerramento do concurso integrou a programação do evento, conhecido por suas batalhas de pintura ao vivo. Entre as disputas, a BIC anunciou os três vencedores do Art Master Brasil e celebrou o trabalho dos artistas que aceitaram o desafio de explorar as possibilidades criativas de um dos produtos mais icônicos da marca.
O primeiro lugar ficou com Ricardo Oliveira Fortes, autor da obra “Os Muitos Brasis”. Criado a partir do tema proposto pelo concurso, o trabalho levou Ricardo ao topo do pódio em uma participação que, segundo o artista, foi marcada pelo desafio até os últimos momentos. “Foi uma correria para conseguir entregar a tempo; entreguei no último dia, mas que bom que deu certo. Estou muito feliz em participar desse evento e ver a arte ser valorizada dessa forma. Não estava esperando ganhar; foi ótimo participar do concurso e do desafio. A BIC tem um posicionamento de valorizar a arte, que acho muito importante, e é muito legal fazer parte disso”, afirma.
Na segunda colocação, Aryson Silva apresentou “O Ócio de Janu”. Pernambucano, o artista levou para o concurso elementos de sua história e herança cultural e encontrou no Art Master sua primeira experiência em uma competição artística. “Foi incrível. Esse foi o primeiro concurso de que participei e é algo que me fortalece enquanto artista pernambucano. Sou muito feliz em compartilhar a minha arte, a minha história e a minha herança cultural nesse momento. É uma iniciativa que valoriza a arte e o artista, e isso é muito importante”, conta. Para Aryson, a experiência também abriu novas possibilidades em sua trajetória: “A caneta que escreve o cotidiano também pode desenhar mundos”.
Completando o pódio, João Pedro Martins Furtado conquistou o terceiro lugar com a obra “É Tudo Nosso”. Artista desde a infância, João também participou pela primeira vez de uma competição de desenho e destacou o reconhecimento e a visibilidade proporcionados pela iniciativa. “Eu desenho desde criança e é muito gratificante hoje poder ser visto e reconhecido pela marca. A visibilidade que esse concurso me deu foi muito grande. Já tem muitas pessoas vindo falar comigo aqui no evento, e isso é muito legal. Acho que mais marcas deveriam ter iniciativas como essa, como uma forma de valorizar os artistas que trabalham com a BIC”, enfatiza.
Inspirado em uma plataforma criada originalmente na África, o BIC Art Master chegou ao Brasil para ampliar o olhar sobre um produto presente há décadas no cotidiano de milhões de pessoas. Ao reunir mais de 5 mil inscrições em sua primeira edição nacional e dar espaço a diferentes histórias, técnicas e referências culturais, a iniciativa reforça a conexão da BIC com a criatividade e a expressão artística, mostrando que uma ferramenta tão simples e familiar quanto uma caneta esferográfica também pode abrir espaço para novas ideias, novos talentos e diferentes formas de retratar o Brasil.
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