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Economia

Microdados do ENEM vão muito além dos rankings

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Economia

A divulgação dos microdados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), realizada anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), oferece às escolas um amplo conjunto de informações sobre o desempenho dos estudantes em diferentes áreas do conhecimento. Embora os dados sejam frequentemente utilizados para a elaboração de rankings das melhores instituições de ensino do país, especialistas destacam que seu principal valor está na possibilidade de analisar resultados de forma aprofundada e identificar oportunidades de melhoria.

Para Gustavo Fagundes, gerente da Plataforma AZ de Aprendizagem, o maior valor dos microdados está justamente na capacidade de transformar informações em estratégias pedagógicas voltadas à evolução da aprendizagem. “O ranking mostra onde a escola chegou. Os microdados mostram para onde ela pode evoluir. Quando analisados de forma estratégica, eles ajudam gestores e equipes pedagógicas a compreender seus resultados, identificar oportunidades e construir planos de ação mais assertivos”, afirma.

Essa visão tem ganhado espaço entre escolas que utilizam os resultados do ENEM como ferramenta de gestão pedagógica. Em vez de encerrar um ciclo, a divulgação dos microdados passa a representar o início de um novo processo de planejamento.

Na Plataforma AZ, por exemplo, a publicação dos resultados marca o início de uma nova etapa de acompanhamento individualizado com cada escola parceira. A equipe de Customer Success realiza reuniões para analisar indicadores, interpretar os dados e construir planos de ação personalizados com base na metodologia PDCA (Planejar, Executar, Verificar e Agir).

Segundo Fagundes, esse acompanhamento contínuo explica por que os resultados precisam ser analisados em perspectiva e não apenas como um retrato isolado de uma edição do exame. “O desempenho no ENEM é consequência de um trabalho desenvolvido durante toda a trajetória escolar. Por isso, nosso foco não está apenas na nota final, mas na evolução contínua da aprendizagem e na utilização dos dados para apoiar decisões pedagógicas”, comenta.

Dados que contam uma história

Os microdados do ENEM 2025 reforçam essa importância. Além de revelar o desempenho das instituições, eles permitem acompanhar a evolução das escolas ao longo dos anos e comparar indicadores entre diferentes contextos educacionais.

No AZ, por exemplo, escolas parceiras conquistaram o 1º lugar em dezenas de municípios brasileiros, distribuídos por diferentes estados, além de lideranças estaduais em Santa Catarina e Maranhão. Os resultados também evidenciam uma evolução consistente do desempenho das escolas ao longo dos últimos anos, acima da média nacional das escolas privadas.

“Exemplos como esses mostram que resultados expressivos não são consequência de ações pontuais, mas de um processo contínuo de acompanhamento da aprendizagem, desenvolvimento de competências e tomada de decisão baseada em evidências”, explica o gerente do AZ.

Dados como ferramenta de gestão

O movimento também acompanha uma tendência do próprio mercado educacional. Cada vez mais, sistemas de ensino e redes de escolas deixam de utilizar os microdados apenas como instrumento de divulgação institucional e passam a incorporá-los como ferramenta de gestão, apoiando coordenadores, gestores e professores na definição de prioridades pedagógicas.

“Os microdados não devem servir apenas para celebrar conquistas. Eles são uma oportunidade para compreender a aprendizagem, orientar intervenções e construir estratégias que contribuam para resultados ainda melhores nos próximos ciclos”, conclui Gustavo Fagundes.



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Atlas Lithium confirma produção de lítio em 2027

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Em comunicado oficial divulgado hoje, 13 de julho, a Atlas Lithium (NASDAQ: ATLX) informou que está dentro do prazo para iniciar a produção comercial de concentrado de óxido de lítio no Projeto Neves a partir do quarto trimestre de 2027. O projeto é 100% da empresa, já tem todas as licenças necessárias e vai contar com uma planta que produz e processa o minério no mesmo lugar, com capacidade para gerar cerca de 150 mil toneladas por ano de concentrado de óxido de lítio de alta qualidade — matéria-prima usada nas baterias de carros elétricos e em sistemas de armazenamento de energia.

A empresa já recebeu propostas de compra de várias companhias interessadas no material, e a soma dessas propostas é superior ao triplo da capacidade de produção prevista da Atlas. Ou seja, a procura pelo concentrado de lítio do Projeto Neves se apresenta maior do que a oferta.

No Vale do Jequitinhonha, região em desenvolvimento de Minas Gerais, a Atlas Lithium diz que vai gerar mais de 5 mil empregos, diretos e indiretos, quando a operação estiver funcionando por completo. Os funcionários já contratados na região recebem, em média, o dobro da média salarial do local e têm plano de saúde e outros benefícios acima da média da região.

Os principais pontos do comunicado

  • A empresa mantém o plano de iniciar a produção comercial no 4º trimestre de 2027;
  • O projeto já tem todas as licenças ambientais e operacionais necessárias — isso reduz bastante o risco de atraso;
  • As propostas de compra recebidas já somam mais de 3 vezes a produção prevista;
  • Os números do estudo de viabilidade são fortes: TIR (Taxa Interna de Retorno) de 145% após impostos e retorno do investimento em 11 meses. O custo para produzir uma tonelada é de US$ 489, enquanto o preço de mercado está em torno de US$ 2.300;
  • Mais de 5 mil empregos, diretos e indiretos, serão criados no Vale do Jequitinhonha.

Nos últimos meses, o projeto avançou bastante no local, com a ajuda de empresas brasileiras de engenharia e construção:

  • Promon Engenharia — projeto detalhado da planta;
  • TSX Engineering — gestão do projeto, custos e riscos;
  • Cerne Construções — engenharia, suprimentos e construção das instalações;
  • RETC Infraestrutura — terraplanagem e obras civis;
  • Alfa Engenharia — montagem dos equipamentos.

Todos os contratos com esses parceiros ficaram dentro ou abaixo do orçamento previsto no estudo de viabilidade — o que mostra que a empresa está controlando bem os custos do projeto.

“Acreditamos que o Projeto Neves está entre os empreendimentos de lítio mais eficientes em capital do mundo, e está claro que os compradores globais de lítio já perceberam isso”, disse Marc Fogassa, CEO e presidente do Conselho da Atlas Lithium. “Nosso progresso contínuo reflete uma execução disciplinada e metódica em todas as frentes — licenciamento, contratação e engenharia. É importante destacar que já estamos criando alguns dos melhores empregos do Vale do Jequitinhonha, e nosso crescimento contínuo vai se traduzir em ganhos ainda maiores para nossas comunidades e para a economia local.”

A Atlas Lithium é dona do maior conjunto de áreas para exploração de lítio do Brasil entre as empresas que têm ações na bolsa — cerca de 557 km² de direitos de mineração nas principais regiões produtoras do país. A ideia é crescer ainda mais, com novas plantas e mais capacidade, acompanhando a demanda mundial por lítio, que deve aumentar com o avanço da inteligência artificial e o crescimento dos carros elétricos.

Sobre a Atlas Lithium

A Atlas Lithium (NASDAQ: ATLX) é uma empresa de desenvolvimento de lítio focada em levar o Projeto Neves à produção. O projeto já tem todas as licenças e apresenta números fortes de retorno financeiro, com TIR de 145% e payback de 11 meses. A Atlas também tem cerca de 20% de participação na Atlas Critical Minerals (NASDAQ: ATCX).

Para mais informações, a íntegra do comunicado oficial (em inglês) está disponível em: https://www.newsfilecorp.com/release/304861

Contato de Imprensa — Brasil

Fábio Pimentel | Cel: (11) 9 5399 8998



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