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Polícia Militar prende suspeito e recupera veículo roubado em Cuiabá

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Policiais militares do 10º Batalhão prenderam um homem, de 33 anos, por roubo de um carro, na noite desta terça-feira (26.5), em Cuiabá. O suspeito foi detido em flagrante com o automóvel roubado no Distrito da Guia. O veículo foi recuperado e entregue de volta à vítima.

Segundo a denúncia, uma mulher de 27 anos relatou que deixou seu carro, um Volkswagen Polo Track, estacionado no Parque das Águas e ao retornar para o veículo foi rendida por um criminoso armado que anunciou o assalto e fugiu levando o carro.

Com as informações e características do automóvel, os militares iniciaram diligências e identificaram que o suspeito seguia com o veículo em direção ao Distrito da Guia. Após ser localizado, o carro foi interceptado pela PM e o suspeito detido.

Questionado sobre o crime, o homem afirmou que o roubo teria sido ordenado por uma facção criminosa em razão de uma dívida. Ele disse que deixaria o carro no distrito de Aguaçu, onde o veículo seria levado por outra pessoa. Sobre a arma utilizada no roubo, o suspeito disse que jogou o objeto pela estrada, não sabendo a localização da arma.

O suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido para a Central de Flagrantes de Cuiabá para registro da ocorrência e demais providências. No local, a vítima do roubo compareceu e fez a recuperação do seu automóvel.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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