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Polícia

Polícia Militar prende casal suspeito por homicídio, após denúncia de estupro em Tangará da Serra

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Policiais militares do 7º Comando Regional prenderam em flagrante, na noite deste domingo (21.6), um casal suspeito por homicídio, após denúncia de estupro, em uma residência no município de Tangará da Serra (252 km de Cuiabá). Um homem, de 57 anos, foi esfaqueado, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

As equipes do 19º Batalhão foram acionadas sobre um possível salve, no bairro Parque Figueira. Ao chegarem ao local, os policiais flagraram uma mulher, de 32 anos, tentando deixar o imóvel, enquanto um homem, de 33 anos, foi encontrado aos fundos da residência. Ambos foram abordados e detidos.

Durante as buscas no interior da casa, os militares encontraram a vítima caída na sala em meio a uma grande quantidade de sangue. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou que ele apresentava, aproximadamente, cinco perfurações pelo corpo.

À PM, o homem confessou ter descartado a faca utilizada no crime em um terreno vizinho. Já a suspeita, relatou que ambos moravam há alguns meses em um quarto alugado pela vítima.

A suspeita afirmou que os três passaram o dia ingerindo bebida alcoólica. Em determinado momento, o homem saiu para comprar mais bebidas. A mulher relatou que permaneceu na casa e foi estuprada pela vítima.

Assim que o companheiro retornou, percebeu que a mulher estava abalada e, após ser informado sobre o suposto abuso sexual, pegou uma faca e desferiu diversos golpes contra o homem.

Aos militares, a mulher revelou que está grávida de aproximadamente dois meses. Uma testemunha que mora ao lado da residência informou ter visto apenas o casal entrando na casa da vítima. Ela também relatou ter ouvido uma voz masculina gritando, mas não conseguiu visualizar o que acontecia no interior do imóvel.

Diante dos fatos, o casal foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência. 

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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