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Polícia Militar prende três faccionados com armas e drogas em Ribeirão Cascalheira

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Polícia

A Força Tática do 13º Comando Regional prendeu três homens faccionados, com idades entre 41 e 50 anos, por associação para tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo, na noite desta terça-feira (16.6), na zona rural de Ribeirão Cascalheira. Com a quadrilha, foram apreendidas três espingardas e porções de maconha.

Conforme o boletim de ocorrência, os policiais faziam patrulhamento urbano pela Operação Tolerância Zero e receberam denúncias sobre um suposto ponto de venda de drogas, em uma chácara da cidade.

Diante das informações do endereço e dos suspeitos envolvidos, os militares se deslocaram ao endereço de difícil acesso, necessitando atravessar um pequeno riacho, e chegaram a uma área de chácaras, localizando a propriedade rural de um dos suspeitos denunciados.

Os policiais chegaram ao endereço e encontraram três suspeitos na parte de fora da casa. Um deles tentou fugir ao ver a presença da Força Tática e foi detido rapidamente. Os outros dois homens foram abordados sem apresentarem resistência.

Nas buscas na residência, foram localizadas três espingardas, de diferentes calibres, sete cartuchos para os objetos e uma porção grande de maconha.

Com o flagrante, os três homens foram conduzidos para a delegacia da cidade e entregues à Polícia Judiciária Civil para registro da ocorrência e demais providências.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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