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Polícia

Polícia Civil prende autores de furto qualificado e receptação em ações distintas em Várzea Grande

Publicado em

Polícia

Duas pessoas envolvidas em crimes patrimoniais de furto qualificado e receptação foram presas pela Polícia Civil, na sexta-feira (29.5), em ações distintas realizadas pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande.

Um dos suspeitos subtraiu o aparelho celular e carteira de uma vítima, enquanto ela dormia e foi preso em flagrante pelo crime furto qualificado pelo repouso noturno. Já o segundo suspeito foi flagrado em posse de uma bicicleta e outros objetos furtados no mês de abril e foi autuado em flagrante por receptação.

A primeira prisão ocorreu após os policiais da Derf Várzea Grande tomar conhecimento de um furto ocorrido durante a madrugada, em que a vítima teve o aparelho celular e documentos pessoais subtraídos enquanto dormia próximo a uma agência bancária, local onde costuma permanecer durante a noite, trabalhando como guardador de veículos.

Durante as diligências, os investigadores receberam informações sobre a possível identidade do suspeito, indicando ainda que ele estaria em uma casa abandonada nas proximidades do local do crime.

Com base nas informações levantadas, os policiais civis foram até o endereço indicado, onde localizaram o suspeito. Ao ser abordado, ele admitiu estar com a carteira da vítima.

Durante buscas realizadas no imóvel abandonado, os investigadores encontraram diversas carteiras e documentos pessoais pertencentes a diferentes pessoas. O suspeito não soube informar a origem dos materiais apreendidos.

Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido à delegacia, onde após ser interrogado delegado Sérgio Luís Henrique de Almeida, foi autuado em flagrante pelo crime de furto majorado pelo repouso noturno.

O preso possui diversas passagens criminais por crimes patrimoniais e é apontado como suspeito de outros furtos registrados na região.

Os documentos e objetos apreendidos foram encaminhados para os procedimentos de restituição aos respectivos proprietários. As investigações seguem em andamento para identificar possíveis vítimas relacionadas aos demais materiais recuperados e esclarecer o envolvimento do preso em outros crimes.

Receptação

Na outra ação realizada pelos policiais da Derf-VG, um homem de 38 anos foi preso em flagrante pelo crime de receptação dolosa, após ser flagrado em posse de uma bicicleta e um boné furtados, que posteriormente foram restituídos à vítima.

Os policiais estavam em diligências na região central de Várzea Grande, quando avistaram o suspeito em posse de uma bicicleta verde e preta e utilizando um boné que haviam sido subtraídos em um furto registrado no dia 10 de abril, em frente a um supermercado no município.

Durante a abordagem, o homem relatou aos policiais que havia comprado os objetos de um usuário de drogas pela quantia de R$ 35 e admitiu que tinha conhecimento de que os produtos eram provenientes de furto.

Diante das evidências, ele foi conduzido à delegacia, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelo crime de receptação. A vítima compareceu à unidade policial e reconheceu a bicicleta e o boné como sendo de sua propriedade, confirmando que os objetos haviam sido furtados anteriormente.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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