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CRIME EM CUIABÁ

Homem confessa assassinato de colega venezuelano e esconde corpo em estacionamento de Cuiabá

Suspeito de 44 anos foi preso pela Polícia Civil após confessar homicídio cometido dentro do local de trabalho da vítima.

Publicado em

Polícia

Polícia Civil - MT

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta segunda-feira, (25/05), um homem de 44 anos suspeito de matar um colega de trabalho, um venezuelano de 45 anos, e esconder o corpo no estacionamento onde ambos trabalhavam, no bairro Baú, em Cuiabá.

O corpo da vítima foi localizado por volta das 13h30, parcialmente enterrado no terreno do estabelecimento, durante uma ação conjunta entre a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa e a Polícia Militar de Mato Grosso.

Segundo informações repassadas pelas autoridades, o patrão dos funcionários afirmou aos policiais que o corpo encontrado possivelmente era do trabalhador venezuelano, que estava desaparecido desde o sábado, (23/05).

Ainda conforme o relato, outro funcionário da empresa apresentava constantes desavenças com a vítima. O homem também teria aparecido no local de trabalho com um hematoma no rosto, alegando ter sido vítima de um roubo.

Diante das suspeitas, a equipe da DHPP realizou a detenção do funcionário ainda no local.

Após breve conversa com os investigadores, o suspeito confessou o crime. Conforme o depoimento inicial, o homicídio foi cometido com golpes de madeira e arma branca. O homem alegou estar embriagado no momento do assassinato e disse não se lembrar exatamente quando o crime aconteceu, afirmando apenas que teria ocorrido entre a tarde de sábado, 23/05, e o domingo, 24/05.

O suspeito foi encaminhado à sede da DHPP, onde será interrogado pelo delegado Michael Paes.

A Polícia Civil informou que ele foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver e responderá a inquérito policial por homicídio qualificado, devido ao motivo fútil e ao fato de a vítima não ter tido chance de defesa.

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Polícia

Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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