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Excesso de foco na liderança preocupa empresas

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Enquanto empresas ampliam benefícios, investem em escritórios modernos, flexibilizam jornadas e reforçam discursos sobre bem-estar, indicadores de saúde mental e desengajamento continuam crescendo no ambiente corporativo.

Para o especialista em cultura organizacional e CEO da DHEO Consultoria, Adeildo Nascimento, o cenário revela um paradoxo contemporâneo. “Organizações cada vez mais confortáveis convivendo com profissionais cada vez mais vazios de significado”. Segundo ele, a discussão ganha força em meio às novas exigências relacionadas à saúde psicológica no trabalho, às atualizações da NR-1 e aos debates sobre ambientes tóxicos. “A gente nunca investiu tanto na melhoria desses processos e nunca adoeceu tanto”, afirma.

Parte importante do problema está no que ele chama de “cuidado cosmético”, práticas superficiais que tentam substituir relações maduras e significativas por estruturas de conforto. “Uma parcela considerável de CEOs e empresários acredita que, se derem mimos e cuidados para os colaboradores, vai resolver a falta de engajamento; mas isso pode até infantilizar o colaborador”. Os principais fatores de desmotivação identificados em pesquisas recentes não estão ligados à ausência de benefícios, mas à falta de dignidade, respeito e consideração moral. “Isso nada tem a ver com componentes cosméticos de cuidado. Tem a ver com significado, com sentido naquilo que as pessoas fazem todos os dias”, pontua.

Para Nascimento, muitas empresas eliminaram até mesmo os desafios saudáveis do trabalho em busca de ambientes excessivamente suaves. “Tiraram a fricção boa do trabalho, o desafio, a autoria, e criaram espaços infantis, onde os colaboradores viram apenas replicadores de ordem, ainda que com bons salários e benefícios”, afirma. Uma frase resume o cenário, destaca. “O conforto cresceu, mas a maturidade diminuiu”. Em sua avaliação, o excesso de proteção pode comprometer o senso de pertencimento e responsabilidade. “As pessoas querem autoria. Querem sentir que não são apenas passageiras, mas que estão criando algo junto com a empresa”.

Maturidade organizacional

Entre os pontos considerados essenciais para construir ambientes mais maduros, se destacam a transparência na gestão, a responsabilização adulta dos colaboradores, o reconhecimento legítimo e a percepção de progresso. “Sabe como você coloca responsabilidade adulta nos seus colaboradores? Fazendo com que eles entendam efetivamente quanto a empresa fatura, qual a diferença entre faturamento e lucro líquido e o impacto do trabalho deles no resultado do negócio”, acentua.

Ele também chama atenção para empresas que centralizam reconhecimento e protagonismo exclusivamente nas lideranças. “Se só quem leva o crédito na organização é você, então não está criando um ambiente maduro”. E comenta a necessidade de conectar tarefas individuais a propósitos concretos. “As pessoas não podem entender que são apenas apertadoras de parafuso. Elas precisam participar da história”.

A prosperidade no ambiente corporativo vai além da remuneração. Segundo Nascimento, não é só trocar de carro ou ganhar mais dinheiro. É sentir que está crescendo como pessoa, profissional e cidadão. “Organizações maduras conseguem desenvolver profissionais completos, promovendo crescimento humano além do financeiro. Uma empresa madura faz as pessoas prosperarem e florescerem”, acrescenta. O aumento do desengajamento não pode ser explicado apenas por uma suposta falta de comprometimento das novas gerações. “Existe um mito de que as pessoas não querem nada com nada. Mas quando a empresa se torna soft demais e cheia de penduricalhos cosméticos, ela também deixa de gerar significado”.

Empresas que desejam fortalecer cultura e engajamento precisam equilibrar conforto e exigência, cuidado e responsabilidade, pondera Nascimento. “Às vezes, não é tão bom tirar toda a fricção e todo o desafio. Em muitos casos, é preciso estabelecer metas agressivas, estimular crescimento e, ao mesmo tempo, amadurecer a cultura organizacional”. Para ele, o caminho está na construção de empresas que combinem ambientes saudáveis com senso de propósito. “É assim que se constrói uma empresa confortável, com pessoas cheias de significado”, conclui.



