Política
Faissal parte para o enfrentamento contra cobrança retroativa da Energisa em condomínios
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O deputado estadual Faissal Calil (PL) decidiu partir para o enfrentamento contra uma possível cobrança retroativa da Energisa aos moradores de condomínios fechados de Cuiabá. Durante pronunciamento nesta quarta-feira (7), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o parlamentar anunciou que vai estudar a adoção de medidas judiciais para impedir que a cobrança seja transferida aos moradores.
Faissal afirmou que poderá ingressar com uma ação coletiva na Justiça caso a concessionária avance com a cobrança. Para o deputado, os moradores não podem ser surpreendidos com uma conta retroativa decorrente de uma mudança na forma de custeio da iluminação das áreas privadas.
“Se for necessário, vamos para a Justiça. Não podemos permitir que o morador seja penalizado e tenha que arcar com uma cobrança retroativa. Vamos tomar todas as medidas necessárias para defender essas famílias”, afirmou Faissal.
O parlamentar também pretende ampliar a articulação política sobre o tema. Ele deverá conversar com a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), sobre a possibilidade de criação de uma legislação que estabeleça critérios para a cobrança e permita um valor inferior ao praticado na cobrança convencional.
A reação de Faissal ocorre após a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Limpurb, determinar a retirada dos pontos de iluminação localizados em áreas privadas da base de faturamento custeada pelo município. O entendimento do Executivo é de que recursos públicos não devem ser utilizados para bancar despesas de propriedades particulares.
Diante da mudança, Faissal defende que os moradores não sejam colocados no centro da discussão e acabem arcando com valores elevados ou cobranças acumuladas. O deputado afirma que pretende atuar tanto no campo jurídico quanto no político para buscar uma solução que reduza o impacto financeiro sobre os consumidores.
Com a possibilidade de judicialização e a articulação de uma proposta na Câmara de Cuiabá, Faissal sinaliza que pretende acompanhar o caso de perto e utilizar os instrumentos disponíveis para contestar uma eventual cobrança retroativa da concessionária.
Política
Carlos Avallone celebra reeleição com 31 mil votos e destaca renovação na Assembleia Legislativa de MT
O deputado estadual reeleito Carlos Avallone (PSDB) concedeu entrevista coletiva nesta semana para agradecer os votos recebidos no pleito e analisar o cenário político pós-eleições em Mato Grosso. Durante a conversa com os jornalistas no Salão Negro, o parlamentar celebrou o crescimento na votação e comentou sobre a dinâmica da disputa pelas vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Avallone iniciou destacando a votação expressiva que o conduziu a mais um mandato. “Primeiro eu queria agradecer à população de Mato Grosso pelos 31.035 votos que eu recebi. Tive um aumento de 5 mil votos em relação à eleição passada, e isso me deixa muito feliz. O compromisso com Mato Grosso e com a população aumenta, e eu estou muito contente com isso. Podem contar comigo com a mesma vontade e empenho para o trabalho”, declarou.
O parlamentar também fez um balanço do desempenho de seu partido, o PSDB, ressaltando o crescimento na representatividade e a conquista de duas cadeiras no Parlamento estadual — elegendo ele próprio e Chico Guarnieri.
“O PSDB teve 100% de aumento. Na eleição passada, elegeu só o deputado Carlos Avallone como deputado, e agora elegemos dois deputados: eu e o Chico Guarnieri”, pontuou.
Análise do cenário e das pesquisas eleitorais
Durante a coletiva, Avallone também compartilhou suas expectativas em relação à disputa pelas vagas e o impacto das pesquisas de intenção de voto ao longo da campanha. O deputado admitiu que nutria a expectativa de conquistar uma vaga a mais para a legenda, mas destacou o acirramento na reta final da disputa proporcional.
“Eu sonhava muito em ter a terceira vaga, mas ficamos longe disso. Houve no final um movimento mais ou menos como aconteceu na eleição de prefeito em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Primavera. Um movimento de direita muito forte que fez uma movimentação em todas as votações, fazendo com que pesquisas errassem bastante em alguns nomes”, analisou.
O deputado citou o desafio que é mensurar com precisão o eleitorado nas chapas proporcionais estaduais. Segundo ele, as estimativas projetavam uma margem maior para a sua candidatura, que acabou se consolidando em pouco mais de 31 mil votos, enquanto outros companheiros de chapa sentiram reflexos ainda mais acentuados em relação aos prognósticos prévios das pesquisas.
“A pesquisa que eu acompanhava de estadual, que eu sempre acho muito difícil de ser feita — e eu entendo isso —, só a minha é que deu certo. Imaginava que eu ia ter de 30 a 33 mil votos e acabei ficando com 31 mil. Mas todos os outros companheiros nossos da chapa, todos ficaram com menos da metade ou até menos do que isso dos votos que estavam nas pesquisas. Então, nós temos que estudar bem essa eleição, o que a urna está falando e o que o povo está dizendo”, concluiu.
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