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Polícia Militar prende suspeito de atear fogo em residência de mulher em Cáceres

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Polícia

Policiais militares do 6º Batalhão localizaram e prenderam, neste domingo (5.7), um homem de 25 anos, suspeito de atear fogo em uma residência, em Cáceres. A casa ficou completamente incendiada. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada e conteve as chamas.

Os policiais militares receberam informações de que uma casa localizada no Distrito do Caramujo estava em chamas e que moradores da região tentavam conter o incêndio.

Os policiais constataram que o fogo já havia se espalhado por toda a residência. Uma testemunha relatou que alugava a casa para uma mulher, de 29 anos, que reside no local.

Em seguida, as equipes foram informadas de que a mulher teria sido vista por volta das 2h da madrugada em uma festa realizada na comunidade Margarida Alves. No entanto, a moradora não havia sido localizada.

As equipes foram informadas de que o possível suspeito estava na região. Diante das características informadas sobre o suspeito, os policiais intensificaram o patrulhamento tático e o localizaram em uma bicicleta, no sentido Pé de Anta–Caramujo.

Ao perceber a aproximação da viatura policial, o suspeito tentou fugir para uma área de mata às margens da BR-174, sendo abordado em seguida. À PM, ele não revelou a motivação do crime. O homem foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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