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Polícia Civil prende dois foragidos da Justiça em Lucas do Rio Verde

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta terça-feira (26.5), dois mandados de prisão contra homens, um de 35 e outro de 26 anos, em Lucas do Rio Verde.

O primeiro foi preso no bairro Bandeirantes, em ação conjunta da equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde com a Polícia Federal.

O suspeito, de 35 anos, possuía um mandado de prisão em aberto expedido pela Vara Única de Tapurah. Ele é condenado a nove anos e quatro meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável.

Após ser capturado, ele foi encaminhado para a delegacia e ficou à disposição da Justiça.

O segundo preso, de 26 anos, foi localizado na região de Groslândia, zona rural de Lucas do Rio Verde. A ação contou com apoio da Polinter.

O suspeito possuía um mandado de prisão preventiva pelo crime de tráfico de drogas, expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Polo de Sinop.

Após ser capturado, ele foi encaminhado para os procedimentos legais e permaneceu à disposição da Justiça.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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