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Cafés certificados fortalecem a confiança no varejo

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A fidelidade do consumidor é um dos principais patrimônios do varejo supermercadista e, no segmento café, não é exceção. Portanto, a atenção e compromisso com o cliente passa pela seleção criteriosa de fornecedores, o cumprimento da legislação e pela oferta de produtos que atendam aos padrões de qualidade exigidos pelos órgãos reguladores, entidades do setor e, claro, pelo consumidor, o que engloba os cafés com certificação ABIC.

Varejo como agente de qualidade e rastreabilidade

A Portaria nº 570/22, do Ministério da Agricultura, construída em parceria com entidades do setor, dentre elas a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), estabelece o padrão de classificação para o café torrado comercializado no Brasil e é considerado um marco regulatório do setor, reforçando a responsabilidade do varejista. A norma estabelece critérios mais rigorosos para identidade, qualidade e rotulagem do café torrado, fortalecendo a transparência e a confiança no mercado.

O varejo é um elo fundamental na implementação desses padrões, por meio da escolha de fornecedores confiáveis e da oferta de produtos que apresentem garantias de qualidade, como as Certificações da ABIC. A conduta beneficia toda a cadeia produtiva, desde a indústria até o consumidor final, ao estimular boas práticas e ampliar a segurança dos alimentos disponíveis nas prateleiras.

A prática vem ganhando maturidade e está se consolidando entre as Associações da categoria e os varejistas idôneos, que mantêm parcerias sólidas com fornecedores e atuam de forma colaborativa com órgãos de fiscalização, defesa do consumidor e de regulamentação.

Certificação como diferencial competitivo para o varejo

A Gôndola Certificada, desenvolvida pela ABIC, contribui para ampliar a segurança e a transparência ao longo da cadeia de abastecimento. “O Programa nasceu da necessidade crescente de monitoramento da cadeia de abastecimento, buscando informações de identificação da origem, qualidade, rastreabilidade e conformidade do produto com as normas vigentes”, comenta Celírio Inácio, Diretor-executivo da ABIC.

Os selos da ABIC garantem que o café passou por um processo de análises microscópicas e sensoriais, oferecendo, então, a garantia de conformidade com padrões estabelecidos por normas ou regulamentos técnicos. “Oferecer ao consumidor final um café com Selo da ABIC, ou seja, certificado, independentemente da categoria, é, sobretudo, um instrumento de proteção à sociedade e para o próprio varejista”, analisa Inácio.

Consumidor impulsiona a valorização da qualidade

O avanço do mercado de cafés especiais, gourmet e com certificação de origem demonstra que os próprios clientes vêm exercendo um papel importante na transformação do setor. Cada vez mais atentos à procedência e à qualidade dos produtos, eles impulsionam a busca por maior rastreabilidade e por informações claras sobre aquilo que consomem, o que aumenta a relevância das certificações no momento da compra.

Essa realidade fortalece a atuação conjunta entre supermercados, indústria, entidades representativas e órgãos de fiscalização, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de práticas que valorizam a conformidade e a excelência dos itens.

“Quando todos trabalham em prol da qualidade e da conformidade dos produtos, o consumidor ganha mais confiança na hora de realizar suas compras. Além disso, essa cooperação contribui para um ambiente de concorrência mais leal, valorizando as empresas e marcas que investem em qualidade, rastreabilidade e boas práticas”, afirma Antônio Claret Nametala, Presidente Executivo da Associação Mineira de Supermercados.

Claret ainda pondera que, para o setor supermercadista, preservar a confiança do consumidor exige atenção permanente. Segundo ele, com milhares de itens disponíveis e um fluxo constante de novos fornecedores, a recomendação é manter relações comerciais com parceiros comprometidos com a qualidade e a conformidade.

“No caso do café, um dos alimentos mais presentes no dia a dia dos brasileiros, essa responsabilidade se torna ainda mais relevante. Afinal, garantir a oferta de produtos seguros e de qualidade é uma forma de proteger não apenas o consumidor, mas, também, a credibilidade de toda a cadeia produtiva”, recomenda.



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