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Polícia

Descontrolado, homem rasga roupas de companheira e a agride com capacete

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Polícia

Um homem de 43 anos e seu comparsa, de 38, foram presos em flagrante pela Polícia Militar na noite deste sábado (30) após agredirem uma mulher de 43 anos e entrarem em confronto físico com policiais no bairro Marajoara, em Cáceres (217 km de Cuiabá). O episódio foi registrado por volta das 22h.

A vítima contou que a violência teve início no momento em que ela chegava em casa a bordo de sua motocicleta. Ela foi recebida pelo seu companheiro, que iniciou uma forte discussão verbal, exaltou-se e passou a desferir diversos golpes contra ela utilizando um capacete.

Durante as agressões, o homem puxou a blusa da esposa com força, rasgando a vestimenta e fazendo com que ela caísse ao solo junto com a moto. A mulher foi amparada pela filha e conseguiu fugir do perímetro da residência para acionar o socorro da Polícia.

Assim que a primeira equipe chegou ao endereço, na Rua Santa Rosa, constatou que o portão principal estava totalmente trancado. Os policiais verbalizaram com o agressor ordenando a abertura da estrutura, mas diante da negativa do suspeito, decidiram invadir o terreno pulando o portão.

Ao receber voz de prisão, o homem desobedeceu aos comandos legais e investiu fisicamente contra a equipe. Diante do descontrole do suspeito, os militares efetuaram um disparo com a arma não letal Taser, porém o dispositivo não foi suficiente para neutralizá-lo.

Nesse instante, o segundo suspeito, de 38 anos, aliou-se ao agressor e ambos partiram para o confronto contra os policiais. A briga generalizada só foi controlada após uma intensa luta corporal e a chegada de reforços do policiamento ordinário, das equipes do Raio e da Força Tática.

Após denúncias de terceiros sobre a existência de armamento no local, os policiais da Força Tática realizaram uma busca detalhada no quarto do casal e localizaram, escondida debaixo do colchão da cama, uma arma de fogo calibre 22, fabricada a partir de uma adaptação de arma de pressão.

Os militares sofreram lesões físicas decorrentes do embate, e os envolvidos foram levados à delegacia, onde a vítima solicitou Medidas Protetivas de Urgência.



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Polícia

Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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