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Polícia

Polícias Militar e Civil prendem dupla de faccionados por homicídio de mulher em Aripuanã

Publicado em

Polícia

Equipes da Polícia Militar e Polícia Judiciária Civil prenderam dois homens faccionados, ambos de 27 anos, pelo sequestro e homicídio de Ana Beatriz Silva Lopes, de 22 anos, em Aripuanã. Os criminosos foram detidos em flagrante, nesta quarta-feira (3.6), no mesmo local onde o corpo da vítima foi encontrado.

De acordo com as informações da ocorrência, as equipes receberam denúncias de que uma mulher havia sido sequestrada por membros de uma facção criminosa, no Distrito de Conselvan, e levada para a cidade de Aripuanã.

Nas diligências investigativas, os policiais descobriram que a vítima teria sido levada a um local que servia como boate. As equipes seguiram ao endereço e perceberam uma movimentação suspeita, além de receberam informações de testemunhas sobre a atividade criminosa realizada no estabelecimento.

Diante da situação, os policiais militares e civis entraram no local e, primeiramente, encontraram o corpo da vítima Ana Beatriz caído no chão e enrolado por um lençol, sem sinais de vida.

Os dois suspeitos também foram encontrados no interior do imóvel, um deles tentou fugir, mas ambos foram detidos. Sobre o crime, eles afirmaram que chegaram com a vítima no período do manhã e que mantiveram Ana Beatriz sob tortura até sua morte.

Os homens foram conduzidos para a delegacia de Aripuanã para registro da ocorrência e demais providências. O caso segue em investigação pela Polícia Judiciária Civil do município.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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