Polícia
Polícia Militar prende suspeito de estelionato e apreende R$ 11,3 mil em Várzea Grande
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O 4º Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso prendeu um homem faccionado, de 26 anos, por crime de estelionato, nessa terça-feira (7.7), em Várzea Grande. Com o suspeito foi apreendido o valor de R$ 11,3 mil em dinheiro e diversos cartões bancários utilizados no crime.
A equipe policial recebeu denúncias, via Ciosp, sobre um homem que estava fazendo diversos saques em um caixa eletrônico de um supermercado, no bairro Jardim dos Estados.
Os policiais do Grupo de Apoio (GAP) do 4º BPM foram ao endereço e flagraram a ação do suspeito, realizando a abordagem dele em seguida. Na revista pessoal, foi encontrada a quantia de R$ 5 mil e diversos cartões bancários no bolso do homem.
Para os militares, ele revelou que estava realizando os saques a mando de uma facção criminosa e que receberia um valor após entregar o dinheiro aos faccionados. Em seguida, a PM foi até o veículo do homem e encontrou o restante do dinheiro debaixo do tapete do automóvel, totalizando R$ 11.350,00.
O suspeito recebeu voz de prisão da PM. Durante sua condução até a delegacia, o faccionado tentou subornar os policiais militares oferecendo uma chácara e R$ 10 mil para cada um dos integrantes da equipe policial.
O homem foi levado para a Central de Flagrantes de Várzea Grande e entregue à Polícia Judiciária Civil para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Polícia
Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia
Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.
A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.
O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.
A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.
O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.
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