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Polícia

Polícia Militar liberta vítimas de sequestro em residência e prende quatro criminosos

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Polícia

Equipes do 12º Comando Regional da Polícia Militar prenderam quatro homens, com idades entre 18 e 22 anos, por roubo, porte ilegal de arma e sequestro, na madrugada desta quinta-feira (9.7), em Pontes e Lacerda. Na ação, os militares resgataram 10 vítimas mantidas como reféns e apreenderam duas armas de fogo que estavam com a quadrilha.

A PM foi acionada após receber denúncias de que quatro homens encapuzados teriam invadido uma residência, onde estava acontecendo uma festa de aniversário. Para o endereço, foram deslocadas equipes da Força Tática e do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), que montaram cerco ao redor da casa.

Durante a varredura externa, a equipe visualizou a porta central da casa aberta e entrou, seguindo para a parte dos fundos, sendo ouvida uma discussão entre vários indivíduos que abriam o portão para sair com uma caminhonete. Diante do fato, a equipe interceptou a ação e deteve os suspeitos.

Ao retornarem para a casa, os militares encontraram 10 vítimas, no interior da residência, sendo que algumas estavam com armas apontadas para a cabeça pelos criminosos, que faziam ameaças de atirar contra as vítimas. Algumas vítimas estavam com diversas lesões na cabeça.

Os policiais iniciaram negociação para a liberação dos reféns, que durou aproximadamente 30 minutos. Os assaltantes exigiram a presença da imprensa local e transmissão ao vivo do fato, para que pudessem se libertar. Após a chegada solicitada, os criminosos se renderam e foram presos pelos militares.

Com a quadrilha, foram apreendidas duas armas de fogo e munições. Eles foram conduzidos até a sede do 18º Batalhão de PM para registro do Boletim de Ocorrência e entregues à Polícia Judiciária Civil para demais providências.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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